quinta-feira, 28 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 29

O assunto de ontem nas ~redes sociais~ foram os resultados do censo do IBGE sobre os nomes dos brasileiros. Galera passou o dia inteiro jogando tudo quanto é nome na pesquisa pra ver a popularidade. Eu também, lógico.

Meu nome é Paula Renata. Eu amo meu nome, tem um quê de novela mexicana. Também gosto porque são dois nomes curtos e fáceis de soletrar, o que eu acho que são critérios excelentes para se considerar na hora de batizar uma criança. Na verdade eu só me dei conta da importância de um nome ser fácil de soletrar quando um professor na faculdade no primeiro dia de aula nos disse: "Meu nome não é Waldemar, é Waldemar com W". No censo não dá pra pesquisar nome composto mas dá pra ver que Renata é mais popular que Paula. Eu mesma conheço pouquíssimas Paulas e nenhuma delas com menos de 35 anos. Em compensação tem um conto do Machado de Assis de 1880 chamado Dona Paula.

Dizem que eu me chamo Paula Renata porque meu pai conheceu uma menininha com esse nome que era muito fofa e inteligente e quis que a filha que ele nem sonhava em ter ainda fosse fofa e inteligente também. Fofa eu tenho certeza que eu não sou. Aliás meu pai se chamava Adelphi e não há uma única ocorrência deste nome na pesquisa do IBGE. O nome morreu com ele em 1996.

Tem uma música muito bonita do Milton Nascimento que chama Paula e Bebeto. E tem um arrocha daqueles bem roots dos Ninjas do Forró (don't ask) chamado Festa da Paula. Esta última inclusive abusa daqueles trocadilhos que eu não ouvi nos últimos dois dias de "Paula dentro" Paula fora". No quesito trocadilho há também o menos popular da amiga Paula que é muambeira. Sempre que você quiser, Paula traz. (Solta a vinheta da Praça é Nossa, DJ).

Todo mundo gosta de falar de nomes. Todo mundo tem histórias de nomes absurdos na família, tem gente que ama ou que odeia o seu. Eu contei a história do meu nome pra vocês. O nome de vocês tem história? Conta aí nos comentários.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 28

Eu resolvi lembrar como eu era sem hormônios e parar de tomar pílula. Como maternidade não está nos meus planos a curto prazo, decidi colocar o DIU de cobre para garantir que não haverá nenhum mini me tropeçando por aí nos próximos anos. Imaginei que seria um procedimento simples: eu iria ao ginecologista, manifestaria meu desejo de colocar o DIU, faria alguns exames e pronto. Livre de hormônios.

Eu não poderia estar mais enganada.

O ginecologista do plano me encaminhou para uma palestra de planejamento familiar. Só tinha horário hoje, dois meses depois da consulta. Eu sinceramente não entendo a necessidade de ir até o Tatuapé numa palestra de planejamento familiar e ouvir a tiazinha dizer tudo que o ginecologista ou a internet poderiam ter me explicado. E sobre um método reversível. Mas eu fui, né? E descobri que se eu não preciso, tá cheio de gente que precisa. E muito. Tipo o moço de 27 anos que está esperando o terceiro filho com uma moça de 23. Ou o tiozinho que realmente acha que fazer vasectomia é como castrar um gato. Pra vocês, gatinhos, que usam o argumento de "só engravida que quer" contra a legalização do aborto, sugiro uma visitinha a uma sessão de planejamento familiar, beijos.

O próximo passo agora é passar pelo único ginecologista do plano que coloca DIU. Consulta só dia 1 de Junho e tenho que levar um documento de consentimento com firma reconhecida.  Lá ele ainda vai me encaminhar para exames e só então marcar a colocação. Com sorte eu viro 2016 sem tomar pílula.

Mas né? Contracepção é fácil e acessível. Só engravida quem quer.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 27

Um arrependimento: não ter ido à reunião de condomínio que aprovou a reforma dos halls de entrada dos prédios. Eu deveria ter ido só para marcar bem a cara de cada um dos infelizes que achou que seria uma ótima ideia quebrar todo o chão do hall, levantar uma poeira dos infernos e deixar a sensação de que uma tempestade de areia passou pelo meu apartamento. Eu tenho certeza que nenhum desses filhos duma que ronca e fuça moram no térreo. Porque eu moro. E namorado chegou antes de mim em casa e teve que passar pano na sala inteira porque simplesmente ninguém nos avisou que a quebradeira começaria ontem. Deu nem pra botar um paninho na porta.

Aliás, não quero ser injusta. Eles avisaram sim. Com um comunicado nos elevadores que eu nunca pego pois, como eu disse, MORO NO TÉRREO.

