terça-feira, 26 de maio de 2009

Queridão vai à reunião de condomínio (parte 2)

Ontem Queridão compareceu a mais uma reunião de seu futuro condomínio e levantou a questão dos convidados na piscina, a mesma que contei aqui. Um dos defensores da idade máxima para o uso da mesma argumentou:
"E se o seu amigo vem aqui e mexe com a minha mulher? Eu mato ele!"

Fico aliviada em saber que Queridão terá gente tão equilibrada em sua vizinhança.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Crônicas da FFLCH (parte 1567)

Quando eu conto as histórias da minha (nem tão) saudosa (assim) FFLCH tem gente que acha que eu exagero. Que não pode existir um lugar tão tosco, desorganizado e cheio de gente esquisita no mundo. Que tudo que eu conto é produto de cinco anos passados "on drugs", sendo que na época da faculdade eu mal bebia. Mas a FFLCH não me desaponta e eis que um amigo meu que ainda frequenta aquela dimensão paralela me conta a seguinte história.
Este meu amigo é jornalista e sabe-se-lá-porque-meu-deos resolveu voltar a estudar há dois anos, indo parar no País das Maravilhas da Faculdade de Letras da USP. Logo no primeiro semestre estabeleceu uma relação que beira a fobia com a famigerada Linguística, causa de desistência de 9 entre 10 drop outs do curso. Obviamente, repetiu a matéria. Este ano, obrigado a encarar o triste fato de que teria que enfrentar o monstro visto que o mesmo é requisito para várias matérias, chegou à conclusão de que não teria condições de encarar Saussurre e Hjelmslev pela segunda vez.
Claro que, em se tratando da FFLCH, isso não foi problema. Meu amigo, sendo um sujeito muito empreendedor, decidiu terceirizar a matéria e simplesmente PAGOU um hippie pobrinho do Crusp, estudante do quarto ano, para fazer a matéria por ele. O garoto assistiu às aulas, assinou a lista com o nome do meu amigo, fez a prova por ele e, adivinhem: passou. Pelo valor equivalente a 50 bandejões mensais (visto ser praticamente esta a moeda do Crusp) meu amigo se livrou da matéria chata mandando outro cara no seu lugar. Imaginem se vira moda.

sábado, 23 de maio de 2009

Odeio muito tudo isso

Confusão em rodeio deixou quatro mortos e cinquenta feridos em Jaguariúna, no interior de SP

SÃO PAULO - Quatro pessoas morreram pisoteadas, na madrugada deste sábado, em um rodeio em Jaguariúna, a 124 quilômetros da capital. Na confusão, cerca de 50 pessoas ficaram feridas, quatro delas em estado grave. Os feridos foram atendidos no Hospital Wálter Ferrari, em Jaguaríuna, cinco ainda estão internados. Segundo a Polícia Civil, a tragédia começou pouco após a meia-noite depois de uma briga no túnel de acesso à arena para o show da dupla João Bosco e Vinícius. Os portões foram abertos e a confusão ocorreu quando as pessoas tentavam entrar. Segundo a polícia, os mortos são Vivian Montaguiner Contrera, Andréia Paola Machado de Carvalho, Giovana Pereti e Ariel Faroni Avelar. Todos tinham entre 20 e 25 anos. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Mogi Guaçu.

Apesar da tragédia, o show da dupla João Bosco e Vinícius acabou ocorrendo na madrugada de sábado. Até o momento, os organizadores afirmam que vão manter a programação para este sábado.

Em nota, a organização do rodeio reconheceu que houve um tumulto antes dos portões serem abertos na praça em frente à arena e diz que está apurando os motivos. Segundo a empresa, as famílias das vítimas estão recebendo apoio e assistência. Ainda segundo a assessoria de imprensa da empresa, foram vendidos 26 mil ingressos para o show de sexta-feira e a organização tem um alvará que libera até 30 mil pessoas no local.

A perícia esteve no local para solicitar providências à organização, como planta do local, alvará da prefeitura e do Corpo de Bombeiros. Os peritos ainda tenta precisar quantas pessoas participavam do evento.

A nutricionista Luciana Fernandes, 25 anos, estava no local na hora do tumulto. Ela disse que a confusão foi muito grande e "que só não morreu por Deus". Segundo Luciana, não havia nenhum segurança no local no momento da correria, "os seguranças estavam concentrados apenas em frente ao palco". Ainda referente à falta de segurança, ela disse que presenciou um homem com um revólver na cintura que tentava arrumar confusão na arquibancada.

http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/05/23/confusao-em-rodeio-deixou-quatro-mortos-cinquenta-feridos-em-jaguariuna-no-interior-de-sp-756002505.asp

Só tenho uma coisa a dizer: quatro pessoas morreram e ainda assim teve-se a cara de pau de realizar o show assim mesmo. E o rodeio segue, todo pimpão.

