sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O assunto é: reforma do ensino médio

Sobre a qual não vou opinar pois: não li os detalhes, tudo que eu sei veio de posts revoltadinhos nas redes sociais. Mas aí tô lá de boas na rede que tem os parentes e dou de cara com cidadão dizendo que se tivessem abolido educação física nos anos 90 ele teria sido um adolescente mais feliz. Detalhe: a pessoa em questão é professor de inglês, ou seja, passou a vida profissional inteira ouvindo "inglês reprova, tchítcher?"e agora tá achando bonito desvalorizar o trabalho dos coleguinhas.

Eu sou do team que detestava educação física. Entretanto, me arrependo bastante da má vontade com a qual eu encarava aquelas aulas, já que ter me tornado uma pessoa mais atlética só teria trazido benefícios pro meu eu adulto. Ninguém é obrigado a gostar ou ser bom em esportes - eu era horrível, usava óculos desde os 8 anos de idade e vocês sabem que esportes com bola e óculos não combinam muito. Também tinha uma coordenação péssima, que talvez pudesse ter se desenvolvido um pouco melhor se eu tivesse curtido as aulas de educação física ao invés de ficar de mimimi odeio esporte odeio suar mimimi. Repito: ninguém é obrigado a gostar ou ser bom, mas desvalorizar a matéria com base na sua experiência pessoal de criança ruim de bola é apenas infantil. Fora a pau no cuzisse que geralmente anda por trás desse discurso de "eu detestava educação física, preferia ficar lendo".

Daí começa o muro das lamentações das pessoas-que-eram-as-últimas-escolhidas na queimada: "ain, eu sofria bullying porque não sabia jogar vôlei" "ain, mas quem era ruim em matemática era o bonzão, o malandrão"

Coleguinhas, talvez esta informação choque vocês mas vocês não estudaram num high school de filme americano.

No meu colégio (público, por sinal) não tinha esse endeusamento da burrice não. Pelo contrário, repetente era estigmatizado, era aquele cara maior no fundão com quem a gente não queria andar. E eu até era zoada por ser ruim no vôlei, mas estava longe de ser uma outcast da turma só porque não gostava da educação física. E tinha mais um monte de gente ruim e a vida seguia porque não dá pra ser bom em tudo é?

Resumindo, coleguinhas teachers: olhem um pouco pro próprio rabo e reparem que tem gente que também acha que nosso trabalho não serve pra nada. Um beijo no coração.


Mariah me representa

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Sobre o dia mundial sem carro

Eu não tenho carro. Na verdade eu nem sei dirigir, tirei carteira de motorista há uns 20 anos e fora a fiorino que transportava galinhas do pai de uma amiga em 1997 nunca mais me atrevi a pegar um carro.

Pra mim faz todo sentido do mundo não ter carro - eu moro no centro expandido, num bairro nobre, a 10 minutos de uma estação de metrô e mesmo antes disso morava a duas quadras de uma avenida onde passavam ônibus que demoravam 20 minutos para chegar ao centro. Minha casa antiga ficava a um quilômetro do meu trabalho, a nova fica a três. Eu trabalho em horários alternativos (começo cedão ou na hora do almoço) e estou sempre no contra-fluxo. Perto do meu trabalho e da minha casa há médicos, dentistas, supermercados, academias, parques, etc. Eu tenho dinheiro pra pegar táxi ou uber de madrugada. Meu namorado e minha mãe tem carro (minha mãe tem uma pickup, inclusive) então se eu preciso fazer uma viagem mais longa ou carregar muitas coisas posso contar com eles. Eu sou muito privilegiada por não precisar de um carro.

Outro dia vi um vídeo de uma atriz global lado B que não lembro o nome dizendo que usa transporte público pra tudo. Onde a bonita mora? Na avenida Paulista. É fácil pregar o uso de ônibus e metrô morando na Paulista.

Mas Paula, e o cara que mora no Grajaú?  Pois é, se a pessoa mora no Grajaú e trabalha em Moema por exemplo, pegar transporte público pra trabalhar é uma merda. É esperar três ônibus passarem direto porque estavam lotados demais e se espremer no quarto para não chegar atrasada. Não dá pra pedalar do Itaim Paulista até a Vila Madalena a não ser que você seja atleta e tenha uma bicicleta mega-blaster-foda. E um chuveiro na firma quando chegar. Para grande parte da população de São Paulo se foder para pagar um carro em 458 prestações é o único jeito de ter um pouquinho mais de dignidade no dia a dia.

