sexta-feira, 16 de junho de 2017

Dez horas e meia

Ontem eu sentei em um café com um moço às 15h00 e saí de lá com ele à 1h30 da manhã.

Sim, nós passamos dez horas e meia sentados em um café conversando sobre música, cinema, livros, séries, sobrinhos, relacionamentos, terapia, youtubers, buquês de periguetes (mais informações a respeito aqui). Nós passamos dez horas e meia conversando sem álcool envolvido (mesmo porque se rolasse álcool não teríamos sobrevivido a dez horas e meia provavelmente).

Eu nem sabia que era possível passar dez horas e meia conversando com uma pessoa. Eu possivelmente nunca fiz isso na vida.

O que isso significa? Talvez não muita coisa.

Não sei se vou ver esse moço de novo (eu gostaria, na verdade, mas não sei) mas uma coisa é certa: tem gente legal no mundo sim. E eles estão nos lugares mais improváveis - inclusive num aplicativo de celular.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sonhos

Eu vou voltar para a terapia semana que vem. Eu fiz terapia uma vez em 2014, numa época em que falecido e eu quase nos separamos mas acabamos superando. Quer dizer, hoje eu vejo que a gente nunca superou de verdade mas isso é assunto pra outro post.

Minha terapeuta em 2014 era jungiana e eu amava contar meus sonhos pra ela. Esses dias lembrei de um sonho da época e de como o significado dele (ou que ela atribuiu a ele, vá lá) fez muito sentido então e faz mais ainda hoje, 3 anos depois.

Eu sonhei que estava em uma pensão. Era uma pensão escura, feia e suja, no centrão de São Paulo. Ele estava comigo. Entramos num quarto e na parte de cima de um beliche tinha um cara deitado. Ele fumava e batia as cinzas no chão. Nos ofereceram comida. Meu ex não quis. Eu também não queria, mas a pessoa insistiu e eu acabei comendo e achando a comida bem gostosa.

Depois de ouvir meu sonho a terapeuta me falou do simbolismo da comida como uma espécie de passagem para outro universo. Falou das Brumas de Avalon, que eu nunca li, e do Labirinto do Fauno, que é um dos meus filmes preferidos da vida. Ela me falou sobre como, ao entrar na sala do homem pálido, Ofelia é orientada a não comer nem beber nada lá dentro, pois ao fazer isso ela ficaria presa naquele mundo (que era horrível mesmo, no caso).



A pensão era minha vida sem ele. E naquele momento de separação ela me parecia muito ruim. Ao comer a comida eu aceitava fazer parte daquele mundo e ao constatar que a comida era boa eu passava aceitar que talvez ele não fosse tão terrível assim.

Em 2014 nenhum de nós dois teve coragem de aceitar a comida. Em 2017 eu fui obrigada a engolir o que me foi oferecido e no começo foi bem amargo. Ainda é de vez em quando, mas cada dia menos. E nem de longe horrível como no meu sonho.

sábado, 10 de junho de 2017

Why don't you love me?

Eu estava assistindo "Edifício Paraíso" (é uma série bem legalzinha da Fernanda Young, passa no GNT) e em um dos episódios toca uma música linda e tristíssima no final. Amo música triste, etc. Joguei a letra no google e falhei miseravelmente em encontrar a música, apelei para o shazam. Achei, a música é essa (espero que vocês estejam de bom humor):



Fiquei obcecada por esses caras porque sou assim com música. A voz dele gente, meo deos. E sei lá aparentemente eles são um banda de bar, tem vídeos deles com 120 visualizações, menos que "Sr. fofinho comendo ração".

E tem essa:




pick up the pace, it's only a broken heart (vou tatuar isso, mentira nem vou mas...) 

terça-feira, 6 de junho de 2017

Tenho conversado muito e há muito tempo já sobre essa "vontade-de-largar-tudo-e-fazer-alguma-coisa-completamente-diferente." Acho que todo mundo já passou por isso. Eu amo o que eu faço mas hoje, infelizmente, não vejo mais sentido em investir nisso, em me qualificar mais ainda (eu já sou bem qualificada para os padrões dos profissionais da área e tals mas cês sabem né, o céu é o limite). O que eu poderia investir hoje e que seria uma passo à frente na minha carreira seria em treinar professores, mas  numa área subvalorizada, tratada como bico, os professores são mal pagos e não tem dinheiro para se qualificar, ou seja. Tamo tudo fodido. E como professora de adultos ultimamente o que tenho visto é um monte de alunos desmotivados, cansados, trabalhando demais e que não enxergam o inglês como algo que realmente vai acrescentar alguma coisa na vida deles: é só mais uma dentre as milhares de obrigações que eles já tem na vida.

Daí a gente fica nessa brincadeira de "vou largar tudo e vender marmita vegana" ou "vou aprender costura no SENAC e fazer lingerie vintage" mas parece tudo tão absurdamente distante e irreal que eu só fico aqui inerte fazendo o que eu sempre faço. Inércia foi a palavra dos últimos anos, na verdade, e isso é muito triste. 

Além disso eu tenho essa invejinha das pessoas que tem hobbies de verdade, sabem? Que fazem coisas que elas gostam quando não estão trabalhando. O falecido escalava. Tenho uma amiga que pedala longas distâncias. Um colega que faz guitarras. Eu não tenho. Eu venho aqui, escrevo no blog, saio pra tomar umas cervejas, começo uma série nova e fim. Até que ontem caiu no meu colo uma coisa que me pareceu algo que eu REALMENTE gostaria de fazer: um curso de sommelier de chá.

Sim, isso existe e pra mim parece incrível. O curso é profissionalizante e tudo, tem até TCC. Eu poderia ter uma nova profissão gente!

(Não que eu realmente esteja considerando sommelier de chá uma opção de carreira né, como faz, tem vaga na Catho?)

Mas enfim, eu queria muito fazer isso. Só que custa caro. Bem caro. Mas eu tenho um dinheiro guardado e juro que amei tanto essa ideia que estava a fim de pagar, daí entrei em contato com a instituição pra saber sobre a inscrição e basicamente me passaram uma conta de pessoa física e disseram: deposita uma parte do valor do curso aí e já tá inscrito.

Eu meio que faço isso da vida né gente, vendo curso de inglês. E NÃO é bem assim que funciona. Mandei um e-mail pedindo uma minuta de contrato padrão e a pessoa me respondeu que entregariam o contrato no primeiro dia de aula, em Agosto.

Mas gente, vem cá. Como é que as pessoas esperam que eu deposite 1500 reais na conta de um estranho sem ter um contratinho me garantindo que esse curso existe, que se não existir eles devolvem meu dinheiro, que se eu desistir eu pago uma taxa, etc etc. As pessoas realmente fazem isso?

Tô esperando resposta da galera ainda, pra ver se me mandam o contrato. Há muito tempo eu não ficava tão animada com alguma coisa, espero sinceramente que dê certo. Cruzem os dedos aí.




quinta-feira, 1 de junho de 2017

Então estamos assim:

Minha menstruação está atrasada mais de uma semana e por mais que eu tente racionalizar o tanto que é impossível eu estar grávida (assim, impossível, impossível nível Jesus Cristo não porque rolou sex mês passado porém impossível pois: 3 métodos anticoncepcionais bem seguros aliados, enfim), por mais que eu tente né? Já fiz dois testes de farmácia. Não tô grávida. Mas tô com uma TPM do cão como eu não tinha desde que coloquei o DIU. Aparentemente meu corpo é uma velha carola me punindo por ter transado depois de 6 meses de abstinência. Enquanto isso vou fazer é mais um teste e tomar um chá de canela pra dormir tranquila.

Pra ajudar semana passada um estelionatário me engambelou no caixa eletrônico do Santander, usou minha digital e fez um empréstimo seguido de saque de 2 mil reais. Abri ocorrência e o banco indeferiu pois se ele usou minha digital eu autorizei e pronto. Telefonei xingando muito na agência, me pediram pra registrar um b.o. e ir lá que iriam cancelar o empréstimo. Aparentemente não vou ficar no prejuízo porém: não sabemos ainda.

Tive que ir à delegacia fazer o b.o. pois estelionato não dá pra fazer online. O escrivão estava fumando um Hollywood enquanto digitava meu boletim num teclado apoiado numa revista enrolada. Me senti num filme nacional ruim dos anos 80.

On the bright side: tenho botas novas tão lindas que me casaria com elas se fosse legalmente aceito.



Estou inchada, com cólicas, mal humoradíssima e devendo 2 mil reais pro Santander mas esfriou e posso desfilar por aí com essas lindezas.

Sobreviverei.

Obrigada pela compreensão.