Depois eu falo mal dessa merda e vem nego me xingar.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Passos largos

Conversa de sala dos professores é sempre a mesma coisa: falar mal do marido, da coordenação, dos alunos. O assunto hoje era o beijo trocado por um aluno e uma aluna da quarta série, dentro da sala aula.
A primeira reação foi de choque: "Mas como assim, foi beijo de língua?" Apurando-se os fatos, descobriu-se que não, tratava-se apenas de um selinho. O garoto envolvido, depois de uma bronca da mãe, pediu desculpas à professora usando as seguintes palavras:
"Professora, primeiro a minha mãe me deu uma bronca por estar fazendo estas coisas dentro da sala de aula. Depois disse que 'menos mal que foi com uma menina e não com um menino'."

E assim medimos a largura dos passos com os quais nos dirigimos ao fim do mundo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Educação mandou lembranças

Eu não sou uma moça inocente, vejam bem. Já estou nesse mundinho há trinta anos e portanto já aprendi que as pessoas não são civilizadas e não enxergam nada além do próprio umbigo. Mas não é que a falta de noção alheia ainda consegue me surpreender?
A escola onde eu trabalho aplica um teste de Inglês voltado para business chamado ELSA. O teste é feito on-line, com hora marcada, em um dos computadores de lá. Acontece que na escola não há laboratório de informática, e os computadores para a aplicação do teste ficam no saguão onde os alunos regulares aguardam antes de entrar em aula. Sabemos que esta não é a configuração ideal, mas a estrutura do prédio não permite que se faça de outro modo. De qualquer forma, até ontem não tínhamos tido problemas com isso.
Por volta das seis da tarde uma moça fazia o tal teste em um computador do canto. Enquanto isso, numa mesa próxima, um bando de alunas cacarejava em tom desnecessariamente alto. Como eu sou a responsável pela aplicação dos testes, fui até lá e pedi, educadamente, que elas falassem mais baixo. Uma delas me olhou feio mas acatou o pedido.
Durou cinco minutos. Logo a feira se reestabeleceu e desta vez o coordenador interviu. Pra quê? A que tinha me olhado feio começou a berrar que aquilo era um absurdo, que não se tinha liberdade, que aquilo não era uma escola (?) e sim um CUR-SO, que ela estava pagando e que tinha o direito de fazer o que quisesse. Sério, quer me enlouquecer é usar o argumento do "Tô pagando". Me dá logo vontade de chutar a cara do cidadão. Felizmente a gralha não estava gritando comigo, senão nem sei. Quando o coordenador saiu ela continuou falando (e eu tenho pavor de gente que finge que está falando sozinho mas é pra todo mundo ouvir)- que queria uma reunião com o supervisor (A.K.A. dono da escola), que ia mudar de curso, que ia fazer e acontecer. Subiu para a aula pisando duro qual criança contrariada.
Eu e o coordenador trabalhamos lá e temos que tentar contornar a situação educadamente. Mas se eu fosse a moça que estava fazendo a prova teria mandado aquela vaca tomar naquele lugar. CER-TE-ZA.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Jogo dos sete erros

Essa não é a especialidade aqui do hospício e minha amiga Carlitcha mesmo já disse que há gente mais qualificada na blogosfera para tal função, mas vendo a catástrofe abaixo não resisti e resolvi avacalhar. Vamos brincar, coleguinhas?



Erro 1 - O figurino: Ok, eu sei que você gastou o olho da cara no curso de moda da UNIP, seu figurinista, e agora está ganhando 50 reais pra "vestir" estas damas, mas custava ter inventado alguma coisa melhorzinha que essa cópia furreca da Beyoncé?

Erro 2 - Sabrina Boing Boing: Gata, regra número um do silicone - Se você tem peitos descomunais nunca, em hipótese alguma, use maiô inteiro. O máximo que você vai conseguir é parecer muito gorda.

Erro 3 - Júlia Paes: Algo me diz que ela não pôde comparecer no dia da gravação do clipe e mandou sua boneca inflável no lugar. Ou encontra-se atualmente hospitalizada em decorrência da caimbra causada pelas horas passadas fazendo boca de vocês sabem o que.

Erro 4 - Carol Miranda: Perdeu a virgindade num filme pornô. Ao lado da palavra "erro" no dicionário há uma foto dela.

Erro 5 - A coreografia: Será que as moças se acidentaram? Estão com reumatismo? Por via das dúvidas alguém mande pra elas um dorflex, pra ver se elas conseguem se mexer direito. Ou um cartãozinho da academia de dança da Jocelene Ramos.

