sexta-feira, 26 de maio de 2017

Daí eu saí com esse moço que era muito bonitinho e me levou cupcakes no primeiro date. E ele era lindo, fofo, um papo gostoso. Trocamos uns beijos na porta do bar enquanto o uber não chegava e achei ótimo (tínhamos tomado umas cervejas), mensagens todo dia, marcamos de sair em seguida, fomos ao cinema, etc.

Daí nos beijamos no cinema, ele me levou pra casa e na hora da despedidas nos beijamos de novo e: zero química.

Nada.

Niente.

Rien.

Foi tipo beijar o primo feio depois de encher a cara na festa de natal da família.

Ficou aquela torta de climão no carro, chamei ele pra subir mais porque né, já estava ali mesmo, ele recusou e... sumiu. Como era de se esperar.

Daí essas coisas acontecem e eu penso em como a vida é injusta porque né? Tão bonito e gente boa o moço, mas atração que é bom até teve mas acabou rapidinho.

Next.



quinta-feira, 25 de maio de 2017

Dia nacional da adoção

Hoje, 25 de Maio, é celebrado o dia nacional da adoção.

Quem acompanha meu blog sabe que no dia 8 de Outubro do ano passado eu me tornei tia da Amanda, que foi adotada aos oito anos pela minha irmã.

As pessoas que olham de fora às vezes não sabem muito bem como reagir diante de uma adoção, principalmente uma adoção tardia, como foi o caso dela. E elas falam muita besteira.

"Nossa, sua irmã adotou uma criança de oito anos? Ela é muito corajosa, né?"

Deixa eu contar uma coisa pra você, cara pálida. Ter um filho nesse mundo de merda que a gente vive é meio que um ato de coragem mesmo, chego a dizer quase de rebeldia. Mas adoção não requer coragem não. Requer a vontade e a capacidade de entregar seu coração pra uma pessoa que até um mês atrás você não conhecia. A gente faz isso o tempo inteiro. É amor que chama.

"Olha, a tia da prima da cunhada da minha avó adotou um menino mais velho e nossa, ele deu tanto trabalho..." 

Três palavras pra você: Suzane Von Richthofen. Dando um tempo na zoeira, vamos lá:
a) Eu estou te contando sobre minha sobrinha e a única coisa que você consegue me oferecer é uma visão absurdamente negativa de algo que está me deixando feliz? Você é uma pessoa horrível.
b) Filhos dão trabalho. Às vezes as coisas não saem mesmo como o planejado mas eu garanto que quase nunca tem a ver com o fato da criança ter sido adotada ou não. Os Nardoni eram filhos biológicos e olha que gente boa heim?
c) Adoção tardia certinha, dentro da lei, é acompanhada por psicólogo, assistente social e uma série de profissionais para garantir que aquela criança e os pais tenham todo o suporte necessário para se adaptar à nova vida. Isso minimiza bastante as chances de alguma coisa "dar errado". (Mas não elimina, infelizmente. Durante o processo de adoção é comum ouvir histórias de crianças devolvidas, por mais absurdo e cruel que isso possa parecer)

"Agora ela vai engravidar, cer-te-za!"

No caso da minha irmã foi exatamente isso que aconteceu ~risos~ (sim, minha irmã engravidou um mês depois da chegada da Amanda, Cecília will be in da house em Junho) MAAAAS: você nem conhece a minha irmã, queridinho. Nem sabe se ela e meu cunhado tinham alguma dificuldade pra conceber. Nem sabe se eles estavam tentando. Esse comentário é invasivo,desnecessário e exclusivamente baseado no senso comum, além de ser ofensivo considerar que a adoção é "o que deu pra fazer já que o filho biológico não veio". Se houvesse uma gota de verdade nessa bendita crença poderíamos fechar todas as clínicas de fertilidade do mundo já que a solução para casais com dificuldade de engravidar é tão simples né. Basta adotar um filho e bum: gravidez na sequência garantida.

"Ah, mas deve ser outra coisa ter um bebê assim, com a carinha da gente."

Não, não é. E se você quer ser pai/mãe por isso, não seja. Seus motivos estão completamente equivocados.

"Que sorte a dela encontrar vocês!"

Quem tem sorte somos nós, amigo. Garanto.

Tudo que eu disser sobre a Amanda hoje vai ser um punhado de clichês e embora clichês sejam expressões que, repetidas à exaustão, perderam o significado, no caso dela é tudo verdade. Ela é sim um serzinho iluminado, lindíssima por fora e por dentro, cheia de defeitos como todo ser humano, com manias e birras de criança de oito anos e uma alegria que faz com que a gente esqueça por um momento que ela viveu quase uma década longe de nós. Eu vejo a pele negra dela, aquele cabelo cacheado maravilhoso, e me dói demais imaginar que ela vai passar por coisas que eu e minha irmã, branquinhas do cabelo liso, nunca passamos e nem iremos passar na vida. E me dá vontade de colocá-la num potinho e protegê-la de toda maldade do mundo, mas eu não posso fazer isso. Eu só posso tentar garantir o tempo inteiro que ela saiba o quanto é inteligente, capaz e linda sim. Perfeita.