A vida em condomínio é uma delícia, gente. Todo mundo deveria experimentar.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 26

Namorado voltou do Nepal e trouxe com ele:

uma pashmina rosa/bege degradê lindíssima da qual esqueci de tirar foto;
incensos, muitos incensos;
imãs de geladeira;
uma camiseta bem bonita;
um livro de fotos daquelas que fazem a gente sentir muita inveja dele por ter visto tudo aquilo ao vivo;
uma caixa de baklavas que é só o melhor doce do mundo (macarrons franceses choram diante das baklavas de Abu Dahbi);

 SIM!

temperos, muitos temperos tão incríveis que eu vou demorar uma vida para descobrir como usar todos eles;


E esse gatinho nepalês de lambuja

Por último, namorado voltou do Nepal e trouxe também uma promessinha de passar um bom tempo sem comer curry e lentilha. 

sábado, 23 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 25

Para variar uma professora abandonou as turmas no meio do semestre eu tive que assumi-las, o que significa que, ao contrário da maioria da população, sábado é o dia que eu mais trabalho.

Hoje eu já toquei Bach e Journey para os meus fofinhos do Avançado 1, já dei aula de apoio, já tive reunião de orientação com professor e já dedurei aluno que não faz lição para a mãe. Entre tudo isso almocei um sanduíche de atum do Carrefour.

Não tá nem um pouco tranquilo, nem um pouco favorável. Mas pelo menos namorado volta hoje.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 24

Eu vou falar da Amanda Palmer de novo, gente. desculpa. Por causa do Felipe estou lendo "A arte de pedir". Estou só no começo e meo deos que livro incrível. Que pessoa incrível. E ontem estava na piscina do prédio aproveitando o feriado quando cheguei nesta página e tive que registrar.



"A Polícia da Fraude é um grupo imaginário e apavorante de adultos "de verdade" que você acredita - num nível subconsciente - que um dia vai bater na sua porta no meio da noite dizendo:

Nós andamos te observando, e temos evidências de que você NÃO TEM A MENOR IDEIA DO QUE ESTÁ FAZENDO. Você está sendo acusado de crime de improvisação, você é culpado de ir levando a vida sem planejar, na verdade você não merece o seu trabalho, nós vamos tirar tudo que você tem e VAMOS CONTAR PRA TODO MUNDO." 

Amanda, gata, me abraça. Vem ser minha best, vamos tomar uma cerveja no Valadares. A gente tem muito em comum. SÉRIO.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 23

Prince morreu e cês calculem a festa que ele o Bowie estão fazendo agora. Não tem delineador suficiente no além. Só peço às autoridades divinas que poupem a Madonna, gente. Nosso coraçãozinho não aguenta perder 3 ícones pop num ano só.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 22

Vou falar do "bela, recatada e do lar"? Vou falar sim, desculpa. Tem um post por dia pra eu fazer por aqui, uma hora eu ia ter que mexer num vespeiro qualquer.

Meus alunos de sábado (os fofinhos que não sabiam o que era flog) tiveram que organizar um debate sobre os prós e contras da internet. E nos contras um deles lembrou: na internet a gente pode passar anos, a vida toda, tendo acesso só ao que a gente quer ver e não ao que a gente precisa ver. E isso explica uma meia dúzia que apareceu no meu facebook hoje indignado com a zoeira em cima do "bela, recata e do lar".

"Mimimi dur... dur... que que tem a Marcela Temer ser bela, recatada e do lar... dur... dur... feminista não é a favor de escolhas... dur.. dur..." (dá uma babadinha)

Taí um exemplo maravilhoso de pessoa que passa a vida inteira vendo só o que ela quer e não o que precisa.

Amigo, Marcela Temer pode ser belíssima, recatadíssima e super ultra mega blaster do lar. Pode usar saia no joelho, cabelo preso, ir à missa. A gente não tem problema nenhum com isso, desde que sejam escolhas dela e aí a gente nem tem como saber se são.

O problema, querido comentarista de portal, é que a gente AINDA vive em uma sociedade em que só as belas, recatadas e do lar são respeitadas. A gente ainda tem que ouvir por aí que "se deu no primeiro encontro é vagabunda", "se usa saia curta não presta" e etc e etc.

Pode ser recatada? Pode.
Pode dar pra todo mundo? Pode também
Pode dar pra um só? Opa, lógico que pode.

Pode cozinhar, bordar, costurar, lavar, passar. Pode não fazer nada disso. Pode ter 10 filhos, pode ser mãe de gato, de cachorro, de ninguém.

Vou repetir agora em caps lock pra ver se os comentaristas de portal entendem:

TÁ LIBERADO SER BELA, RECATADA E DO LAR, SEUS LINDO, SÓ NÃO TÁ LIBERADO DESVALORIZAR A MULHER QUE NÃO É.

Beijos de luz


Bela, recatada e do lar

terça-feira, 19 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 21

Mais de uma pessoa, ao me ouvir contando que meu namorado está no Nepal subindo até o campo base do Everest, me perguntou: "E você deixou?"

