quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mais uma para a coleção

Em alguns shoppings aqui de São Paulo há uma loja de calçados chamada Prego. Ainda que "prego" signifique rápido em italiano (e oque isso teria a ver com sapatos, afinal?), o nome não me convence. Se eu vou associar sapatos a algo, que seja algo confortável: pluma, algodão. Prego não dá, convenhamos.
Mas tudo que é ruim pode piorar, meus caros. Imaginam que seu Zé e dona Maricota resolveram abrir uma loja de calçados infantis na Vila Mariana. Aqui estão eles discutindo o nome do estabelecimento:
"Que tal 'Maricota Calçados'?"

"Ah, Zé, eu queria alguma coisa mais criativa... que tivesse a ver com crianças..."

"Deixa eu pensar... 'Algodão Doce Calçados', que tal?"

"É...É por aí... Mas podia ter 'pé' no meio, não?"

"Tá... Já sei! 'Pé de Moleque'! Só no trocadilho, ó. Se marido é um gênio!"

"Quase... Poderia ser uma coisa mais engraçadinha tipo... tipo... Já sei! Perfeito! Vou mandar fazer a placa!"

Eu não disse que essas coisas me perseguem, gente?

*Como sempre a imagem sucks, mas garanto: está escrito "Pé de Xulé". Com X mesmo.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Enquanto isso, em uma comunidade do orkut...

...uma moça reclama que sua filha de dez anos resolveu virar emo e ela não sabe o que fazer. As sugestões variaram entre:

-surra;

-antes emo que pagodeira;

-chantagem - Quer munhequeira quadriculada? Vai ter que arrumar a cama;

-psicologia reversa - Que lindo! Meu sonho sempre foi ter uma filha franjuda e chorona!


Confesso que achei todas as sugestões válidas, mas quis colaborar com a minha. E sugeri à mãe apreensiva: Deixa a menina ser emo. Isso passa, e daqui a uns dez anos só vai sobrar o blog sofrido, um ou outro pôster amarelado do Good Charlotte e as vergonhosas fotos fazendo cara de triste com os miguxinhos na praça. E para ilustrar minha sugestão, forneço aqui um desenho que retrata esta blogueira que vos fala aos 13 anos.


E ainda assim, caros leitores, eu sobrevivi. Posso garantir que quase 20 anos depois a grungezinha revoltada morreu, foi enterrada e só ameaça voltar quando eu ouço "Where did you sleep last night". Mas aí também já era querer demais.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Não tentem fazer isso em casa

Domingo, Queridão e eu sozinhos em casa, resolvemos colocar a prova uma das aquisições mais recentes do namorado. Não, criançada, não se trata de sacanagem. Inventamos de fazer almoço e para isso procuramos uma receita em um livro do Jamie Oliver que Queridão tinha encomendado há pouco tempo. Sim, Queridão anda encantado com a gastronomia embora não disponha de tempo e nem de equipamento para colocar o hobby em prática. Enfim, aproveitamos o domingo e a cozinha da casa dos meus sogros para tentar cozinhar. Em meio a receitas cheias de ingredientes misteriosos ou impraticáveis do tipo funcho, ruibardo e carne de veado (Jamie Oliver sempre facilitando nossa vida), encontramos algo que parecia apetitoso: um canelone de brócolis, couve flor e aliche (sim, Queridão e eu pertencemos à quase extinta categoria de pessoas que gostam de aliche). Receita na mão, fomos ao supermercado providenciar os ingredientes.
Eu não sei cozinhar. Sou capaz, obviamente, de ler e seguir instruções e reconheço 90% dos utensílios de cozinha, mas isso não quer dizer que eu consigo preparar uma refeição. Claro que isso já significa que eu deveria ter sido mais humilde e tentado alguma coisa do livro de receitas da Ana Maria Braga, mas quem quer humildade quando se tem falta de noção?
De volta do supermercado, vegetais no fogo, percebemos que não havia alho. Queridão se prontificou a voltar, mas eu, espertíssima, encontrei um tempero pronto e achei que serviria, afinal, era só pra refogar o recheio. Pobre de nós.
O tal tempero pronto continha sal. Misturado ao aliche do recheio, tornou-se uma bomba capaz de elevar a pressão de uma criança de cinco anos. Simplesmente intragável. Junte-se isso ao trabalho enorme que deu fazer o recheio, rechear os canelones, descobrir que raio era crème fraîch e vocês podem imaginar a decepção minha e de Queridão diante do fato de que o canelones de presunto e queijo feitos só pra não perder os últimos rolinhos estavam mil vezes melhores.
Aprendemos a lição - se Jamie Oliver disser que é assim, acredite. Jamie Oliver sabe o que faz. Nós não.

terça-feira, 14 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Vamos estar te atrapalhando - parte 2

