quinta-feira, 31 de março de 2016

Um post por dia - Dia 2

Eu estou fazendo um curso a distância de gestão de pessoas em escolas de idiomas.

Pausa para vocês se compadecerem da chatice que anda a minha vida.

Hoje assisti a uma palestra interessantíssima só que não sobre ISO 9001 e PDCA. Mas isso não importa. O que importa é que todas as palestras vem com um bônus round de slides em power point e as pessoas, elas não sabem fazer slides. Isso está me matando lentamente pois euzinha: tenho TOC com slides cagados.

O que eu entendo por slides cagados: slides cagados não tem um layout e são sempre em fundo branco. Slides cagados não tem formatação, só um bando de informações jogadas nos cantos do fundo branco. Pessoas que fazem slides cagados não se apegam a uma fonte e vão distribuindo arial, times new roman, calibri ou O HORROR! O HORROR! comic sans quando tem vontade. Pessoas que fazem slides cagados também não se apegam a um método de destaque e usam negrito, itálico, sombra, sublinhado, qualquer cor como se aquilo fosse a casa da mãe Joana. Estas pessoas usam cliparts feias ou com marca d'água para ilustrar seus slides cagados. Elas também misturam tudo quanto é tipo de transição e animação ou escolhem sempre as mais efusivas tipo aquele quadriculado. Por fim, pessoas que fazem slides cagados não sabem usar crase nem porque e subestimam as maravilhas da revisão de texto.

Fica aqui o apelo, coleguinha: Não seja a pessoa que faz slides cagados. Ajude essa moça aqui que tem déficit de atenção. É rápido, é fácil, qualquer um pode fazer.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Um post por dia - Dia 1

Roubaram os cabos de energia aqui da rua da escola e ficamos sem eletricidade desde as sete da manhã. Voltou agora, seis da tarde. Passamos o dia num calor absurdo, dispensando alunos e sem absolutamente nada para fazer. Tecnologia é mesmo uma coisa maravilhosa, mas só quando funciona. Como eu estou sem computador em casa, quase que esse post não sai, mas vamos lá.

Como é que alguém rouba um cabo de energia, coleguinhas?
Como é que um cara sobre num poste de madrugada com um alicate, corta um cabo e sai com ele por aí, enrolado debaixo do braço? (porque estou supondo que um ladrão que rouba cabos de energia não tem carro, né?)
Como é que um cara faz isso e não toma um choque?
Por que um cabo de energia se tem tanta coisa mais discreta e segura por aí pra se roubar?

São muitas perguntas sem resposta. Só sei que nessa brincadeira lembrei de um programa que eu estava assistindo no History Channel esses dias sobre uns caras que vivem de vender metais que eles encontram nos lugares mais estranhos. Por exemplo, um deles ouviu falar que painéis solares contém prata. Só que o cara não faz um pesquisa decente pra ver quanto de prata tem, como faz pra remover a prata, se vale a pena. Nããão. Ele só vai lá e gasta 1000 dólares em painéis solares quebrados para depois descobrir que ia precisar gastar mais 1000 para remover a prata deles. E no final ele vende a prata removida por 600 dólares ou seja: negocião. Os outros dois do programa pelo menos conseguiram fazer um dinheiro, um com ouro retirado de adereços de caixões (ele teve que comprar o caixão inteiro) e outro com prata de fluido de revelação de radiografias dentárias (seja lá o que for isso).

Ainda bem que existe o History Channel para mostrar pra gente que as pessoas, elas podem ser fascinantes. No próximo episódio eles podem entrevistar os ladrões de fio de cobre.

terça-feira, 29 de março de 2016

Try something new

Começou com este vídeo que eu amo e uso para dar aulas há nem sei quanto tempo (eu não uso legendado, né, coloquei assim pra facilitar pra todo mundo). Assistam, coleguinhas, vale a pena, tem menos de quatro minutos:



Assistiram? Ok, prossigamos.

Ontem namorado chegou em casa e me ouviu reclamando que eu precisava fazer alguma coisa da vida além de trabalhar. Que eu não lembrava mais o que era fazer alguma coisa por prazer e não por obrigação. Namorado vai subir o campo base do Everest daqui a uma semana, ele entende de fazer as coisas por prazer. E eis o que ele me disse:

"Ué, faz. O blog tá abandonado. Você não queria aprender a costurar? A cozinhar?"

Eu queria. Ainda quero. Mas as vezes quebrar um ciclo de acomodação é mais difícil do que parece. As vezes não é uma questão de "vai lá e faz". E aí eu lembrei do vídeo do Matt e de como ele sugere que mudanças simples servem para quebrar esse ciclo. De como pedalar para o trabalho todo dia fez dele um cara mais ativo e mais aventureiro. De como as vezes um passo pequeno é tudo que você precisa para mudar sua programação mental. E eu decidi encarar o desafio. Me propus a adicionar duas coisas e subtrair uma da minha rotina por um mês.

Vou adicionar: um post por dia no blog e 30 minutos de exercício (qualquer coisa, correr, nada, andar, academia).

Vou subtrair: o Facebook do celular (só do celular, lembrem-se que ele fala de metas possíveis).

Como quando eu decidi participar de uma corrida pela primeira vez, contar pra todo mundo é minha estratégia para fazer as coisas acontecerem. Me policiem. Me cobrem. Me façam passar vergonha se eu desistir. Conto com vocês coleguinhas.