quarta-feira, 27 de abril de 2016

Um post por dia - Dia 28

Eu resolvi lembrar como eu era sem hormônios e parar de tomar pílula. Como maternidade não está nos meus planos a curto prazo, decidi colocar o DIU de cobre para garantir que não haverá nenhum mini me tropeçando por aí nos próximos anos. Imaginei que seria um procedimento simples: eu iria ao ginecologista, manifestaria meu desejo de colocar o DIU, faria alguns exames e pronto. Livre de hormônios.

Eu não poderia estar mais enganada.

O ginecologista do plano me encaminhou para uma palestra de planejamento familiar. Só tinha horário hoje, dois meses depois da consulta. Eu sinceramente não entendo a necessidade de ir até o Tatuapé numa palestra de planejamento familiar e ouvir a tiazinha dizer tudo que o ginecologista ou a internet poderiam ter me explicado. E sobre um método reversível. Mas eu fui, né? E descobri que se eu não preciso, tá cheio de gente que precisa. E muito. Tipo o moço de 27 anos que está esperando o terceiro filho com uma moça de 23. Ou o tiozinho que realmente acha que fazer vasectomia é como castrar um gato. Pra vocês, gatinhos, que usam o argumento de "só engravida que quer" contra a legalização do aborto, sugiro uma visitinha a uma sessão de planejamento familiar, beijos.

O próximo passo agora é passar pelo único ginecologista do plano que coloca DIU. Consulta só dia 1 de Junho e tenho que levar um documento de consentimento com firma reconhecida.  Lá ele ainda vai me encaminhar para exames e só então marcar a colocação. Com sorte eu viro 2016 sem tomar pílula.

Mas né? Contracepção é fácil e acessível. Só engravida quem quer.

Um comentário:

  1. Uau, Paula! O meu DIU foi absolutamente aburocrático (inburocrático?), apenas precisando protocolar a solicitacao do ginecologista junto ao plano de saude (assim como tenho que fazer com exames complexos e etc). Assim que foi aprovado, agendei a nova consulta com o mesmo médico e, cinco minutos e alguma cólica depois, minha infertilidade provisória foi garantida!

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