quinta-feira, 17 de setembro de 2015

As aventuras de Peppa: um dia de cão

Começou com a humana colocando no chão aquela caixa plástica com uma toalhinha. Quando ela coloca a caixa no chão eu já sei que vou ver o tio de branco. Eu não gosto do tio de branco porque ele corta minhas unhas e o passeio até lá balança um pouco, mas a humana me engana direitinho e eu sempre acabo ficando presa na caixa, aff.

Mas ontem a humana não me carregou até o tio de branco. Ela me enganou de novo e me prendeu na caixa, mas dessa vez quem me recebeu foi uma tia. E dessa vez a humana não ficou lá comigo, ela conversou com a tia e me largou lá naquele lugar estranho. Pensei que o humano tinha ficado bravo com os arranhões no sofá e mandado ela me deixar ali, imagina? Mas não deu nem tempo de reclamar, porque a tia me tirou da caixa e eu só lembro depois de ter acordado lá dentro de novo toda enfaixada e sem conseguir andar direito.

QUAL A NECESSIDADE DISSO, HUMANA?

Depois de um tempo que eu acordei a humana voltou (que alívio, gente) e me levou pra um lugar esquisito, cheio de humanos pequenos. Os humanos pequenos me viam e queriam brincar comigo (eles são barulhentos, né?) mas eu ainda estava tentando entender o que a humana tinha feito comigo. E ainda não conseguia andar. Ela me deixou numa salinha escura e  de vez em quando ia lá me ver.

CADÊ A NOSSA CASA, HUMANA? QUE LUGAR É ESSE?

A gente só foi pra casa quando já estava escuro. Eu já estava conseguindo andar, mas não tinha força pra subir no sofá. Caí de costas umas três vezes. E como faz pra me limpar com essas faixas me apertando? Cada vez que eu erguia a pata traseira eu rolava pela cama. Tentei me lamber por cima da faixa e meu dente enroscou, fiquei lá com a boca aberta e a língua de fora até a humana ver e me ajudar. E minha dignidade nessas horas, como fica?

Vocês pensam que acabou? Hoje de manhã a humana abriu minha boca a força e tacou um negócio lá dentro que ela chama de "remédio". E pelo que eu entendi ela ainda vai fazer isso muitas vezes. Tô aqui toda enrolada nesse treco, não consigo tomar banho direito e pra falar a verdade eu acho que tem um corte aqui na minha barriga.

A humana disse que é para o meu bem mas olha. Não tô acreditando muito nisso não.




quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Oi?

Ó o nível da conversa que rolou em inglês entre minha aluna do intermediário e eu hoje:

Eu: "Então, vou levar minha gata para ser castrada amanhã."
Ela: "Castrada?" (Ela provavelmente não conhecia a palavra)
Eu: "Sim, ela vai fazer uma cirurgia para não ter bebês."
Ela: "Mas ela já tem bebês?"
Eu: "Não"
Ela: "E ela não quer ter?"
Eu: "É..."
Ela: "Ela é casada?"
Eu: "Não, pera, eu estou falando da minha gata."
Ela (aliviada): "Aaaaaaaah, eu achei que você estava falando da sua irmã!"

Tô até agora tentando entender em que momento da conversa "my cat" virou "my sister", coleguinhas.

sábado, 12 de setembro de 2015

Mais causos da firma

Eu conto esses causos e tenho certeza que tem gente que lê e acha que eu invento mas olha coleguinhas, digo só uma coisa: a realidade, ela é difícil de ser superada.

Mãe e filha vieram aqui na escola semana passada. A menina fez teste de nível, foi classificada no avançado, a mãe conversou com a divulgadora, viu nosso material, fez perguntas sobre a metodologia, preços etc. Ficaram quase uma hora aqui. A mulher telefonou uns dias depois dizendo que ia matricular a menina mas que não poderia ir até a escola assinar o contrato porque tinha torcido o pé e tal. Ficou combinado que a divulgadora mandaria o contrato por e-mail para ela assinar e mandar de volta e a filha começaria as aulas hoje, sábado.

A menina não veio e a mãe não enviou o contrato. Divulgadora telefonou para saber o que tinha acontecido e mãe nos brinda com essa maravilha:

"Então, é que na verdade minha filha queria estudar na escola XXZZ (nosso concorrente de nome parecido) e não aí. Eu me confundi e só percebi quando vocês mandaram o contrato, desculpa."

Agora eu tô aqui na dúvida de essas duas tem algum problema mental muito sério mesmo ou se só inventaram a pior desculpa do universo para desistir de um negócio.