Mas gente?

Maaaaas... gente?

Eu queria muito saber que tipo de relacionamento as pessoas andam mantendo por aí para me fazer uma pergunta dessas. Porque desculpa a honestidade: tá errado, galera. Muito errado.

Nunca, em momento algum esse tipo de coisa surgiria entre a gente como uma questão de deixar. Porque se ele tem dinheiro, tempo e disposição, quem sou eu pra "deixar ou não" que ele realize um sonho?

"Você é a namorada dele, ué. Há oito anos. Vocês moram juntos." 

E isso não me dá poder de decisão sobre coisas que dizem respeito exclusivamente a ele. Porque se nosso relacionamento é tão frágil a ponto de sucumbir a 21 dias longe e com a comunicação meio prejudicada, então ele nem deveria ter sobrevivido até aqui. 

Eu não tenho que deixar ele fazer nada.

Ele não tem que me deixar fazer nada.

A gente faz as coisas pensando um no outro porque se ama e se respeita, não porque acha que tem algum poder de decisão. 

Tem coisas que temos que planejar juntos, obviamente. Mudar de casa, nossas próximas férias, se vamos adotar mais um gato ou não. Mas se subir o campo base do Everest não é meu sonho, eu não tenho voto se ele vai ou não. Ele vai se quiser e se puder. E ele foi.

E sábado ele volta graças a deos, que eu já tô cheia de saudade. 


Olhaí a cara de felicidade do cidadão

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 20

Sobre ontem: eu fui ao cinema assistir Rua Cloverfield, 10 (aliás pqp pqp que filmaço, corre lá gente, cinemão de entretenimento tenso de primeira qualidade). Atrás de mim, duas senhoras trocavam e comentavam memes pró-impeachment pelo whatsapp. As senhoras conversaram o filme inteiro. Juro. Galera desistiu de soltar "shhhiu!" senão a gente não ia ver o filme também. Na saída comi um pedação de cheesecake e tive uma enxaqueca de sugar high que definitivamente não compensou. Nem tava tão bom assim pra valer tanta dor de cabeça. Enfim. Quase zerei a segunda temporada de Unbreakable Kimmy Schmidt e dez da noite estava capotada. 

Acordei as 11 e pouco com os fogos e os gritos do povo do condomínio. Tipo final de Copa do mundo mesmo. Olha galera, eu entendo que vocês queriam o impeachment e tals, mas quem testemunhou o show de horror que foi aquela votação sabe que a gente não tem absolutamente nada pra comemorar.  

Em 1992 eu tinha treze anos e nada na cabeça, como quase todo mundo que tem treze anos. Eu pintei a cara e fui pra Paulista gritar coisas tipo "AI AI AI AI AI AI AI AI AI AI EMPURRA O COLLOR QUE ELE CAI!" Eu dou graças a deos de não ter internet em 1992 porque gzuiz me livre do tanto de bosta que era capaz de eu ter postado por lá. Hoje em dia a idade me deixou mais sábia e eu decidi que não vou falar sobre o assunto. Porque do jeito que as coisam andam, eu estarei errada de qualquer maneira. 


sábado, 16 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 19

Este diálogo é real e aconteceu na minha turma de Avançado 1 ontem de manhã. Os alunos são adolescentes entre 14 e 17 anos. O tema da lição era tecnologia e o exercício era comparar tecnologias do passado com as do presente e na categoria "comunicação" tínhamos uma lista na qual constavam coisas como facebook, whatsapp, FLOG e TELEGRAMA.

(Em inglês)

Eu: "Vocês sabem o que é um flog?"

Eles: (cri... cri... cri...)

Eu: "Então, flog era tipo... o avô do instagram. Mas não tinha timeline, tinha que ir lá no perfil da pessoa pra ver as fotos dela. E só podia postar uma foto por dia"

Eles: "Mas dava pra deixar comentário?"

Eu: "Dava, mas tinha limite, acho que era 10. A gente copiava todos os comentários, colava em um só e apagavao resto pra abrir espaço."

Eles: (olhares de incredulidade)

Menino que parece o Justin Bieber: "Telegram é tipo whatsapp, né?"

Eu: "Não. É tipo uma carta, mas mais curta."

Menino: "Mas é on line?"

Eu: "Não, era no papel"

Eles: (Que diabo esse mulher está falando?)

Eu: "Alguém batia na sua casa e te entregava um papel com uma mensagem curtinha, isso era telegrama."

Eles: (Isso não faz o menor sentido.)

Imaginem se eu contasse pra ele que houve um tempo em que a gente só podia acessar internet depois da meia noite e demorava dois dias pra baixar uma foto? Eles iam jurar que eu estava louca.

