sábado, 29 de janeiro de 2011

Trabalhices

Só pra dar uma idéia do tipo de gente que trabalha comigo:

Pessoa X pede uma informação com certa urgência. Respondo que para dar essa informação preciso falar com pessoa Y e me prontifico a responder pessoa X assim que puder:

Eu: "Se eu não conseguir falar com pessoa Y hoje posso te mandar um e-mail amanhã com a resposta?"

Pessoa X: "Amanhã não, que amanhã eu não venho pro trabalho."

Sério. Vamos organizar uma apresentação em power point para esclarecer à pessoa X o conceito de E-MAIL?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Dia dos pais

Reunião no colégio discute os eventos do ano todo, inclusive os distantes, como dia dos pais. Alguém sugere um jogo de futebol. Outra veta, alegando que pode sair briga (justo, já que homens em torno de uma bola voltam a ter dez anos de idade). Por mim, acho que o evento ideal seria um campeonato de truco e uma garrafa de uísque de presente, mas guardo minha opinião e sigo ouvindo. Lembrei do pai do Chris (Everybody hates Chris, gênio), que de dia dos pais pediu para ficar em paz. Acho que os nossos gostariam disso também. Podíamos fazer um evento na escola só para as mães e para as crianças e deixar os homens em casa, assistindo futebol de cueca.

Na falta de idéias consistentes, começou-se a discutir as opções de presente que a escola envia todo ano. Entre canecas, kit-churrasco e chinelos, uma professora se manifestou dizendo que um chaveiro com a foto da criança, sugerido anteriormente, era um presente "meio chinfrim".

Prazer, eu fui criança nos anos 80. Meu pai, naquele tempo, recebeu da escola presentes que fariam o chaveiro estufar o peito de orgulho.

Houve a escova de sapatos, decorada por mim mesma com tinta plástica em cores que fariam Pollock se morder de inveja. Não que seu Adelphi tenha, algum dia na vida, engraxado os próprios calçados.

Mas a dona escova sentia-se sozinha no armário, pobrezinha. Para sua alegria, no ano seguinte, ela ganhou um companheiro - o sr. cabide de madeira, igualmente coberto com tinta em cores escalafobéticas. Imagino a satisfação das camisas do meu pai diante de tão bela companhia.

E o que dizer da flanela? Num ano de menos sorte, meu genitor tornou-se o feliz proprietário de uma flanela decorada com uma belíssima impressão a guache da minha mãozinha. Um presente com uma utilidade tão óbvia que agora me escapa. Isso sem mencionar os porta-lápis de palito de sorvete e os igualmente pavorosos presentes de dia das mães, como uma tábua de bater carne na qual lia-se um "Mamãe te amo" pirografado.

Pais de hoje, diante de uma caneca borrada, sorriam e pensem em seus predecessores - vocês têm sorte.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Oi, tô produtiva hoje?

Dedico este post ao meu professor de teoria da tradução back in 2004. Ele era (é?) um senhorzinho norueguês fofuxo, com cara de papai noel se este tivesse desistido da barba e deixado só bigode, com uns olhos azuis daqueles que devem ter derrubado mocinhas inocentes lá pelos anos 50 e uma bunda enorme. Sério, nem combinava um senhorzinho norueguês com aquela bunda de passista da Beija-Flor. Eu rezava para ele não ir às aulas de calça clara, porque eu era a nerds (mentira, era cegueta mesmo) que sentava na primeira fileira e tinha dificuldade de me concentrar quando ele aparecia de calça bege. Porque, gente, era mesmo uma bunda muito fora de lugar.
Olha minha dificuldade de concentração se manifestando. Perdi um parágrafo falando da traseira do dr. norueguês. Enfim, devo a ele o pouquinho que sei sobre tradução (era matéria optativa) e algumas histórias bem boas que qualquer dia eu conto. Lembro do sofrimento que eram as traduções que ele nos mandava, dos incontáveis e-mails trocados no grupo da yahoo discutindo possibilidades, soluções, palavras mais adequadas. Este professor me ensinou que tradução pode ser um trabalho delicioso, mas é difícil, trabalhoso e deve ser feito com muito cuidado porque quando uma pessoa traduz um texto, está na verdade o reescrevendo. E olha a responsabilidade de reescrever o texto de outra pessoa. Lembrei dele na hora quando li este post no Querido Leitor.

