quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Coisas Abomináveis

Fazendo hora Passeando pela Livraria Cultura, comecei a folhear um exemplar de "As 100 melhores crônicas brasileiras" e constatei, sem surpresa, que Rubem Braga e Paulo Mendes Campos estavam lá representados.

Conheci estes dois ainda na pré adolescência, onze, doze anos, através da coleção "Para Gostar de Ler", sugerida no colégio. Reli as mesmíssimas crônicas nem sei quantas vezes, sempre encantada com a delicadeza, o humor e, por que não? a melancolia de um tempo que eu reconhecia como distante mas que me parecia tão mais interessante que o meu.
Rubem Braga me emociona até hoje. Se você nunca leu, aceite uma sugestão: dê um tempo na chata da Clarice Lispector (pausa para os gritos de indignação) e aprenda com o velho Braga o que é falar com simplicidade dos sentimentos humanos. Sou só amor por esse capixaba. 
Hoje, no entanto, deixo seu Rubem de lado para compartilhar uma crônica de seu colega Paulo mendes Campos lida inteira, de pé, no meio da Livraria. Um tributo à genialidade que transborda das coisas cotidianas:

Coisas Abomináveis

Sem dizer das outras 8.329 coisas abomináveis, das quais não tenho tempo de me lembrar neste instante, eu denuncio na vida moderna os seguintes crimes contra a criatura humana:
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Sala de espera de ministério público, de autarquia, de banco, sobretudo quando uma réstia de sol morno e antipático bate em nossa cara; atraso de avião, para reparos no motor, sobretudo quando se está sozinho em aeroporto estrangeiro, com um alto-falante incompreensível em qualquer idioma; trem que atrasa na própria estação de partida, sobretudo da Estrada de Ferro Central do Brasil no primeiro dia de carnaval (isto já me aconteceu, é claro); menino de nariz sujo (menina então nem se fala); gol do América no último minuto contra o Botafogo ou gol do Escurinho de pé direito; preencher aquele formulário hermético e algébrico da Divisão do Imposto de Renda, sobretudo quando não se tem renda, mas vai pagar assim mesmo; a penúltims hora em qualquer viagem e em qualquer tipo de transporte; torneiras secas há mais de três dias (todo carioca contemporâneo tem crédito no Paraíso); verificar que o prato pedido no restaurante está intragável; garçom que fica malcriado quando quer gorjeta além dos 10% já incluidos na conta; uísque ostensivamente falsificado; domingo às seis horas da tarde, sobretudo se há resenha esportiva, mas a televisão está enguiçada; técnico de televisão; anúncio de televisão; Marcom; buscar um registrado no Colis Postaux; desembaraçar bagagem na alfândega; delegacia de polícia, em qualquer circunstância; prostituta sem dentes; falso malandro; falso valente; sujeito falsamente importante; fila de elevador e elevador propriamente dito; bafo de respiração em nossa nuca dentro do elevador; um arábe (dizia Ovalle) vestido a caráter dentro de elevador; enguiço de elevador e a gente lá dentro; moça que não sabe que mulher só pode falar um palavrão por semana; aviso de banco; gerente de banco (o subgerente é pior) quando nos diz com sarcasmo: "Sempre os eternos 10%!"; tinta quando acaba se a gente já está enchendo a promissória (tem de pedir a caneta do gerente emprestada); pobre bajulando rico; rico bajulando pobre; rir com exagero da anedota contada pelo patrão; campainha de telefone de madrugada; esperar um telefonema com ansiedade e, vai atender, é engano; enfarte de pessoa da nossa idade; caixa, quando nos diz para passar no dia seguinte (no dia seguinte talvez ele nos pague, mas com uma cara enjoadíssima de quem concede um favor excepcional); cachorro latindo em nossas pernas; quintal com papagaio e macaco; discurso em geral, mas, notadamente, os empolados e compridos; cara de falsa modéstia; tratar de papéis para a compra de imóvel; processo na Caixa Econômica; eletrola quando fica biruta; vacina antivariólica; rumores de epidemia de varíola; apartar briga em espanhol; brigar em francês; amar em alemão; ser puxado por alguém para dançar; enjôo de mar (mais forte que amor de mãe, diz Gilberto Amado); jornal largando tinta; pagar a mesma conta duas vezes (o poeta Keats refere-se a isso com uma sacrossanta indignação); acordar com gripe; dor de dente, sobretudo depois de trinta anos; poesia declamada por mulher gorda ou magra demais; chapéu à nossa frente no teatro; jantar perto de pessoa que nos vai devorando as fritas; "quer me dar só uma pontinha de bife?"; ser chamado de "bichão" ou "batuta" por pessoa que não tem intimidade conosco; beliscão; o segundo beliscão; practical jokes, sobretudo se o idioma é do Texas; topada; agentes de seguros (porque evidentam dizer-nos a palavra morte e só pensam nisso); conta de boate, sobretudo quando o cavalheirismo nos obriga a pagar sem checar o roubo; policial empurrando a gente de leve (com força é mais que abominável); batedores de motocicleta, sobretudo no verão, no dia que a gente não tomou banho porque faltou água; os serviços em geral da Companhia Telefônica; a telefonista-chefe do serviço interurbano; demora aproximada de seis horas porque há alguns circuitos com defeito; precisar inadiavelmente de táxi em noite de chuva; esquecer a carteira em casa; perder cardeneta de endereços; isqueiro quando acaba o fluido mas há ainda uma tênue esperança; perder dinheiro; achar dinheiro e o dono aparecer na mesma hora; comerciante quando nos aconselha a comprar logo porque vai subir de preço; chimpanzé metido a besta; araponga em tarde de dor-de-cotovelo; serra circular em dia de ressaca; ressaca em dia de serra circular; queda ridicula em via pública; estar com vontade de fumar e nem o motorista do táxi tem fogo; amigo que não compra cigarros para fumar pouco; ser apresentado mais de 13 vezes a uma mesma pessoa; não reconhecer uma pessoa que já nos foi apresentada; pessoa que nos diz "você não se lembra de mim", e não conta; batida de automóvel na hora do engarrafamento; mão suada; festas juninas; sujeito que adora falar mal língua estrangeira; sujeito que fala bem demais língua estrangeira; mulher feia falando mal de mulher bonita; o abominável homem das neves.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Médico do trabalho

Estou pra ver coisa mais xexelenta deprimente que consultório de médico do trabalho. Médico do trabalho é tipo o tiozão do churrasco com curso superior. É aquele cara que usa camisa xadrez de manga curta para trabalhar. É o sujeito que ralou a bunda seis anos na faculdade e hoje bate um carimbo como ninguém.

Nessa minha vida de duzentos trabalhos fui admitida em mais um e precisei encarar o exame admissional ontem. Prédio velho no centrão de São Paulo, já era de se esperar. Porteiro lendo Metro atrás de uma plaquinha que diz "favor identificar-se" nem olha na minha cara. Ao ver o naipe do elevador, decido pelas escadas. Niemeyer, de calças curtas, deve ter apertado aqueles botões.

Sala de espera tosca, cheia de cadeiras, Ana Maria Braga na tv e recepcionista com cara de cu. Ela me atira uma ficha e resmunga "assinala sim ou não" enquanto folheia uma Tititi. E sempre, incrível, sempre tem o moleque sendo registrado no primeiro emprego que não entende que é pra marcar não em tudo e faz perguntas do tipo: "Aqui onde diz 'já teve alguma doença?' gripe conta?" ou "Fimose é cirurgia?".

O médico me chama. Faz as mesmas perguntas da ficha, afere minha pressão, checa os batimentos cardíacos e pronto. Ainda me pede para, na saída, chamar o próximo, porque levantar da cadeira é para os fracos. Estou apta a exercer minha profissão! Palmas pra mim!

Sério. Só não digo que é o dinheiro mais fácil do mundo porque, a julgar pelas condições do consultório, não deve ser tanto dinheiro assim.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Just another day

Minha segunda feira começa cedo. As sete e meia da manhã já tenho um aluno esperando por mim para uma aula de duas horas. Ele é engenheiro, faz doutorado e precisa de uma pontuação X no teste schlebts para concluir a pesquisa na Bélgica. É um teste chato, difícil, feito para as pessoas irem mal nele e eu tenho mais dois alunos na mesma situação. Cruel pra eles, bom pra mim, que sempre preciso de mais aulas particulares. Mas a verdade é que cada vez que um deles faz a prova eu fico torcendo para que ele alcance a bendita pontuação, mesmo que isso signifique aulas a menos para mim no fim mês. O engenheiro vai fazer a prova pela terceira vez. Espero que ele passe, porque dá pra ver que está desanimando e minha vontade é dizer olha, você vai concluir seu doutorado na área de exatas lá na Bélgica, tem noção do quanto isso é foda? Porque pra mim qualquer pessoa que domine matemática é foda.