Um post por dia - Dia 18

Recebi essa semana aqui na firma um currículo que me deixou no mínimo intrigada. Um rapaz de nome estrangeiro, típico do Oriente médio, procurando colocação como professor de inglês. Entre as experiências anteriores dele constavam professor em uma escola da rede em Cajamar, treinador físico no clube das forças armadas de Abu Dhabi, curso de design gráfico e treinamento em armas e táticas especiais nas forças armadas do Marrocos. Os interesses variam entre ser modelo de passarela, conhecer países exóticos e astronomia.

Ou seja: se o ISIS está mesmo planejando atacar o Brasil, talvez eles tenham escolhido começar por Cajamar. Por que? Jamais saberemos. Ou não.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 17

Conheço um monte de gente que ama "As vantagens de ser invisível" e eu só digo uma coisa: eu nunca consegui empatizar com o personagem principal. Desculpa, talvez eu não tenha coração. O único momento em que concordei com ele foi quando ele fala sobre "people have it worse" e como é difícil empatizar com o sofrimento alheio em detrimento do seu próprio. Porque a sua dor é sua, pra você lidar, e só isso já faz dela pior que a dos outros. Não importa quão pequena ela seja. 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 16

O vídeo é antigo, mas acho que todo mundo deveria ver e chorar com a beleza dessa música.


In my mind  Na minha cabeça
In a future five years from now daqui a cinco anos
I'm one hundred and twenty pounds Eu pesarei 55 quilos
And I never get hung over E nunca ficarei de ressaca
Because I will be the picture of discipline Porque eu serei um exemplo de disciplina
Never minding what state I'm in Nunca me importarei com o estado em que eu estiver
And I will be someone I admire E eu serei alguém que eu admiro
And it's funny how I imagined E é engraçado como eu imaginei
That I would be that person now Que eu já seria essa pessoa agora
But it does not seem to have happened Mas pelo jeito não aconteceu
Maybe I've just forgotten how to see Talvez eu tenha apenas esquecido como ver
That I am not exactly the person that I thought I'd be Que eu não sou exatamente a pessoa que eu achei que eu seria

And in my mind E a minha cabeça
In the faraway here and now Num futuro distante
I've become in control somehow Que eu me tornarei alguém que está no controle
And I never lose my wallet E eu nunca perderei minha carteira
Because I will be the picture of of discipline Porque eu serei um exemplo de disciplina
Never fucking up anything Nunca vou estragar nada
And I'll be a good defensive driver Serei boa em direção defensiva
And it's funny how I imagined E é engraçado como eu imaginei
That I would be that person now Que eu seria essa pessoa agora
But it does not seem to have happened Mas pelo jeito não aconteceu
Maybe I've just forgotten how to see Talvez eu tenha apenas esquecido como ver
That I'll never be the person that I thought I'd be Que eu nunca serei a pessoa que eu achei que eu seria

And in my mind E na minha cabeça                                                                                                           When I'm old I am beautiful Quando eu envelhecer serei linda
Planting tulips and vegetables Plantando tulipas e vegetais
Which I will mindfully watch over Dos quais eu cuidarei atentamente
Not like me now Não como eu agora
I'm so busy with everything Estou tão ocupada com tudo
That I don't look at anything Que eu não vejo nada
But I'm sure I'll look when I am older Mas tenho certeza que verei quando for mais velha
And it's funny how I imagined E é engraçado como eu imaginei
That I could be that person now Que eu poderia ser essa pessoa agora
But that's not what I want Mas não é o que eu quero
But that's what I wanted Mas é o que eu queria
And I'd be giving up somehow E de algum jeito eu desistiria
How strange to see Como é estranho ver
That I don't wanna be the person that I want to be Que eu não quero ser a pessoa que eu quero ser

And in my mind E na minha cabeça
I imagine so many things Eu imaginei tantas coisas
Things that aren't really happening Coisas que na verdade não estão acontecendo
And when they put me in the ground E quando elas me colocarem no chão
I'll start pounding the lid Começarei a bater o pé
Saying I haven't finished yet Dizendo que não terminei ainda
I still have a tattoo to get AInda tenho que fazer uma tatuagem
That says I'm living in the moment Que diga que eu estou curtindo o momento
And it's funny how I imagined E é engraçado como eu imaginei
That I could win this, win this fight Que eu poderia ganhar essa, ganhar essa briga
But maybe it isn't all that funny Talvez não seja assim tão engraçado
That I've been fighting all my life Que eu tenha lutado a minha vida toda
But maybe I have to think it's funny Mas talvez eu deva achar engraçado
If I wanna live before I die Se eu quiser viver antes de morrer
And maybe it's funniest of all E talvez o mais engraçado de tudo
To think I'll die before I actually see Seja imaginar que eu vou morrer antes de realmente ver
That I am exactly the person that I want to be Que eu sou exatamente a pessoa que eu quero ser

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 15

Eu acho que finalmente está chegando o dia em que eu vou desistir de um negócio que eu amo muito que é reality show de culinária. Principalmente do Masterchef brasileiro. Terceira temporada começou, estamos o que, no quarto episódio, e já deu preguiça.

