sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Jornalismo-verdade

Paro no jornal da hora do almoço da Record (tudo bem, quem assiste o jornal da hora do almoço na Record merece sofrer) e vejo uma imagem aérea do centro de São Paulo e um repórter anunciando uma manifestação de estudantes. A apresentadora do telejornal faz cara de confusa e diz que não está entendendo muito bem, pois alguns estudantes estão fantasiados e carregam latas de cerveja. O repórter continua dizendo que é uma manifestação e blábláblá e a polícia e blábláblá.
Nisso eu paro e faço as contas - que dia é hoje?
Caríssimos colegas, a tal manifestação que a Record denunciava de forma tão veemente era, na verdade, a peruada, uma micareta estudantil organizada pela faculdade de Direito do Largo São Francisco da qual, não mentirei aos senhores, participei ativamente durante meus primeiros anos de FFLCH.

Porque jornalista que é jornalista não pergunta, adivinha.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O anti-social

O direito de vizinhança passou a reconhecer recentemente a figura do condômino anti-social, que é aquele cidadão que deliberadamente atrapalha a vda dos outros moradores, descumpre regras, enfim: enche o saco de todo mundo de propósito, só porque é corno/burro/mala-sem-alça mesmo. Eu sou uma condômina de sorte e não tenho problemas com meus vizinhos. Mas tenho uma aluna anti-social.
A mulher é adulta, passada dos trinta anos, e está no último nível do curso de Inglês. Tecnicamente, portanto, não há nada que a obrigue a frequentar as aulas uma vez que a cidadã é maior de idade e já atingiu um nível de Inglês que supre suas necessidades profissionais. Entretanto, todos os dias ela entra na sala de aula como se carregasse a Rússia nas costas, se joga na carteira e pergunta: "Quantas aulas faltam para acabar o semestre?" Igualzinho a criança viajando para longe no banco de trás do carro. A cada atividade proposta ela faz cara de sofrimento e boceja a cada cinco segundos. Só fala Português, ao ser requisitada para abrir o livro resmunga como uma velha de 90 anos e quando não entende alguma explicação reage gritando que aquilo não faz o menor sentido. Semestre passado, com outra professora, essa flor simplesmente levantou no meio de uma explicação e saiu bufando, berrando que não era obrigada a passar por aquilo.
Eu não tenho dúvidas que esse doce de pessoa odeia as aulas de Inglês mas continua indo porque sente um prazer inexplicável em infernizar professores e causar constrangimento entre os colegas. Esse tipo de gente existe: eles se alegram ao transtornar, ao testar os outros até que percam a paciência. São da mesma laia do povo que fala gritando no celular dentro do elevador ou que tenta passar compras do mês no caixa rápido. Precisam de atenção total dos outros, o tempo todo.
Eu decidi parar de aplaudir a louca. Agora só respondo a perguntas relevantes e feitas com o mínimo de civilidade. Também não falo com ela a menos que seja muito necessário. Caso o circo persista, algum colega tem uma sugestão que não envolva matar a cidadã?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Dinossauros motorizados

Dias atrás li este post no blog da Barbara Gancia e, na qualidade de pedestre, tive que concordar. Lembrei imediatamente de um primo meu, adolescente, que diante de um SUV dos mais trambolhudos (não me lembro qual), comentou: "Isso aí não tem seta, tem foda-se!"
O post diz basicamente como me sinto quanto a esses dinossauros motorizados que poluem demais, gastam demais e ocupam um espaço que São Paulo não tem. Mas hoje tive a confirmação de que o tamanho do carro tende a ser inversamente proporcional ao cérebro de quem o dirige.

Avenida Higienópolis, em frente ao shopping. Sinal fechado, observo um cidadão sair de dentro do seu carro e ir até a janela do carro da frente gritando enfurecido para a motorista: "SUA PUTA! SUA VACA!"

Eu não vi o que a mulher do carro da frente fez. A rua é estreita e estava cheia de carros, não dá pra fechar ninguém ali. Deve ter freado bruscamente, sei lá. O fato é que não matou nem feriu ninguém e não deve ter "roubado" mais do que 30 segundos do precioso tempo do cidadão que berrava à sua janela.