Gente? Como assim um tradutor profissional, que deve ter sido bem pago pra traduzir um livro que tem cara de best-seller, traduz "We ran like the fucking Nile", como "Corremos mais que o fodido do Rio Nilo" ? Alguém faz um favor e introduz a noção de uso para essa pessoa? Porque, né? Vocês vão me ver cantando Meteoro da Paixão no meio da galera no rodeio de Osasco antes de ouvir algum brasileiro dizer: "O fodido do meu carro quebrou de novo" ou "Aquela fodida daquela professora me deixou de recuperação." 

E não foi a primeira vez, heim? As primeiras edições de Harry Potter vinham com "spelling books" traduzidos como "livros de soletração." Livros de fucking soletração. Num.livro.sobre.magia.

Já pode ir lá reivindicar o emprego desse povo?

Gente que conta sonho

Eu tenho uma categoria particular de chatos que é "gente que conta sonho". Principalmente sonho comprido. E olha, eu me enquadro na categoria - adoro pentelhar os outros com sonhos sem sentido, mas nunca fiz isso no blog porque né? Noção. (Obs: Os amigos não entram nessa categoria ok? Me incomoda gente semi-estranha me contando sonho). Mas o dessa noite merece.

Começa comigo chegando a um casarão branco, todo branco, estilo mansão-modernosa-no-topo-da-montanha. Toco a campainha e um anão abre a porta. Cumprimento o anão, entro. Na sala estão Queridão e um amigo dele. Pergunto do Johnny Depp (oi?):
"Está no curso de AutoCad (oi?oi?oi?)" Responde o amigo de Queridão.
"Tá nada, duvido." E saio pela casa abrindo portas procurando Johnny. Encontro um buraco no chão, espio, Johnny tá lá, debaixo da casa, peladão. Sim, vi o bilau do Johnny Depp em sonho.
"Johnny, sai daí que o teatrinho está começando!"

E então vamos eu, Johnny (vestido), Queridão e amigo de Queridão assistir o teatrinho da escola (aquele, do fim do ano).

Queridão, pare de ler AQUI.

Eu não pego o Johnny Depp nem em sonho.
Fim.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Atualizando

Porque médico de PS é tudo um bando de FDP, falei.
A médica do PS fez aquela cara de de "para de frescura, menina" e me garantiu que minha queimadura no rosto era de primeiro grau. Tanto que nem receitou pomada cicratizante, só um anti-inflamatório fraquinho para a dor e um óleo antirressecamento. Mas a verdade é que ela mal olhou na minha cara, mal quis saber o que tinha acontecido, largou a enfermeira lá pra fazer um curativo nos ombros e no peito (pois é, pois é) e me mandou pra casa.
Só que, né, surpresa, ontem as bolhinhas começaram a estourar. E uma deixou uma marca redondinha com cerca de um centímetro de diâmetro no lado direito do meu rosto. O anti-inflamatório fraquinho óbvio que não estava fazendo efeito e eu morrendo de dor, sem conseguir nem colocar roupa direito. Agora imaginem se eu levo fé na FDP do PS e não vou à dermatologista hoje...
Ela me examinou direito, quis saber como tudo aconteceu, pediu para ver uma outra cicatriz para ter uma noção de como minha pele cura e me receitou uma pomada cicatrizante e um anti-inflamatório mais forte. Foi sincera: a área da bolha pode ser que fique mais escura, mas isso dá pra cuidar depois.
Fiquei mais calma, com a sensação de que agora vou me tratar de verdade (e gastar mais base até a mancha sair, hehe.) E repito:

MÉDICO DE PS É TUDO UM BANDO DE FDP.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