Deu preguiça daqueles moços que tem aquele puta emprego corporativo, de firma mesmo, das 9 as 6, batendo cartão, férias, décimo terceiro, FGTS, salário de 5 dígitos querendo ser chef de cozinha porque acha glamouroso sendo que né? Todo chef bão e fodão que eu conheço começou descascando batata, limpando chão, trabalhando de madrugada, sábado, domingo, feriado.

Deu preguiça do boy que sabe preparar meia dúzia de prato italiano gostosinho pra pegar mulher achando que consegue fazer sous-vide só porque viu no programa do Gordon Ramsay ou leu nuns livros aí.

Deu preguiça da bonitinha que tá nessa vida de assistir reality de culinária há 200 anos e não sabe que pra ter o mínimo de chance tem que saber: a) fazer um bolo e uma sobremesa que prestem; b) limpar peixe; c) desossar frango; d) acertar o ponto de uma carne; e) cortar cebola, pelamordedeos.

Deu preguiça do povo que treme nas bases diante de um tucupi porque acha que comida é só italiana e francesa.

Deu preguiça de tudo gente. Três temporadas e esse pessoal claramente ainda não entendeu como se brinca disso. Traz a conta, garçom, porque não tenho mais saco não.




terça-feira, 12 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 14

Vamos falar sobre Parks and Recreation

Por favor senhores, vocês tem um minutinho para ouvir a palavra de Leslie Knope?

Daí a Net, essa operadora de TV abençoadíssima que nunca deu trabalho para ninguém liberou no NOW todos os episódios de Parks and Rec. TODOS. Da primeira à última temporada. TODOS. E eu, que já tinha assistido tudo estou assistindo de novo porque a gente sempre tem tempo de ouvir Leslie Knope. E eu vim aqui hoje fazer um apelo para que todos vocês que por qualquer motivo ainda não tenham assistido a Parks and Rec corrijam urgentemente essa falha de caráter.

Por que, Paula?

Porque você vai querer ser amigo da Leslie Knope. Porque ela é aquela criatura otimista, trabalhadora incansável, feminista, engraçada, fofa, capaz de fazer qualquer coisa pelos amigos e pela cidade que ela tanto ama, Pawnee, Indiana. As coisas acontecem na vida da Leslie e a gente pensa: olha só, podia ter acontecido comigo. E como eu já disse aqui neste mesmo cafofo, a positividade e determinação com a qual ela encara tudo na vida me fazem ter como lema "O que Leslie Knope faria?"



Porque você vai amar todos os outros personagens da série. Cada um deles representa um defeito de todos nós. A apatia da April, a inconveniência do Tom, a imaturidade do Andy, a total falta de preocupação com o ser humano do Ron. Todos nós temos um pouquinho do pior de cada funcionário do departamento de parques e lazer de Pawnee e ainda assim todos são absurdamente adoráveis. Não tem como não gostar de alguém ali.


Quem nunca acordou meio Ron Swanson?

Assistam a Parks and Rec coleguinhas. Parks and Rec nos mostra que as pessoas são horríveis, mas também são maravilhosas. E a gente precisa se lembrar disso de vez em quando. 


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 13

Coisas que pelas quais todo adulto que foi criança asmática já passou

Meu nome é Paula e eu fui uma criança asmática. Bom, eu sou uma adulta asmática porque asma é crônica e a gente nunca se cura 100%, mas hoje eu diria que ela está 90% controlada. Hoje em dia eu não sei como se trata crianças asmáticas, mas se você foi uma criança asmática nos anos 80 há grandes chances de ter passado por estas situações:

- Você aprendeu a nadar cedo, pois “natação é a melhor coisa do mundo para quem tem problemas respiratórios”.



- Você passou horas sentado num banheiro fechado com o chuveiro aberto simulando uma sauna na tentativa de amenizar uma crise quando não tinha inalador em casa.



- Você passou várias madrugadas no pronto socorro tomando inalação.



- Você sabe que aquele soninho que bate pós-inalação da madrugada é tipo melhor sono do mundo.



- Você ainda lembra o gosto do xarope de aerolin.

- A pior época do ano era o inverno, quando sua mãe tirava do armário aqueles casacos e cobertores cheirando guardado.



- A umidade, e não o tempo seco era sua pior inimiga.

- Todo mundo fumava perto de você porque eram os 80, apenas todo mundo fumava.



- No seu quarto não tinha cortina, tapete e nenhum bicho de pelúcia porque fumo passivo tudo bem, mas os ácaros podiam te matar.