Adivinhem qual carro o nervosinho dirigia? Começa com S e termina com V.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Friends 2010

Eu sei que ao escrever este post estou pisando em território minado, mas não resisti. Diante da notícia de que o filme de "Friends" finalmente vai sair, tenho que me pronunciar.
Eu até gostava de "Friends", vejam bem. Ria bastante, acompanhei as temporadas com o máximo de regularidade que me foi possível e até arrisco dizer que sei alguns episódios de cor. Na categoria de sitcom dos anos 90, entretanto, Seinfeld leva minha preferência disparada e eu confesso que nunca consegui entender muito bem toda a idolatria que "Friends" gerou.
Mas eis que, quase seis anos depois, resolvem fazer um filme. Admitam, fãs: o Matthew Perry está um maracujá de gaveta e a Courtney Cox mais botocada que as discípulas da Lígia Kogos. Fazer um filme com esse povo, a essa altura do campeonato, não faz mais sentido nenhum. A não ser que decidam filmar a versão Cheshire Cat de "Friends 2010":

- Monica e Chandler continuam casados, mas não fazem sexo desde 2007. Têm quatro filhos e um dos gêmeos (o pequeno Jack) já apresenta tendências cross-dresser.

- Phoebe seguiu seu curso natural e se tornou a tia louca dos gatos. Anda por Manhattan maltrapilha, tocando violão e arrastando consigo uma dúzia de bichanos.

- Após breve carreira como ator pornô Joey ganha peso e decide se tornar produtor na indústria do entretenimento adulto.

- Rachel e Ross se separaram. Rachel atualmente sai todas as noites fazendo pegação em single bars. Com isso, perdeu a guarda da pequena Emma que hoje vive com os avós maternos.

- Ross desenvolveu síndrome do pânico há cerca de dois anos, logo após a separação. Vive isolado nas montanhas tentando terminar um livro sobre seu amigo dinossauro imaginário que constatemente o aconselha a pegar uma espingarda e atirar nos homenzinhos amarelos que insistem em arranhar sua porta todas as noites.

sábado, 3 de outubro de 2009

Ainda sobre pesquisa escolar

Não é saudosismo nem síndrome do "no meu tempo era melhor". Não era. Fazer pesquisa quando eu estava no colégio era um parto, uma desgraça e se você não tivesse uma Barsa em casa tinha que ir até a biblioteca e copiar tudo na mão. Não tinha máquina de xerox não. E ainda que tivesse, seria tirar cópia para, em casa, perder um tempão passando tudo para a folha de almaço. Cópia, no máximo, das figuras. Passei tardes e tardes enfiada na Viriato Corrêa pesquisando plantas, animais, segunda guerra mundial e o que mais o currículo escolar achasse fundamental que eu aprendesse. Eu não era, entretanto, uma criança infeliz por isso. Aliás, eu gostava (oi, nerd desde pequena), era uma oportunidade de pegar o metrô sozinha (sim, em 1988 uma criança podia pegar metrô sozinha sem o risco de ser pisoteada, sequestrada, assaltada ou sei lá o que), encontrar os amigos e tomar sorvete na volta. Era divertido.

Mas ah! se eu tivesse tido internet quando estava na quarta série. Não que eu fosse uma criança prodígio ou coisa parecida, mas era absurdamente curiosa e criativa. Eu fazia a mão o jornal do prédio e colocava placas feitas com papel sulfite e canetinha que diziam "Redação" na porta do meu quarto. Se existisse internet em 1988 era bem capaz de eu ter tido um blog muito produtivo aos 10 anos de idade. Seria uma criança mil vezes mais esperta do que eu fui (e eu nem era das mais lerdas, ok?). Seria insuportável.

Mas pra quê serve a internet para as crianças da quarta série que tem acesso a ela? Pra nada. Pra jogar videogame, ver putaria, piratear funk, colocar fotos no espelho fazendo bico e tentar enganar professor. Só. É ou não pra se emputecer com tanto desperdício de potencial?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Recadinho

Passei só pra dizer que estou p... porque tenho um vídeo muito legal para postar e há semanas que eu não consigo incorporar nenhum vídeo nesse blog.

E sim, eu me recuso a colocar link. Link é chato, feio e cara de pastel.