10/01/2011

Mas a verdade é que eu preciso falar uma coisa sobre ontem.
Foi apavorante. Muito. Até então eu dizia que a coisa mais assustadora que já me aconteceu na vida foi um passeio de banana boat (eu sei, sou uma pessoa de sorte), mas agora tenho uma história nova.
A coisa mais apavorante que já me aconteceu na vida foi levar um jato de leite fervente na cara. Patético, eu sei, mas fazer o que?
Eu nunca fui assaltada por ciganos num trem na República Tcheca, nunca sofri sequestro relâmpago, ninguém na minha família sofreu nenhum acidente grave, nunca tentei escalar uma montanha no meio de uma nevasca, nem me perdi na floresta, enfim.
Vou dizer que na hora eu só conseguia pensar em todas aquelas reportagens do Fantástico sobre acidentes domésticos, gente desfigurada com óleo quente, estas coisas. Eu jogava água fria no rosto e pensava "porra, porra, logo no rosto, porra, que merda." E não conseguia chorar, nem gritar. Era puro medo.
Eu estava sozinha em casa. Mãe a centenas de quilômetros de distância, irmã em Brasília, namorado em Itu. Não tinha ninguém pra me levar ao hospital. Ninguém pra pegar na minha mão e dizer que ia ficar tudo bem. Éramos só nós, eu, meus pensamentos terríveis e a vontade absurda de me teletransportar ao hospital de estar logo perto de alguém que pudesse me garantir que eu não ia me tornar mais uma estatística para o Fantástico.
Só hoje a ficha caiu. Ontem eu tinha que correr, me cuidar, fazer as coisas. Não tive tempo de pensar. Hoje eu tenho. Apesar do que a médica disse, meu rosto está horrível e eu choro a cada dez minutos com a possibilidade de ficar assim. Sinto dor. Mal consigo entrar na cozinha, não tenho coragem de ligar o microondas. Só como coisas frias desde ontem, não quero chegar nem perto do fogão. Não quero que ninguém me veja.
Minha mãe chorou no telefone quando soube e antecipou a volta das férias. Chega hoje. Vai ser bom tê-la por perto.
Sinto que estou mais apavorada hoje que ontem..

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Assim: minha caneca de elefantinhos explodiu cheia de leite fervente no meu rosto, ó que bonito? Depois de muito desespero a médica me garantiu que vai ficar tudo bem e que a queimadura foi equivalente a um peeling. Enquanto isso, estou parecendo que vou fazer um teste para O Fantasma da Ópera.

2011 começou bem, viu?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sobre o Belas Artes

Tenho duas lembranças que se confundem sobre minha primeira ida ao cinema. Não tenho certeza se foi para assistir E.T. ou Mônica - A Princesa e o Robô. Procurei as datas de lançamento dos dois e são muito próximas, teria que perguntar à minha mãe, mas duvido que ela lembre.
Eu tinha quatro ou cinco anos. Se pararmos para pensar, é incrível que eu tenha recordações disso, mas me lembro quase que perfeitamente da sensação da sala escura, de ter chorado com o E.T. (de medo, hehe), de ter desejado um robô-coelho como o do desenho da Mônica.
A primeira sala de cinema na qual entrei deve ter sido o cine Jóia, na avenida Domingos de Morais, ou um na Praça da Árvore do qual não lembro o nome. Década de 80, ainda existiam cinemas de bairro. Cresci assistindo aos filmes da Xuxa e dos Trapalhões (nada de Dreamworks, moçada, pensa que era fácil ser criança mais de 20 anos atrás?) nestas salas.
Um pouco mais velha, com a permissão de pegar ônibus sozinha, comecei a frequentar o cine Gazeta (hoje o afrescalhado Reserva Cultural) ou as salas do shopping Ibirapuera - na época o mais próximo de casa. Só quase adulta atravessei a Paulista e conheci o Espaço Unibanco e o HSBC (na época só Belas Artes). O primeiro filme que assisti no Espaço Unibanco foi Dançando no Escuro. No Belas Artes não lembro.
Não é frescura nem coisa de gente pseudo-cult. Cinema pra mim é uma coisa séria. Não troco duas horas no escuro por Full HD 97 polegadas nenhum. E também acho cinema uma experiência pessoal, quase solitária, um bom filme é algo que a gente degusta sozinho ou no máximo com mais um muito bom amigo. Acho perigosíssimo encarar cinema num primeiro encontro - corre-se o risco sério de uma desilusão cinematográfica.
Aconteceu comigo. Levei um pretendente para assistir Encontros e Desencontros, filme que figura no meu top 10 fácil. Ao acender das luzes, o bonito vira-se para mim e diz: "Que fique claro que foi você quem escolheu esta bosta."  Fim de um relacionamento que nem tinha começado. Mas olha só, estou me desviando.
Fiquei sabendo que o Belas Artes vai fechar. Impossível listar todos os filmes que vi ali nos últimos 13 anos, que dividi com alguém ou comigo mesma. O último foi o citado aqui Abutres. Não fico triste pelas minhas lembranças - elas existirão independente de ali haver um cinema ou um Magazine Luiza. Fico triste pelos que virão, e que a cada dia ficam mais restritos aos Cinemarks da vida, gigantes lotados, sem história, sem calor humano. Fábricas de pipoca cara, casa de gente barulhenta e que não entende o quão sagrado é aquele escurinho para algumas pessoas.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Aos livros que não vou terminar de ler