- Você teve que se submeter a vários tipos de simpatias esquisitas. Eu fiz uma que tinha que, durante três sextas-feiras santas, ir ao sítio de um sujeito lá e tomar o leite que ele tirava da vaca na hora e benzia.



- Pelo menos uma vez por mês alguém sugeria a seus pais que tentassem homeopatia.

- Seus pais tentaram homeopatia.

- Você tentou algumas vezes escapar da educação física com a desculpa asma, mas nunca funcionou.



- Você ainda se lembra de quando teve idade para usar sua primeira bombinha de aerolin. E de como durante muitos anos ela foi sua melhor amiga.


Um post por dia - Dia 12

Que no caso foi ontem. Desculpa gente, estava ocupada vivendo ~risos~. Posso fazer dois posts hoje para compensar ou vou estar roubando?

Enfim, ontem levei a matriarca para ver a Paulista fechada. Ela riu do mágico enrolão, tirou foto com os grafiteiros, me deu vestido de presente e assistiu à "A garota Dinamarquesa."

E gente, que filme lindo. Lindo visualmente, e que história incrível. Eu amo filmes biográficos porque eles sempre lembram a gente de como as pessoas podem ser verdadeiramente maravilhosas. E como muito mais do que sobre a transição do Einer em Lili, é sobre o amor entre ela e a esposa, a Gerda. E como o filme é sobre a Gerda. A Alicia Vicklander concorreu como atriz coadjuvante para ter chances de ganhar (e ganhou), mas o filme é dela. Bonito demais.


Nóis na Paulista. A gente nem é linda assim não, somos só muuuito fotogênicas.

sábado, 9 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 11

Passei o dia em um treinamento chatíssimo para aplicar exames orais de Cambridge. Consiste basicamente em estudar escalas de notas, assistir vídeos das provas orais, dar notas, conferir se não divergiram mais de um ponto da nota real em cada item. Over and over.  Dia corrido, calorento e cansativo que terminou com uma tradição da Lapa como recompensa: cerveja e batatinha na serragem do Valadares.



Apesar do nome e da cara é uma delícia, garanto.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 10

Irmã do meu chefe estava me contando que, na reunião de pais da escola do filho dela, a professora teve que pedir para as mães que não mandassem energético na lancheira das crianças. O filho dela tem cinco anos.

Eu já dei aula para o ensino fundamental e listo aqui o que eu já vi saindo das lancheiras dos pequenos na hora do recreio (fora os clássicos Cheetos e bolacha recheada):

- nuggets (taí uma criança invejada pelos coleguinhas)
- um ovo de páscoa de 200 gramas inteiro, embrulhado
- cheeseburger do McDonald's
- Esfiha do Habib's
- Resto de aniversário (brigadeiro, beijinho, coxinha tudo junto e misturado no mesmo tapoé)
- Um saco de bala de goma (apenas)

Daí galera fica puta quando a Bela Gil manda batata doce e água para a filha dela. Nós professoras amamos a Bela Gil. Crianças que lancham batata doce e água não se penduram no ventilador nem tentam defenestrar os coleguinhas. Crianças que lancham energético e bala de goma sim.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 9

Então vocês já sabem que meu namorado está neste momento no Nepal, subindo em direção ao campo base do Everest. Outro dia a secretária aqui da escola me mandou whatsapp uma hora da manhã:

"Paula, acabei de assistir aquele filme, Everest, é pra lá que o Diego vai?"
"É sim, Dê."
"Misericórdia, pede pra ele se cuidar heim?"
"Relaxa, ele vai até o campo base, lá onde não morreu ninguém."

Basicamente todas as conversas que eu tenho com as pessoas sobre meu namorado estar subindo o Everest terminam com "ele só vai até aquele pedaço onde não morreu ninguém."

Mas boas mesmo tem sido as minhas conversas com ele:

"Namorada, hoje estamos em Nanche Bazar, 3440 metros."

Manda foto deslumbrante mega-foda tipo essa:



"Nossa, que lindo. Hoje eu vim sentada no ônibus e fiz ultrassom transvaginal. Meu útero está lindo."


Choque de realidade, né amores? Não dá pra viver como um Sense8 o tempo inteiro.




quarta-feira, 6 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 8

Como parte do projeto try something new voltei para a academia e, pela primeira vez em uma vida inteira, não odiei cada minuto da minha permanência ali. Chamei isso de maturidade. Escrevi isso no Facebook e uma amiga comentou que "a vida adulta está cheia de coisas piores que academia e a gente vive numa boa." E ela tem toda razão. E eu, num exercício meio tosco de motivação, fiz uma lista de coisas da vida adulta mais chatas que academia:

- Trabalhar
- Acordar cedo
- Comer direitinho
- Endoscopia
- Tratamento de canal
- Ir a balada sertaneja com os amigos só pra não ficar em casa no sábado a noite
- Socializar com ~certas pessoas~
- Esperar o técnico da NET
- Machismo
- Racismo
- Elitismo
- Homofobia
- Gourmetização de qualquer merda
- Opiniões não solicitadas sobre a sua vida
- Burrice
- Falta de educação
- Pegar ônibus lotado em dia quente
- Ser encoxada em ônibus lotado em dia quente
- Racionamento de água
- Show do Coldplay


terça-feira, 5 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 7

Secretária da escola, que tem 19 anos é minha BFF porque essa é exatamente a minha idade mental, me mostrou há um tempo atrás, rindo, uma mensagem de voz do peguete no whatsapp. Recebida por volta das 2 da manhã de um sábado, com muito barulho ao fundo, dizia algo do tipo:

"Eu queria te falar um monte de coisa e eu fiquei com saudade de você então deve ser porque eu gosto de você e sim eu devo ter tomado umas a mais mas eu quero muito ficar com você." 

Sim.

Antes do advento do whatsapp aqueles telefonemas bêbados da madrugada aconteciam e caíam no esquecimento, já que deixar uma mensagem na caixa postal exigiria do bêbado uma determinação que geralmente pessoas alcoolizadas não tem. Pois agora estas delícias recheadas de constrangimento e cobertas com vergonha alheia ficam armazenados para a posteridade, para as futuras DRs, para a humilhação pública na rodinha dazmiga e se você for fofa e talentosa pode fazer uma música sobre isso:



(Assistam gente, por favor, garanto que vai valer cada segundo)


You texted at 3 in the morning  Você me manda mensagem as 3 da manhã
And you misspell my name E escreve meu nome errado
You slept with half my friends on Facebook Você transou com metade das minhas amigas no Facebook
And most of them think you are lame E a maioria delas te acha um otário

You say that with me, it's different Você diz que comigo é diferente
And you're not that big of a dick E que você nem é tão escroto assim
And if you disappear, it's just you're busy E se você sumir é porque você está ocupado
Not 'cause you're with some other chick E não porque está com outra mina

I know this might be uncouth Eu sei que isso pode ser indelicado
But I decided to tell you the truth Mas eu decidi te contar a verdade

My self esteem's not low enough to date you Minha autoestima não é baixa o suficiente para eu sair com você
It's close, but not quite there É quase, mas ainda não
Give me time to get a little more desperate Dê um tempo pra eu ficar um pouco mais desesperada
And you and I could make an awesome pair E nós dois seremos um casal incrível
A totally awesome pair Um casal muito incrível

I seem like your perfect target Eu pareço o alvo perfeito
Like I've been lonely for too long Como se eu estivesse sozinha a muito tempo
You think I haven't had sex in forever Você acha que eu não transo há séculos
And I'll admit that you're not wrong Vou admitir que você não está errado

But I would rather have no one Mas eu prefiro ficar sozinha
Than this crap let me reaffirm Do que aguentar essa merda, eu reafirmo
I wouldn't touch your dick if I'd been poisoned Eu não tocaria seu pau nem se eu estivesse envenenada
And the antidote was in your sperm  E o antídoto estivesse no seu esperma

I know this might be uncouth Eu sei que isso pode ser indelicado
But I'm just telling the truth Mas eu decidi te contar a verdade

My self esteem's not low enough to date you Minha autoestima não é baixa o suficiente para eu sair com você
It's close, but not quite there É quase, mas ainda não
Give me time to get a little more wasted Dê um tempo pra eu ficar um pouco mais bêbada
And you and I could make an awesome pair E nós dois seremos um casal incrível
A totally awesome pair Um casal muito incrível

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 6

Secretária chegou aqui na escola dizendo que viu na Ana Maria Braga um cara explicando como funciona a "pulseira da reclamação". Segundo ele a pessoa começa com uma pulseira no braço direito e tem que ficar 21 dias sem reclamar de nada. Se ela não aguentar e reclamar, tem que trocar a pulseira de braço e começar tudo de novo. Combinamos que vamos fazer pulseiras da reclamação pra todo mundo aqui na escola e estou apenas amando a ideia por motivos de:

1) Eu reclamo pra caralho.

2) Eu imagino a Leslie Knope distribuindo pulseiras da reclamação para o pessoal no departamento de parques e lazer de Pawnee e meu método na vida para resolver problemas é "O que Leslie Knope faria?"



domingo, 3 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 5

Estou postando do celular pois sem computador em casa. Passei para cumprir a promessa e fazer um picles do fim de semana.

