segunda-feira, 29 de julho de 2013

História de bêbado

Mais uma da série "conto o milagre mas não conto o santo". Mesmo porque, dessa vez, eu nem conheço o santo, só os reportadores do milagre, enfim.

Diz que aconteceu com uma moça assim, já de meia idade, numa cidade do interior. Moça essa conhecida por ser boa de papo e de copo. E numa noite dessas, de muito papo e muito mais copo, eis que a moça chega em casa nos braços de Baco, carregada pela luz branca que protege os bêbados. E dorme.

Lá pelas tantas, no meio da madrugada, ela acorda com um barulho, um tremelique debaixo da cama. Se apavora, meodeosdocéo, tô bêbada ainda? O tremelique persiste, o barulho idem. Eu moro sozinha, gente, que raio de barulho é esse? Reza um pai nosso apesar de não acreditar em assombração. Tô sonhando, vou voltar a dormir. E volta.

Acorda na manhã seguinte com aquele gosto de cabo de guarda chuva na boca. E sente outro tremelique. Fodeu, pensa, tem coisa debaixo dessa cama. Mune-se de uma coragem sabe-se lá de onde e dá uma espiada. Para sua surpresa, dá de cara com um jabuti.


Ops

Ela olha o bicho, o bicho a olha de volta. Que porra é essa, meo deos, eu moro no terceiro andar, como esse jabuti veio parar aqui? Telefona para a amiga que estava com ela na noite passada.

"Margarete do céu, tem um jabuti debaixo da minha cama (da série - frases que você acha que nunca vai pronunciar na vida) O que que eu faço com esse bicho?"

"O jabuti é seu, sua louca. Você comprou no bar ontem a noite."

"Mas como assim eu comprei um jabuti? Como é que você me deixou comprar um jabuti?"

"Eu ainda te convenci a comprar um só, você queria levar dois!"

E foi assim que nossa personagem ganhou um animal de estimação. Da próxima vez que amigo meu enfiar o pé na jaca, vou fazer questão de dizer "fulaninho bebeu tanto que quase comprou um jabuti." 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Me julguem

Como uma amiga disse certa vez, não tenho paciência para riponguice pois já passei cinco anos na FFLCH  acompanhando os originais que deram origem à qualquer série. Dito isso, minha tendência seria portanto rejeitar imediatamente um sujeito barbudo, com o olho pintado, enrolado numa manta peruana tocando acordeom. Mas isso é absolutamente lindo, desculpa gente: