quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pateta faz história

Como boa parte da minha geração fui criada à base de revistas da Mônica. Fui praticamente alfabetizada com elas.
Já da Disney nunca gostei muito. Sempre achei as histórias sérias demais e o visual meio caótico era difícil de acompanhar. De todos os personagens eu só curtia os maloqueiros: Peninha, Zé Carioca e claro, o Pateta. Mas o Pateta só era legal como protagonista. Como amigo do Mickey ele embarcava nas historinhas chatas e perdia a graça.
Daí fui dar uma espiada na banca ontem e dei de cara com isso:



Quase dei um abraço no tiozinho da banca. Relançaram a coleção inteira - inclusive algumas que não foram publicadas - 20 volumes.
Sério gente. Quem não leu corre lá na esquina e compra todos porque estou pra ver coisa mais genial, nonsense e politicamente incorreta (fazer piada de anão com Toulouse Lautrec só nos anos 80, meu povo). Muito amor pelo Pateta e pela editora Abril, só digo isso.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Gênios

Eu acho de verdade que, se tem uma ideia que o governo brasileiro precisa adotar com urgência, é o programa de seleção natural sugerido pela xará Paulinas. Porque olha. Humanidade não tem mais jeito não.

Estava ontem num Barra Funda - Jardim Guarani voltando para minha residência na Lapa depois de um agradabilíssimo almoço na Liberdade. Nas imediações do shopping Bourbon o coletivo é invadido por aquele tipo de gente que anda em grupos enormes, comunica-se muitos decibéis acima do nível recomendado pela OMS e ama, a-ma se instalar na porta do veículo ainda que só vá descer no ponto final, onde quer que o mesmo seja.

Pois bem. O grupo tinha acabado de assistir a Cowboys x Aliens no cinema do shopping. E não tinham entendido.

Sim, coleguinhas, é isso mesmo. A turminha do barulho berrava para o ônibus inteiro ouvir que não tinha entendido um filme que deve ser de uma complexidade comparável aos filmes de Ingmar Bergman, por exemplo. Um deles sugeriu que não tinham entendido porque tinham assistido ao filme legendado (porque essa coisa de gente adulta que frequenta shopping saber ler é meio ultrapassado, sabem?) e a medida que a discussão seguia nesse nível eu me questionava se a Lapa sempre tinha sido tão longe quanto estava parecendo naquele momento. Mas o melhor ficou para o final. Lá pela tantas, no meio da gritaria, uma frase se destacou:

"Claro que alienígena e alien é diferente. Alienígena tem anteninha e alien não!"

Se o Brasil resolver adotar o programa de seleção natural vai faltar avião pra tanto candidato.