sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Colega professora do ensino médio contou:

Foi repreender a bonitinha pela enésima vez porque esta estava se maquiando na sala:

"Já está bom de rímel, né, fulaninha?"

A amiga intervém:

"Pois é professora, fala mesmo, porque é a sétima vez que ela passa rímel."

Ao que bonitinha retruca, orgulhosa:

"É que são sete rímeis diferentes, sôra!"


Sério, eu que uso maquiagem há uns 15 anos a mais que ela nem sabia que existiam SETE tipos de rímel.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Genialidade

Vi esse comercial esses dias e não pude deixar de lembrar de um post da coleguinha Red:



 Então é assim - a criança acorda no meio da noite e a mãe dá CAFÉ pra ela? Quem foi o gênio que criou isso?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Feira de ciências parte II

Sábado teve feira de ciências no colégio. O cronograma listado no último post foi seguido à risca, mas como sempre no final ficou tudo lindamente tosco, os pais gostaram, as crianças se sentiram importantes e todo mundo ficou feliz.

Fui escalada para ajudar na exposição do primeiro ano - lá estavam eles, cinco, seis anos, passando pela primeira feira de ciências. Alguns animadíssimos, texto a ponta da língua, puxando os passantes para mostrar o quanto o trabalho deles era legal. Não tinha com não se desmanchar em "ooouuunnns" diante daquelas coisiquinhas de jaleco recitando, decoradinho: "BEEEM VIIIIN-DO A NOS-SA FEI-RA DE CI-ÊN-CIAS. O NOS-SO TRA-BA-LHO É SO-BRE AS PLAN-TAS. AS PLAN-TAS SÃO SE-RES VI-VOS? QUAL A SU-A O-PI-NI-ÃO?" Um deles não arredou o pé do posto um minuto. Tampouco parou de falar - quatro horas non stop. A mãe bem que tentou tirá-lo dali para comer um pão de queijo, mas que nada - Gabrielzinho seguia firme e decidido a não abandonar seu tão querido aquério nem por um segundo.

Claro que nem todos demostravam a vontade resoluta do Gabriel. Não tão empolgados, bravos porque metade da turma já tinha saído correndo, cansados, com fome, acabavam desistindo e indo brincar de Ben 10, que é muito mais interessante que ficar recitando a mesma coisa pela décima vez. Vira e mexe havia um no cantinho, sorumbático, perguntando da mãe. Quatro horas fazendo a mesma coisa nem eu aguento, imaginem os pequenos.

A cada quinze minutos eu ficava encarregada de pegar quatro ou cinco pela mão e leva-los ao banheiro, ao bebedouro, à cantina. E assim, sozinhos ou em número reduzido, é que a gente lembra do quanto eles são queridos e fofuxos. Porque 35 juntos de uma vez fica difícil.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Então é assim: estou com aquela gripinha mal curada maledeta que me faz consumir muito mais aerolin que o normal e fungar como uma criança de seis anos, mas não me deixa mal o suficiente para não trabalhar.

Amanhã é dia dos professores e estarei de folga (tem dia do motorista de ônibus? Imaginem se eles ganham um dia off, como fica?) e passarei no médico porque duas semanas de gripinha marota já estão de bom tamanho. E ele vai me receitar a coisa mais linda do mundo, Alegra, que desentope o nariz e não dá sono nenhum e quem sabe uma inalaçãozinha de leve, eu e o monte de crinaças também de folga. E se bobear ele vai me receitar uma amoxilina que eu não vou começar a tomar porque tem churrasco no domingo e se eu não estou suficientemente mal para não trabalhar também não estarei para não tomar cerveja.

E eu não aguento mais ficar doente. Fim.

domingo, 10 de outubro de 2010

I see dead people on twitter

Ontem Queridão foi para Ilhabela aprender a velejar (porque meu hómi é muito fino, certo?) e eu passei a tarde comendo, tomando café e falando até o maxilar doer com a Bruna. E no meio do café, sentadas sobre os pufes da Livraria Cultura lotada eu tentava convencê-la a entrar para o Twitter. De repente a conversa tomou o rumo de celebridades mortas que teriam twitter e chegamos às seguintes conclusões:

Raul Seixas: Teria. Era um cara moderno no tempo dele, e tudo. Mas estaria gagá e tuitando um monte de merda, tipo a Rita Lee.

Kurt Cobain: Não teria. Estaria recluso e descrente da humanidade para se preocupar em se comunicar com o mundo exterior.

Jim Morisson: Não teria. Mesmo porque a gente nem conseguiu vislumbrar a possibilidade do Jim Morisson ter sobrevivido até hoje, mas enfim, se por um milagre tivesse não teria se adaptado a esse tipo de "modernidade".

John Lennon: Teria. E estaria tuitando mensagens ecológicas, sustentáveis, de paz e amor. Sério candidato a twitter mais chato de 2009.

Paramos nesses aí, mas eu gostei da brincadeira. Depois penso em outros.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"Poprietária"

Dez e meia da noite, um stand de imobiliária lotado, recepcionistas no microfone berrando o tempo todo, corretores com cara de quem dormiu lá e não vai para casa tão cedo, queridão há onze horas sentado no mesmo lugar. O ambiente vai alcançando contornos de vôo classe econômica para a Europa, nove horas de viagem e o povo todo amassado, incomodado, baforento, banheiro quase impraticável. Comprar um apartamento pode se assemelhar a uma prova de resistência do Big Brother.

Na minha frente há blocos de cerca de 50 folhas cada um. E eu terei que vistar todas. Não jantei, não fui ao banheiro e me dá vontade de perguntar ao corretor, olha, você está vendendo apartamentos feito água aqui, não dava para parar de comprar terno na Colombo? Eu sou assim, me distraio com o terno ruim do cidadão, com o batom cafona da moça ao lado, com a família enorme na mesa da frente, oi, o apartamento tem 45 metros quadrados, vocês vão morar todos nele? Quando assino a última folha ganho um anúncio no alto-falante e uma salva de palmas. Estou tão feliz que não tenho vontade de morrer de vergonha, nem própria nem alheia.

É oficial - daqui a dois anos residirei no apartamento 85 do Edifício Arvoredo. É pequeno? É. Vou pagar pra sempre? Vou. Mas olha, comprei sozinha. Meu. E por mais classe média que seja, é bom saber que em 2012 (mundo, não acaba não, quero decorar meu cafofo) vou brincar de "The Sims" de verdade, arrumar do meu jeito, poder derrubar paredes, trocar piso, fazer buracos, enfim.

Dá licença que agora eu sou "poprietária".

sábado, 2 de outubro de 2010

Meus geniozinhos

Eu sou professora de Inglês, mas trabalho com um material que propõe a interdisciplinaridade e tal. Com isso de vez em quando viro professora de Arte, Geografia, Biologia e etc.

A molecada da quarta série ia ler um texto (em Inglês) sobre fósseis. Para prepara-los para o texto, ativar conhecimento prévio, prover vocabulário, essas coisas de Inglês instrumental, pedi na aula anterior uma pesquisa curtinha sobre o primeiro fóssil de dinossauro registrado. Segue diálogo:

Aluno (lendo seu parágrafo): O primeiro fóssil de dinossauro foi um dente encontrado no dia tal, no lugar tal, por Mick Jagger.

Eu: Por quem, Mateus?

Mateus: Mick Jagger.

Respira fundo: Ok, quarta série, nós já conversamos sobre isso. Yahoo respostas NÃO é um site de pesquisas!