Mas o engenheiro hoje atrasou e a dona da confecção que fica ao lado da escola me viu de bobeira na secretaria e me chamou. É uma senhora de uns 60 anos, muito bonita e engraçada. É minha aluna no intensivo do básico que acabou ontem e queria conversar. Perguntou se eu não conhecia nenhum gringo simpático para ela fazer amizade e praticar o inglês, e eu, sabendo que ela é solteira, ri: "fazer amizade, é?". Ela também deu uma risadinha e completou: "Tem um nigeriano na pensão do outro lado da rua, mas ele fala português, e o gringo do meu prédio é muito esquisito, teacher, vai pra piscina de calça jeans." Terminou me dando um presente - uma caixa enorme de pães de mel alemães lindos, em forma de coração e de estrelas. Eu adoro dar aula para senhoras porque elas me dão presentes são sempre muito, muito fofas. A maioria está aprendendo inglês porque viaja muito e cansou de passar aperto no exterior, algumas estudam pra se ocupar mesmo. E elas sempre chegam no horário, fazem todas as lições e acompanham a aula naquela alegria de quem não tem mesmo mais nada pra fazer da vida a não ser paparicar netos e fazer bolo para a professora de inglês. Além disso, elas acham qualquer pessoa que fale inglês fluentemente um gênio. 

Açúcarcídio

A tarde tenho as crianças. Muitas, todas de uma vez, cansadas, inquietas e com calor. Eu sei, meus pequenos, não tá fácil pra ninguém, mas vamos colaborar? Chega a Páscoa mas não chega cinco horas.

Minha segunda feira acaba tarde. Última aula do intensivo e aquela sensação de dever cumprido, principalmente com uma turma tão animada, de gente super disposta a aprender.

Uma segunda-feira a menos. Faltam só 19 para as férias. 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Como irritar sua professora de inglês

Tem coisa mais autoexplicativa que preposição de lugar? Não tem.

Grupo de básico. Estou lá fazendo A apresentação, colando as figurinhas na lousa, perguntando para os alunos, usando todas técnicas maravilhosas aprendidas em 13 anos de profissão. Cidadão pergunta:
"Não entendi a diferença entre in e on."

Demonstro com uma caneta - in the pencil case, on the table. Afinal, queremos que os alunos entendam conceitos, não traduções.

Cidadão exclama: "Aaaah, é dentro e em cima, né?"

Pra quê, senhor? PRA QUÊ?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sobre fobias e escritores franceses

Esta sou eu: uma pessoa que ficou nervosa lendo A volta ao mundo em 80 dias.

Queridão e minha irmã já foram testemunhas do estado em que fico quando percebo a possibilidade de perder um avião ou um mesmo um ônibus. Não precisa nem ser real - só de ter que fazer o check-in um pouco em cima da hora eu sofro, tremo, suo e já cheguei até a chorar. Pânico mesmo, e sim, eu sei, totalmente irracional, mas alô você aí que tem medo de palhaço

Dito isso, ao fim do livro, chego à seguinte conclusão: fosse eu Passepartout, companheiro do inabalável Phileas Fogg na história de Julio Verne, não teria sobrevivido nem para ver o sexto capítulo. Definitivamente.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Paulistanos

Ser paulistano é ter uma paciência infinita, quase abnegada. É ter uma certeza vinda não sei de onde de que essa cidade suja, violenta, bagunçada e de clima estranho é, no fundo, beeeeem lá no fundo, o melhor lugar do mundo pra se viver. Ser paulistano é achar graça em coisas que não tem a menor.

Por exemplo, um vez tentaram roubar meu celular dentro do ônibus. Claro, isso pode acontecer em qualquer lugar. Mas entendam, o moleque que tentou fazer isso estava pendurado do lado de fora do coletivo e esticou a mão pela janela para puxar meu aparelho enquanto eu lia uma mensagem. Eu dei um grito, o rapaz ao meu lado deu um safanão no braço misterioso e eu salvei meu telefone. Não, ISSO não deve acontecer em qualquer lugar. E enquanto eu escrevo isso, acreditem, rio por dentro porque olha, trombadinha pendurado do lado de fora de ônibus para assaltar só nessa terra mesmo.

Sábado passado aconteceu de novo. Fomos jantar na casa do meu tio, lá em algum lugar na zona Sul, região que, pra mim, é um mistério completo. Minha mãe deixou o carro na rua, em frente ao prédio. Ela tem uma Montana. Enfim, jantamos, tomamos cerveja, revimos a parentada e na hora de ir embora, descobrimos que a caminhonete continuava no mesmo lugar, mas a porta da caçamba àquela hora já tinha virado maconha na favelinha que fica algumas ruas para baixo. Sim, coleguinhas, roubaram a porta da caçamba da Montana. Conheço gente que já teve o som do carro roubado, pneus, estepe. Mas porta, só aqui nessa cidade, não é possível.

Hoje minha mãe iniciou as buscas por uma porta nova e descobriu, para seu desgosto, que uma na concessionária vai custar quase três mil reais, já que ela é vendida crua, sem pintura por dois mil. Começou a telefonar para as lojas de peças usadas (vulgo desmanches) e descobriu que, olha a coincidência, há uma porta de caçamba de Montana 2010 prata novinha em um lugar lá na Ricardo Jafet. Sim, minha mãe tem uma Montana 2010 prata. Sim, a Ricardo Jafet fica a uns três quarteirões da favelinha perto da casa do meu tio.

