quinta-feira, 22 de maio de 2014

Paciência: tem mas acabou

Porque Grumpy Cat me representa.



"A professora precisa de um aparelho de som porque não tem nenhum na sala."

"Todas as salas tem aparelho de som, onde vocês estão?"

"Lá em cima."

"Na sala da lousa interativa?"

"É."

"Então diz pra ela tocar o CD no computador."

"Ah, tá."

Dois minutos depois a aluna volta.

"O som do computador não está funcionando."

"Ela ligou a caixa de som?"

"Não sei."

Vou até a sala. Ela não tinha ligado a caixa de som. 

Se tivesse American Idol de burrice a pessoa não poderia participar, porque American Idol não aceita profissionais, só digo isso. 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Monty Python way of life

Então uma conversa desse tipo tem acontecido cerca de 10 vezes diariamente. Aí vocês me digam se não é o caso de sair gritando feito louca na rua.

Pessoa diz uma groselha qualquer tipo: "O Tiririca aprovou o fim do décimo terceiro." (só que normalmente as groselhas dela são no nível profissional)

Eu, educadamente, corrijo: "Mas olha, o Tiririca sozinho não tem o poder de aprovar nada, onde você leu essa notícia?"

Pessoa retruca: "Não não, você não entendeu. Eu disse que o Tiririca sozinho não tem o poder de aprovar nada."

Pensando em aceitar a sugestão de uma colega de responder com um "não, mas o Tiririca vai sim aprovar  o fim do décimo terceiro" e transformar a conversa num sketch do Monty Python. Pelo menos eu ia me divertir um pouco ao invés de passar raiva.


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Sobre Machado de Assis

Oi coleguinhas, tudo bem? No episódio de hoje de "Tia Paula comenta as polêmicas nas redes sociais" temos a escritora que teve a brilhante ideia de simplificar os livros de Machado de Assis para deixá-los ~mais acessíveis~ aos xófens. Uma pegada meio "vocês são todos burrinhos mesmo, então deixa a tia dar aquela mastigada no Machadão para vocês." Sobre isso eu poderia escrever um texto enorme, mas vou resumir minha opinião em um tuíte:




Como esse blog é diarinho, o comentário é só esse mesmo. Essa introdução toda foi só para contar para vocês a minha historinha traumática de clássico mal trabalhado em sala de aula (que tanto não me traumatizou que eu fui para a faculdade de Letras).

1992. Menina Paula estava na oitava série de um colégio público na vila Mariana, em São Paulo. O tema do semestre em Língua Portuguesa (só chamava Literatura a partir do ensino médio) era o Romantismo, e que maneira melhor de trabalhar isso em sala do que fazer os alunos lerem os livros e depois apresentarem seminários a respeito de histórias que eles não entenderam?

Professora dividiu a sala em grupos, atribuiu um livro para cada um e especificou que os seminários tinham que ser ~criativos~. Meu grupo ficou com Inocência, do Visconde de Taunay. Nunca ouviu falar? Imagina a gente, na oitava série e sem internet.

As meninas riquinhas filmaram em VHS uma versão reduzida de Senhora na beira da piscina do prédio com as roupas da avó. Outra turma fez um Guarani anos 90, com Ceci de camiseta do Nirvana e brigas de gangue. Eu, já dando sinais da brilhante carreira que teria na dramaturgia, escrevi um roteiro que contava com o Gil Gomes anunciando a prisão do jagunço *SPOILER ALERT* que, no final do livro, mata o médico que era o amor da Inocência. Como meu grupo só tinha meninas e a única personagem feminina morre de desgosto, todas tiveram que se vestir de homem e eu, além de roteirista, tive que fazer o papel do botânico alemão que era apaixonado pela Inocência - subi no palco de bermudinha cáqui, rede de caçar borboletas (onde arrumamos uma gente, onde?) e sotaque. A imitação de Gil Gomes da minha colega merecia um Tony. Tiramos 10.

Lembro do livro até hoje. Aprendi sobre o Romantismo? Não. A abordagem está toda errada? Claro que sim, mas o buraco é beeeem mais embaixo. E reescrever Machado de Assis trocando sagacidade por esperteza não vai resolver o problema.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Um post motivacional (ou não)

E da próxima vez que eu abrir a boca para reclamar de alguma zica vou lembrar da historinha de hoje.

Umas semanas atrás uma aluna que tinha sofrido um acidente e estava de bengala há um tempão me contou, toda feliz, que ia passar por uma cirurgia para se livrar da bengala de vez.

Pois bem.

Hoje ela me liga:

"Então, Paula, lembra do dia que eu te contei que ia me livrar da bengala? Saí da escola e FUI ATROPELADA DE NOVO. Mais dois meses de molho sem sair de casa."

Acho que vocês deviam se inspirar nessa história também, galera. Ou não né, cada um sabe das zicas que tem.