- Namorado vai ficar 21 dias no Nepal e acho que vai ser o maior tempo que já ficamos separados e com comunicação prejudicada (ele vai fazer o campo base do Everest)
- Baixei dois filmes: Spotlight veio dublado em espanhol e Deadpool não deu, desculpa.
- Estava pretendendo ficar em um relacionamento sério com o Netflix mas acabou rolando uma girls' night no samba de última hora e almoço num restaurante espanhol.
- Aliás ainda bem que saí pois meu cabelo estava bonito demais para ficar em casa.
- Fiz minha primeira torta 100% vegana. Massa de grão de bico aprovada. Creme de castanha de caju necessita aprimoramento.
- Agora a noite decidi voltar a assistir TWD e já chorei no final do episódio 12 da temporada 4. Cês também amam o Daryl?

sábado, 2 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 4

Na minha lista de "programas que eu acho que só eu assisto" existe um que passa no GNT chamado chato pra comer. Um família qualquer inscreve determinado membro enjoado e ele tem que comer um prato preparado por um chef com tudo que ele mais odeia. Se criança fresca pra comer já me irrita, cês calculem adulto. Confesso que eu assisto só pra passar raiva.

Ao longo das temporadas do programa eu identifiquei 4 tipos básicos de chato pra comer:

O chato clássico: não come praticamente nada que tenha sido plantado salvo arroz e batata (ain tira esse negócio verde daí!).

O chato criadão: só come peixe sem espinha, bife cortado e fica caçando as gordurinhas da linguiça.

O chato obsessivo-compulsivo: só come se o prato tiver três cores específicas e só essas três cores, nenhuma a mais.

O chato patológico: um tiozinho que há 20 anos só come macarrão na manteiga (como assim ninguém mandou esse homem pra terapia ainda?).

Lá em casa, quando eu era criança, recusar comida era tipo negar cristo e invocar o demônio na mesa. Impossível, inaceitável, motivo de drama eterno. Quantas vezes vi minha mãe colocando no forno o prato que eu me recusava a comer e anunciando que eu não comeria nada enquanto não terminasse aquilo? E a ameaça nunca cumprida de levar ao hospital para ver "as crianças que ficaram doentes porque não queriam comer"? Lá em casa era na base do terrorismo educacional mesmo. Deu certo, porque hoje em dia tem coisa que eu gosto e não gosto, obviamente, mas de "isso eu não como nem a pau" só vísceras e gema mole.

Enfim, o post de hoje foi só pra reclamar de gente fresca pra comer mesmo. Se você é fresco, desculpa, te acho chato sim. E não respeito não, larga de frescura e come esse brócolis aí que mal não vai fazer, beijos.


sexta-feira, 1 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 3

Eu sei que vocês sofrem muito por conviver com pessoas dramáticas , mas acreditem: pessoas dramáticas (me, myself and I) sofrem muito também embora vocês achem que elas estão só exagerando. Vou exemplificar com uma historinha do fim de semana que me deixou morrendo de vergonha.

(Digressão rapidinha: eu sou míope muito míope mesmo e de uns tempos pra cá minha miopia além de não ter estabilizado resolveu aumentar muito em um olho só. Daí no meio do ano passado tomei um sustinho pois descobri que tenho látice, que é basicamente um pré descolamento da retina, que vai ficando mais fina a medida que o globo ocular deforma por conta da miopia. Trata-se com aplicações de laser e muito provavelmente não vou ficar cega por isso, mas enfim, deu aquele cagacinho básico.)

Daí eu troquei o estojo das lentes recentemente. E se você usa lentes de contato sabe que eles são brancos com as letras D e E na tampas e uma das tampas colorida para diferenciar mais facilmente. E todos os estojos que eu tive até hoje tinham a tampa da lente esquerda de cor diferente.


Pois o meu estojo novo não. A tampa colorida é a direita. E até aí tudo bem porque na maioria das vezes quando eu guardo as lentes de contato eu costumo estar sóbria. Infelizmente não foi o caso sexta-feira passada. E no sábado de manhã eu acordei lindíssima e coloquei as lentes trocadas. E lembrem-se que elas tem uma diferença considerável de grau entre uma e outra.

Percebi na hora? Olha, até percebi, mas como eu no geral enxergo mal (porque também tenho astigmatismo e por mais mega-foda que seja a lente ela não corrije tudo 100% ) achei que era só um dia ruim. Até pegar estrada para ver minha mãe e perceber que eu estava vendo dobrado. Dois carros brancos na pista, duas placas de limite de velocidade.

Eu sou aloca dos problemas de visão e já pesquisei praticamente sobre tudo. E visão dobrada na melhor das hipóteses é bebedeira, na pior é tumor mesmo. Decidi que não ia contar nada em casa pois venho de uma família de pessoas dramáticas e desesperadas. Infelizmente a decisão durou algumas cervejas e não demorou nada para eu estar aos prantos jurando que ia ficar cega. Fiquei desesperada, deixei todo mundo desesperado e no final das contas tô enxergando normal desde então. Só pode ter sido a lente trocada. Vou marcar oftalmo just in case, mas acho que ainda não é dessa vez que vou ter que descolar um labrador.