Mrs. Dalloway

Olá Virginia (posso chamá-la de Virginia, né? Você não me parece o tipo que faria questão do Sra. Woolf).

Eu até simpatizo com você, sabe? Li Orlando, traduzido, na faculdade, e embora tenha achado o livro esquisitíssimo a leitura foi bem agradável. Tanto que me incentivou a, anos depois, adquirir um pocket de Flush, que li com muito prazer e recomendo a todo mundo até hoje.
E então eu assisti As Horas. Você sabe do que eu estou falando, não? Aquele filme, inspirado no seu livro, que deu um Oscar à Nicole Kidman só porque ela sustentou seu narigão (desculpe, sem ofensas). Enfim, imagino que milhares de pessoas tenham adquirido Mrs. Dalloway naquela época e eu fui uma delas. Mas fiz o favor de adquirir uma edição da Penguin em inglês.
Veja bem, Virginia, eu sei falar inglês. Vivo disso, inclusive, o que leva qualquer um a concluir que eu domino seu idioma nativo. Infelizmente dominar seu idioma nativo não foi suficiente para me fazer passar da quinta página do livro. Eu disse quinta. É muita digressão, é muito fluxo de consciência, é muito rodeio, é muito personagem que surge do nada. Isso em cinco páginas. Não deu. E olha que eu tentei. Há mais de cinco anos sua capinha amarela me encara na estante me fazendo lembrar constantemente meu fracasso e hoje, finalmente, estou me libertando. Não vou ler Mrs. Dalloway. Não sinta-se mal nem questione seu talento, Virginia. Sou só uma moça do final do século XX que provavelmente não captou toda beleza e complexidade da sua prosa.

Atenciosamente,

Cheshire Cat


Os cus dos Judas
Caro sr. Lobo Antunes,

Antes de mais nada gostaria de dizer o quanto acho o nome do senhor bacana. Lobo Antunes. Isso sim é nome de escritor. Ouvi dizer nas aulas de Portuguesa V que o senhor era o maior representante da literatura lusa contemporânea. Para a tchurminha entendida, inclusive, era muito mais importante que o Saramago, aquele vendido escritor de best-sellers. Desculpe, me perco em bajulações.
Eu, como estudante de Letras interessada, não poderia desconhecer um autor tão crucial em língua portuguesa e corri adquirir um exemplar de seu livro mais famoso, Os cus dos Judas, que trata de um tema que eu, sem ironia, acho interessantíssimo, que é a guerra da libertação de Angola.
Descobri que o senhor é médico. Eu tendo a antipatizar com médicos escritores porque imagino que ser médico deve ser muito difícil, assim como ser escritor, e não acho justo que alguém seja capaz de fazer as duas coisas, mas enfim. Seu livro é um relato do tempo que o senhor passou servindo como médico do exército português na guerra. E, me desculpe a sinceridade, mas seu livro é chato.
Eu sou uma leitora, sr. lobo Antunes. Jamais, portanto, desqualificaria um livro por ser longo, por ser parado, por ser ser difícil. Mas chato, bem, eu desqualifico um livro por isso. Seu livro fala, fala, fala, páginas e páginas discutindo o som do cano do fuzil no meio da noite quente de Luanda. Ou o hálito mentolado da prostituta não sei de onde. É paranóico, claustrofóbico e me deixava extremamente aflita. Parei. Olhando a marcação de páginas vejo que fui relativamente longe, cheguei até a letra O (o senhor sabe, claro, que seu livro é dividido em capítulos que vão de A a Z), mas agora é inútil retomar pois não havendo uma ordem cronológica satisfatória nos eventos que o senhor narra, eu teria que voltar à letra A. Por isso eu desisto. Não me considerarei burra ou menos capaz por isso. Simplesmente não me dei com o senhor.
Espero que não fique chateado. O senhor ganhou um montão de prêmios, reconhecimento internacional, uma leitora a menos, uma a mais não lhe fará diferença.