<3 nbsp="" p="">

terça-feira, 23 de maio de 2017

Eu só acho engraçado que...

... toda vez que o assunto da separação vem à tona alguém me diz: "eu nunca entendi mesmo o jeito como ele te tratava à vezes"

Estão perdoados, queridos. Eu estava lá o tempo todo e só fui entender agora. 


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Ria da minha vida antes que eu ria da sua

Alguém peloamordedeos me salve de mim mesma porque olha. Só passo vergonha nessa vida.

Semana passada encontrei uma mãe no bebedouro da escola e lembrei que a filha dela tinha perdido algumas aulas porque estava doente. Cheguei toda solícita:

"Oi, tudo bem? Ela está melhor?"

Mãe me olha com cara de "oi"?

"Ela quem?"

A mãe era outra. Essa tem um filho adolescente que vem aos sábados e passou aqui durante a semana só para pegar um café. 

Sábado estou na secretaria e avisto um pai de aluno antigo já da escola. O pai também já estudou aqui, inclusive foi meu aluno. Dou aquela acenada empolgadinha querendo fazer a simpática já que tenho fama de brava por aqui. 

Era outro pai x, de aluno novo, que nem me conhecia e me olhou como se eu fosse doida. 

Domingo. Estou conversando com um crush no whatsapp e ele me falando que tinha ido ao show da banda de uns amigos dele. Me manda um vídeo da banda. Eu acho que é ele no vídeo mas não tenho certeza porque o clipe é de 2011 e ele é japonês né, rola uma dificuldade. Assisto ao vídeo 500 vezes, dou print, vou comparar com as fotos do tinder. Mando os prints pros amigos em busca de uma segunda opinião. Demoro uns 10 minutos nesse processo até que ele se dá por vencido e diz: "você percebeu que sou eu no vídeo, né?" 

Isso porque em 2011 ele já tinha o braço fechado de tatuagem mas né? Meu histórico de dificuldades com rostos me fez ser cautelosa. 

Hoje estou saindo do dentista e vejo de longe na mesma calçada um cara que parece ser o moço com quem eu saí na quinta-feira mas não tenho certeza. Em minha defesa esse moço é desses hipsters barbudos magrinhos genéricos de jaqueta da Adidas que parecem clonados e moram todos na Augusta. E estava de óculos escuros. Diante dos últimos acontecimentos, escolho fingir que não vi.

Cinco minutos depois recebo uma mensagem: "Oi, acho que eu cruzei com você na Pio XI agora pouco".



Alguém me ajuda gente, tá cada dia mais difícil ser eu.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Amor nos tempos do tinder

A parte boa de ser solteira é a gente se apaixonar semana sim semana não.

Primeiro me apaixonei pelo cara grandão que tocava guitarra, tinha uma filha e morava longe. Porque além de ele ser lindo, ele me chamava de baby, tinha Kate Nash na playlist e odiava o Paris 6. Esse moço deve ter começado a namorar pois um dia nunca mais me deu notícias e depois me bloqueou no whatsapp (doeu um pouquinho, mas a verdade é que eu só descobri sem querer quando fui mandar mensagem pra um amigo que tinha o mesmo nome que ele e vi que não tinha mais foto dele nos meus contatos).

Depois teve o publicitário com cara de príncipe, de moço que a gente vê na televisão, meio Caco Ciocler jovem meets Tiago Iorc. Esse moço me chamou pra um rolê de rap e tinha tatuagens de cadeia no peito e no tornozelo (a do tornozelo inclusive tenho certeza que foi feita com caneta bic). Eu gostava dessa mistura de carinha de moço pra casar com corpinho de boy treta. Mas aí esse moço se mudou pro interior e a gente ainda se fala de vez em quando, mas já deu tempo de desapaixonar.

Em seguida veio o professor de biologia barbudo com cara de mau que gostava de Carl Sagan, Neil Gaiman e filme de samurai. Tinha sobrinhos lindos, uma voz grossa delícia e um papo melhor ainda, mas no fim das contas ele só queria mesmo era compartilhar nudes (dele, no caso ~risos~). Nunca saímos do whatsapp.

O da semana é o principezinho loiro e fofo que tem sotaque do interior de São Paulo, fala holandês e toca violão clássico. O date foi bonitinho, com direito a restaurante francês e todos esses clichês. Quero ter filhos baixinhos e bilíngues com ele. Pelo menos até semana que vem.