sexta-feira, 5 de maio de 2017

Amor nos tempos do tinder

A parte boa de ser solteira é a gente se apaixonar semana sim semana não.

Primeiro me apaixonei pelo cara grandão que tocava guitarra, tinha uma filha e morava longe. Porque além de ele ser lindo, ele me chamava de baby, tinha Kate Nash na playlist e odiava o Paris 6. Esse moço deve ter começado a namorar pois um dia nunca mais me deu notícias e depois me bloqueou no whatsapp (doeu um pouquinho, mas a verdade é que eu só descobri sem querer quando fui mandar mensagem pra um amigo que tinha o mesmo nome que ele e vi que não tinha mais foto dele nos meus contatos).

Depois teve o publicitário com cara de príncipe, de moço que a gente vê na televisão, meio Caco Ciocler jovem meets Tiago Iorc. Esse moço me chamou pra um rolê de rap e tinha tatuagens de cadeia no peito e no tornozelo (a do tornozelo inclusive tenho certeza que foi feita com caneta bic). Eu gostava dessa mistura de carinha de moço pra casar com corpinho de boy treta. Mas aí esse moço se mudou pro interior e a gente ainda se fala de vez em quando, mas já deu tempo de desapaixonar.

Em seguida veio o professor de biologia barbudo com cara de mau que gostava de Carl Sagan, Neil Gaiman e filme de samurai. Tinha sobrinhos lindos, uma voz grossa delícia e um papo melhor ainda, mas no fim das contas ele só queria mesmo era compartilhar nudes (dele, no caso ~risos~). Nunca saímos do whatsapp.

O da semana é o principezinho loiro e fofo que tem sotaque do interior de São Paulo, fala holandês e toca violão clássico. O date foi bonitinho, com direito a restaurante francês e todos esses clichês. Quero ter filhos baixinhos e bilíngues com ele. Pelo menos até semana que vem.




Um comentário:

  1. " E boa regra nao pretender demais da vida, mas gozar o possivel" Do ultimo livro da tetralogia da Elena Ferrante. seu post me lembrou

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