Atenciosamente,

Cheshire Cat

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

5/01/2011

Existe uma coisa pela qual todo paulistano, um dia, vai passar. Para alguns demora mais, para outros menos. Não adianta tentar fugir. Não adianta se prevenir. Se você habita a cidade de São Paulo, isso vai acontecer com você.
Assalto? Não, enchente. E o meu dia foi hoje.
Acontece assim: você está lá, cuidando da sua vida, distraído em algum ponto da cidade. De repente, o céu desaba sobre a sua cabeça. É força de expressão, claro, mas se aproxima da realidade. Quem já pegou uma chuva de fim de tarde em Janeiro nessa terra sabe do que eu estou falando - o negócio acontece do nada. Em cinco minutos você tem água até os joelhos ou dentro do motor do seu carro. Ironicamente, nesse caso, sorte sua se estiver dentro de um ônibus. Quer dizer, mais ou menos. Porque era dentro de um Terminal Pirituba que eu me encontrava quando aconteceu.
Faltava pouco, sabem? Era atravessar a ponte da Lapa e eu estaria em casa. Mas quem disse que o rio  que a rua Guaicurus se tornou ia deixar? Paramos. Sessenta pessoas dentro de um ônibus com TODAS as janelas fechadas. Prova de resistência de Big Brother pra mim seria assim - enfia os 15 num Doblô sem abrir uma fresta. Arrisco dizer que nunca passei tanto calor na vida.
A chuva deu uma trégua, a água foi baixando. Decido vencer a ponte a pé. Ingenuidade. A entrada da ponte virou um lago, água na cintura, centenas de pessoas olhando para aquilo e se perguntando como atravessariam aquela joça. Sabem caos? Três vezes pior. Aquelas coisas que a gente vê na TV e acha que só acontece com o povo do Jardim Fim do Mundo.
Vou resumir a história dizendo que a água acabou baixando aos poucos e finalmente um ônibus atravessou a ponte. Mas nisso se foi aí uma hora e meia de pura desolação porque o cenário é mesmo de chorar. E só lixo, garrafa, pacote de salgadinho boiando.
Depois o povão coloca a culpa no Kassab.

Enchente na Lapa: eu sobrevivi.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Projeto 3Meia5

Como disse a Amanda, essa é uma daquelas idéias que a gente se pergunta: "por que EU não pensei nisso antes?"

Enfim, não pensei, né? Mas quero participar. A idéia do projeto 3Meia5 é fazer um blog coletivo durante um ano, com 365 posts escritos por 365 pessoas diferentes. Tão simples e tão bacana, não? O Ivan, "dono" do projeto, se inspirou na versão americana do blog e resolveu fazer a versão em português, que já está no ar e recrutando gente para colaborar. Não precisa ser nada espetacular - só um post simples, feito com carinho, sobre o que você fez naquele dia. Eu já garanti minha vaguinha - escreverei lá dia 10/07.

Vamoaê gente?

domingo, 2 de janeiro de 2011

Engano de ano novo

Acordo naquela ressaca violenta que dura a semana entre natal e ano novo e dou de cara com uma mensagem que reproduzirei aqui em português, mas que figura no meu celular em inglês e vinda de um número completamente absurdo:

É uma longa história, querida (estou supondo que a mensagem foi de um homem para uma mulher, em inglês não dá para saber). Meu telefone antigo quebrou e e eu não consegui salvar seu número porque ele não estava salvo no sim card então não dava para recuperar seu número. Eu tentei consertar o telefone mas ninguém conseguia. Por fim eu encontrei um especialista na internet e enviei meu telefone para o consertar. Ele não conseguiu consertar a tela rachada mas usando um "dial phone indigo delta system" (sei lá o que é isso!) ele conseguiu fazer uma cópia da memória do telefone e recuperar seu número. Enfim, eu te amo muito muito muito. Por que você foi viajar por tanto tempo?

Me restam então algumas considerações:
1 - O coitado perdeu meia hora escrevendo uma mensagem desse tamanho e enviou para a pessoa errada, tadinho.

2 - Seja lá o que for, fiquei curiosa. A história deve ser boa.