Já contei por aqui como a eficientíssima Faculdade de Educação da USP realizou a façanha de perder um documento indispensável para minha colação de grau.
Pois bem. Depois de muitos e-mails, telefonemas e até cartas (?) de próprio punho, consegui conversar pessoalmente com a professora coordenadora do departamento. E a solução que me foi apresentada não podia ser mais bisonha: ela quer que eu entregue um novo trabalho. De uma matéria que eu cursei há CINCO anos.
Argumentei que o fato de estar aprovada na matéria consistia prova suficiente de que eu tinha apresentado o trabalho na época, mas a burocracia... Ah, nossa amada burocracia. Como o tal trabalho não foi encontrado, por questões jurídicas eu teria que fazer outro. Como se eu tivesse alguma lembrança do que consistiu o maldito curso.
Busquei a bibliografia básica na internet. Pensam que existe? Claro que não. Toca eu semana que vem ir até a USP outra vez mendigar as leituras básicas para um professor qualquer, gastar dinheiro em cópias infinitas, ler como meu nariz e escrever QUALQUER COISA sobre Psicologia da Educação. E o pior foi o prazo - assim, com aquele sorrisinho de quem está me quebrando o maior galho do mundo, a professora me diz: "O prazo é o seu prazo." Isso dito a uma procrastinadora crônica.
Me respondam: como é que uma pessoa que só faz as coisas na última hora vai fazer algo que, bem, não tem última hora? Me ferrei.

O último tango no telecine

Depois de "Alice no País das Maravilhas" um dos meus livros preferidos é um herdado do meu pai, "O Diário de um Cucaracha", do Henfil. Nesse livro foram publicadas as cartas que ele escreveu para os amigos e família aqui no Brasil no tempo em que morou nos Estados Unidos (73, 74). Lê-lo é uma experiência deliciosa - é como se o próprio Henfil estivesse sentadinho na nossa frente, na mesa do bar, contando aquelas histórias. Amo quem consegue escrever assim.
Uma das cartas mais engraçadas é aquela na qual ele conta do dia em que foi assistir a "O Ultimo Tango em Paris" lá em Nova Iorque. Coloco um trechinho aqui, que achei na internet:

"Taí, fiquei decepcionado. Talvez pelo excesso de expectativa que a gente aí no Brasil tem por este filme proibido para nós. (...) Me lembro da correria que foi para comprar aquela Manchete que trazia as fotos. Sumiu em meio dia das bancas. E todos guardaram seu exemplar como se fosse panfleto subversivo. Houve, é claro, uma emoção muito grande quando entrei no cinema para ver o fruto proibido. Parecia que eu estava vendo o filme pelo buraco da fechadura, no maior voyerismo. E pelo buraco da fechadura não vi nenhuma das safadezas que sonhava. (...) mais que rupiado, fiquei desapontado. (...) é um filme tão excitante quanto dançar com irmã! (...) A pensar que só de ouvir falar no nome Último Tango a gente aí no Brasil já começa a tirar as calças. (...) Zé, quando este filme passar um dia no Brasil vai ser vaiado! A expectativa é tal, construíram já nas cabeças um filme chamado Último Tango tão diferente do que é, que a turba vai pedir o ingresso de volta pelo logro..."


Eu tinha uns quinze anos quando li esse livro pela primeira vez. Assistir ao filme, portanto, era uma coisa que nem me passava pela cabeça. O tempo passou, esqueci do "tango", talvez até tenha tido chance de assistir mas desencanei. Aí ontem, no Telecine, dou de cara com o tal, já um tanto começado.
E lembrei na hora do Henfil. Em determinado momento da carta ele diz que tinha se preparado para ir a um puteiro e acabou numa festa de batizado. Eu, que não tinha nem um décimo das expectativas que ele tinha sobre o filme na época, achei o "tango" de uma chatice sem tamanho. Fiquei com nojinho da cena da manteiga, achei a Maria Schneider tão sensual quanto um tijolo e não daria para aquele Marlon Brando com cara de velho demente nem a pau. E olha que eu sempre achei o Marlon Brando o cara mais bonito do cinema depois do Marcello Mastroianni (é, tenho um gosto um tanto ultrapassado, pessoal). Enfim, uma bosta, com o perdão da má palavra.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Tati Quebra-barraco vira avó aos 29 anos

Sério, cadê Darwin numa hora dessas????????

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Prazeres infantis (ou coisas que perdem a graça quando a gente cresce)

- Ir ao McDonald's
- Ficar gripado e faltar na escola
- Bater no irmão mais novo e escapar do castigo
- Mascar chiclete escondido
- Zerar o Super Mario
- Dar banho no cachorro
- Acordar antes de todo mundo e ficar assistindo TV sozinho na sala
- Bolinho de chuva
- Tênis novo
- Fazer aniversário
- Sentar no banco da frente do carro
- Ir dormir depois da Tela Quente
- Sacanear os outros no primeiro de abril.