Erro 6 - As legendas: Tendo consciência da merda que tinham feito, os próprios produtores do clipe já colocaram uma legendinha avisando que elas se beijam no final.É praticamente implorar - "por favor, sabemos que isso é tortura, mas assista até o fim porque vai rolar uma putaria."

Erro 7 - A música (?): Sério, gente, precisava? Não há tecnologia no mundo que dê jeito na voz dessas três. Colocasse outra pessoa pra cantar que ninguém ia achar ruim, já que isso tudo é só um pretexto para as três rebolarem peladas.

Acharam todos, coleguinhas? Mais algum? Resumo a obra prima acima em quatro sílabas:
BA-GA-CEI-RA. E tenho dito.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Um dos problemas de ouvir rádio no ônibus é, no meio tarde, lembrar o quanto eu sou brega e emotiva ouvindo isso aquI:

sábado, 9 de maio de 2009

Fujam para as montanhas

Estava eu sapeando pela livraria Saraiva quando dei de cara com uma coisa que quase me matou de susto. Nunca, desde Fred X Jason, uma dupla aterrorizou tanta gente:





Medo eu tenho é de abrir essa coisa e meu cérebro derreter...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Queridão vai à reunião de condomínio

Há alguns dias Queridão compareceu à reunião de condomínio do prédio que habitará em breve. Para sua surpresa, em meio as habituais regras de convivência quanto a horários, animais, uso do elevador e etc, foi informado que a idade máxima para que um convidado frequente a piscina do edifício é oito anos. Questionou: "Não seria idade MÍNIMA?". Não, ficou sabendo. Segundo as regras do condomínio, convidados com mais de oito anos não podem usar a piscina. Aparentemente tal medida visa conter possíveis badernas e algazarra causadas pelos marmanjos. Agora eu lhes pergunto, caros leitores: Entre adultos e crianças...

...quem possivelmente fará xixi na piscina?
...quem possivelmente se afogará?
...quem possivelmente correrá enlouquecido gritando?
...quem possivelmente brincará de bombinha molhando todos os coitados que estiverem apenas tomando sol?

Mais alguém acha que a tal regra não faz o menor sentido?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

FAQ

Depois de explicar para a quarta série sobre o projeto de um vídeo que eles farão sobre o livro paradidático, tenho que responder às seguintes perguntas:

- Pode colocar um funk pra tocar no fundo?
- Pode filmar um dando um soco no outro?
- Pode filmar na Disney?

Sinceramente, tem hora que desanima.

domingo, 3 de maio de 2009

Virada (in)cultural

Eu tinha dito que não iria à virada cultural por alguns motivos: medo de multidões, aversão à hippies, góticos e tribos esquisitas em geral e receio de ter meu cérebro danificado de alguma forma por uma apresentação do Cordel do Fogo Encantado. Entretanto, eis que me vi ontem, as onze da noite, trocando telefonemas impacientes na tentativa de achar uma amiga que me dava como ponto de referência para encontrá-la em meio a milhares de pessoas a seguinte informação: "estou na Rio Branco, debaixo de uma placa de trânsito e ao lado de um churrasquinho."
Milagrosamente encontrei minha amiga. Não comi o churrasquinho, mas tomei várias cervejas quentes, fui empurrada, implorei para fazer xixi em um estacionamento (visto que as outras opções possivelmente estavam próximas do "pior banheiro da Escócia" do Trainspotting), vi uma quantidade absurda de gente esquisita por metro quadrado e ouvi mais música chata do que o recomendado pela OMS. Camelôs passavam por toda parte vendendo cerveja choca, água, refrigerante e, MEDO, vinho em garrafa pet. Um conhecido que tinha chegado até lá de metrô contou que a situação de lotação na plataforma do Anhangabaú era tal que o cenário constituía uma tragédia anunciada. Alguém, cedo ou tarde, ia morrer naquela estação. Tínhamos ido para tentar ver o Camisa de Vênus na República, mas o número de pessoas que começou a se dirigir ao palco perto da hora do show imediatamente demoveu a mim e a queridão de uma idéia tão tosca. O jeito foi ir pra casa cedo.
Verdade seja dita, apesar do incidente do metrô, a coisa toda me pareceu bem traquila. Fora a falta de civilidade já esperada do povo jogando lixo no chão, os adolescentes berrando no meio da rua e o empurra-empurra, não saí do evento completamente chocada e puta da vida, como eu esperava. Talvez eu até volte ano que vem. Mas só se me garantirem que eu não vai ter Teatro Mágico.