Neste exato momento minha mãe está se dirigindo até a zona Sul para comprar por mil reais a porta da sua própria caminhonete. Paulistano é mesmo um povo teimoso. Ou burro, vai saber.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Eu e a TIM (episódio XVIII)


Eu fico até com vergonha de contar que a TIM me fodeu mais uma vez, mas né? Fica aí de alerta para os incautos que ainda não foram fisgados pelo plano TIM Liberty. 
O negócio é que há uns dois meses essa empresa do capeta fez uma promoção para arrebanhar novos otários clientes. Consistia num descontão num plano pós pago mais internet ilimitada por seis meses. Passei na loja e perguntei se, como cliente antiga, poderia aproveitar a promoção. Contei essa história neste post aqui.
Enfim, o idiota funcionário da loja disse que sim, me vendeu um celular e me disse que a migração do plano tinha que ser feita por telefone. Fiz. E ainda confirmei com a imbecil atendente que o plano incluía internet ilimitada. Tem gravação aí pra provar, ô dona TIM, ou será que aquele aviso é brink’s?
Daí já viram, né? Smartphone novo, só alegria, usei internet loucamente o mês inteiro. Ontem, recebi minha conta – 254 reais de WAP fora o valor do plano. Liguei para a reclamar.
A primeira atendente, vaca mal comida, muito mal educada, anunciou que a migração para internet ilimitada não tinha sido feita e por isso azar o meu, ia ter que pagar sim. Resumindo, ia morrer com 254 pilas porque um débil mental qualquer esqueceu de marcar um x. Com ódio mortal no coração, exausta, de TPM, quase meia noite, eu era capaz de sair e matar um atendente de telemarketing qualquer. Mas com a lição aprendida da última vez, resolvi ligar de novo. E fui atendida por um mocinho solícito que disse as palavras mágicas – “um minuto, senhora, vou ver o que eu posso fazer por você.” O mocinho compreendeu que eu tinha sido vítima de uma série de cagadas (A - a promoção não valia para clientes antigos e B - a migração tinha que ter sido feita na loja) e resolveu me ajudar. Passei duas horas e meia com ele no telefone. Sem brincadeira. Soletrei Turiassu cinco vezes (ele precisava do endereço da loja), aprendi o que é EMEI (oi, não é Escola Municipal de Educação Infantil) e estava quase perguntando da família quando ele me disse que ia enviar um novo código de barras para o pagamento sem essa cobrança. Entretanto, ele me avisou que a TIM pode julgar a cobrança procedente e me mandar o valor de novo na próxima fatura.

Quer dizer, a briga está só começando. Mês que vem tem mais. Sim, eu sou mulher de malandro, mas nem me orgulho disso. 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mamãe sabe tudo

Vou resumir o lugar onde moro num diálogo entre minha mãe e eu:

Eu (chegando em casa): "Olha só, tem uma viatura do SAMU na frente do condomínio."
Mãe: "Pelo tanto de velho que mora aqui até que o SAMU aparece pouco."

Basicamente é isso. Meu condomínio deveria se chamar "Asilo Park Lapa" e não "Central Park Lapa" (detalhe para a pretensão do nome do singelo conjunto de predinhos que habito). Mas voltando ao assunto.

Começou a rolar um boato por aqui que o seu Kassab aprovou um projeto de reurbanização da Lapa de baixo que implicaria em várias desapropriações, incluindo o Central. Pesquisei um pouco e descobri que o negócio confere, mas não foi nem votado na câmara e meu condomínio não está na lista de desapropriações porque estas incluiriam só os imóveis imediatamente ligados à linha do trem, o que não é o caso. Mas vai explicar isso pra velharada. Então agora é impossível ir ao mercado, ao salão, à farmácia sem ouvir um punhado de idosas fazendo terrorismo, como se a prefeitura fosse mesmo desapropriar mais de mil apartamentos e botar tudo abaixo amanhã.

Hoje minha mãe voltou reclamando que não aguenta mais o tititi da terceira idade e declarou:
"Pra próxima velha que vier encher o saco eu vou responder 'imagina, até isso sair do papel a senhora já morreu mesmo'..."

Orgulho das minhas raízes, viu?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Reunião de pais

Pai do primeiro ano pergunta qual a política da escola para combater o bullying.  Primeiro fucking ano, gente, crianças de seis anos. Gostaria de agradecer ao Fantástico por semear o pânico em pais que já não tem o que fazer e, ao invés de dar carinho, atenção e educação aos seus filhos passam 24 horas por dia achando que o mundo é mau, competitivo, perigoso e que a única função das outras pessoas é machucar sua pedra preciosa.

Vontade de responder: espera até seu filho virar o gordinho chato que coloca meleca no cabelo das meninas e volta aqui pra falar de bullying com a gente.