quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Acho que o post abaixo ficou meio "white people problems". Desculpa gente, não sou assim não.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Meu cabelo, minhas regras

Meu cabelo é cacheado. Eu sempre fui partidária e apoiadora dos cachos.

Quando era adolescente eles eram compridos, brilhantes, definidos e volumosos. Lindos. Mas aí o tempo, os hormônios, os maus-tratos foram aos poucos deixando meus cachos cada vez mais ralinhos, cada vez mais sem vida, sem definição.

Comecei a usar mais curto, tipo chanel. Rolava todo um bingo cabelo cacheado, do qual já falei neste post.

Depois de um tempo fui cortando, cortando, até radicalizar. Usava joãzinho e adorava, me sentia poderosa. De vez em quando marcava um xis no bingo do cabelo curto com um "quando você vai deixar crescer?" ou "ah, tá bonito, mas cabelão é tão mais feminino."


No começo do ano resolvi deixar crescer de novo. Porque o cabelo é meu, faço o que eu quiser. Para fugir do efeito capacete que cabelo cacheado faz quando começa a crescer, apelei para a química. E gostei, me julguem. Tô aqui toda trabalhada na progressiva e feliz da vida. Como era feliz com os cachos. E com a quase ausência de cabelo. E agora que eu alisei tô tendo que lidar com a patrulha da chapinha, com a galera do "não renegue seus cachos!" "não se curve à ditadura da beleza!" Ó. Preguiça.

Desistam, mulheres. Vai ter sempre alguém cagando regra sejam vocês lisas, cacheadas, carecas.

Meu cabelo não me define. É só uma parte de mim que se renova e que por isso eu posso mudar o quanto eu quiser. Ainda bem, porque pensa numa nêga que não sossega com cabelo.

sábado, 23 de novembro de 2013

Coxinhas (nos dois sentidos)

Eu queria saber se paulistano sempre foi burro mesmo ou é um negócio que vem acontecendo de uns anos pra cá. Porque o que eu vi ontem só burrice explica.

Fomos ao Paris 6 ontem. Lugar famosinho, tipo bistrô francês. Foco no tipo, porque é bem tipo mesmo.

Começa com a fila na porta nível Outback de shopping no sábado a noite. Galera de pé, na calçada, enquanto garoava. Se minha amiga já não estivesse lá dentro eu teria dado meia volta e ido ao Sancho, sem discussão.

Entrei. Apertadinho, lotado e com um decoração cafona. E UM banheiro. Sério. Se eu fosse o dono investia alguns dos milhões de reais que ele deve estar ganhando vendendo carpaccio com três fatias de carne a 37 reais num banheiro a mais, porque né. Fila pra toilete é coisa de balada tosca.

Daí você olha o cardápio. Imenso, interminável, cada prato com um nome francês bem afrescalhado (ainda que seja apenas um croquete de carne) acompanhado do nome de uma celebridade qualquer. Cafooona. Debaixo do pastel de queijo a Ellen Roche, a historinha: "Em homenagem à eterna musa da televisão brasileira"

Ellen Roche e eterna musa da televisão brasileira na mesma frase. Apenas ~risos~ Acho que podemos encerrar a resenha com essa informação. Mesmo porque depois do carpaccio com três fatias meus amigos resolveram ir embora pra se arrumar para uma festa. Os outros dois que não iam à festa e eu decidimos que não dava pra ficar lá e na tentativa de exorcizar tanta coxinhice rumamos para o baixo Augusta.

Fomos parar em um bar na Frei Caneca que serve espetinho de coxinha. Sim, vocês leram certinho. Temos foto do cardápio. Sim, como é que ninguém tinha pensado nisso antes?

O de coxinha tinha acabado, fiquem com o de bolinha (inha?) de queijo.

Saímos de um restaurante de coxinhas e fomos um que serve espetinho de coxinha. Muito melhor que o pastel de queijo a Ellen Roche, certeza. 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Há um ano

Eu não sei porque eu amo Barcelona. Quer dizer, eu sei sim. Uns (muitos) anos atrás eu assisti a um filme chamado "Albergue Espanhol" que só pode ter sido patrocinado pela secretaria de turismo da cidade de tão linda-maravilhosa que ela aparece lá. Me apaixonei. Fiquei com aquelas cores na cabeça pra sempre, mas coragem de fazer as malas, parcelar uma passagem e ir sozinha, isso eu não tinha não.

Muito tempo depois eu conheci esse moço dos olhos azuis-verdes de quem vocês já ouviram falar bastante por aqui. E esse moço é filho de catalão e me levou pra conhecer Barcelona. Eu falei um pouquinho do quanto amei a cidade aqui.

Eu não sei porque eu amo o Mika. Ele faz uma música pop gostosa, com letras bobinhas, quase adolescentes, muito diferente de tudo que tinha me tocado até então. Mas eu amo. É meu cantor preferido.

E quis uma dessas coincidências incríveis que o Mika estivesse fazendo um show em Barcelona na mesma época em que eu estava lá há exatamente um ano. Em um dos quatro dias apenas que eu passei na cidade. Num lugar pequenininho a duas quadras do hotel que já estava reservado meses antes.


I could put a little stardust in your eyes/ Put a little sunshine in your life/ Give me a little heart to feel the same/ I wanna know if I'll see you again/ If I'll see you again

E eu juro que quase consigo ouvir minha voz cantando junto nesse vídeo. Dia mais lindo da vida.