Resumindo: essas iniciativas de "viva em São Paulo sem carro" ou "vá de bike para o trabalho" são muito bonitas, muito bem intencionadas. E absurdamente elitistas. Servem pra gente que mora em bem, trabalha perto de casa, faz horários alternativos. Pra galera que atravessa a cidade e trabalha das 8 às 6 não serve. Não tem glamour nenhum.

Daí galerinha privilegiada tipo eu acorda no Dia Mundial Sem Carro (que é basicamente todo dia para a maioria da população de São Paulo) e acha que está fazendo um puta favor para a cidade pegando ônibus naquele dia. Amiguinhos, eu conheço vocês. Cês não aguentariam um 847P em horário de pico não. Chorariam em posição fetal diante da multidão na catraca da estação Corinthians-Itaquera segunda-feira as 7 da manhã, mas porque andaram 5 estações de metrô um dia já vão sair por aí advocando que noooossa, sim, claro que dá pra viver em São Paulo sem carro, nosso prefeitão é maravilhoso, fez ciclovia e busão com ar-condicionado e conexão USB.

Pra vocês até dá. E ainda assim vocês não vivem. Então fiquem quietinhos aí que em política de transporte público cês não tem que se meter. Ou tem que pelo menos ter um pouco de empatia e reconhecer que o caminho pra que transporte público seja verdadeiramente viável e digno por aqui ainda é longo.

Feliz dia mundial sem carro procês também.


Apenas mais um dia comum no metrô paulistano


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Minha vida com o DIU

Eu contei aqui um tempo atrás que estava no processo para colocar o DIU de cobre e como as coisas estavam se desenrolando. Pois no dia 13 de Julho eu consegui finalmente colocar o negócio e vim aqui pra dizer como estão as coisas até agora.

O que tinham me dito sobre colocar o DIU:

Que dói. Muito. Absurdamente. Que fulana quase desmaiou, que siclana não conseguiu colocar sem sedação. Dica: não veja vídeos de simulações da colocação. Mais uma vez: NÃO VEJA VÍDEOS DE SIMULAÇÕES DA COLOCAÇÃO

Que as cólicas e o fluxo menstrual aumentam depois da colocação. Inclusive essa foi umas das primeiras perguntas que o ginecologista me fez, como eram minhas cólicas e meu fluxo antes da pílula.

Que cabelo e pele sem hormônios ficam uma bosta.

O que aconteceu comigo: 

Doeu. Muito. Eu que sou valente pra dor e aguento bem (quase nunca, nunquinha tomo analgésico) dei um gritinho abafado dentro do consultório e passei o resto do dia a base de buscopan e bolsa de água quente. Eu estava de férias, mas definitivamente não ia rolar ir trabalhar depois. Fora isso eu passei os tês dias seguintes com a sensação de que meu útero estava dançando ragatanga, o que foi bem incômodo para uma pessoa que nunca tinha cólicas.

Quando o ciclo menstrual normalizou as cólicas não vieram. Nunca tive e continuo não tendo. O fluxo diminuiu até, em volume e tempo. Passou de cinco dias para quatro. Eu só tinha esquecido que ovular também é incômodo pra caramba.

Cabelo tá lindo, pele sempre foi boa e continua. Por enquanto estou só tendo que lidar com a neura do DIU ter saído do lugar toda hora, embora pela dor que eu senti na colocação imagino que se ele realmente se deslocar eu vou saber.

Pra mim a grande diferença veio mesmo foi nas minhas alterações de humor. Eu tinha alterações de humor bizarras e totalmente desproporcionais que não tinham necessariamente relação com a TPM. Com muita frequência eu virava um poço de choro e desespero pelos motivos mais imbecis. A TPM também era brava, eu ficava mal-humoradíssima, chorona e desesperada por açúcar e nesses dois meses eu não senti nada.

Por enquanto tá bom, tá tranquilo. Acho que valeu a pena a dor e a ragatanga no útero. Vamos acompanhar.



Útero feliz passando pra dizer olá

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Como ser perfeitamente infeliz

Trabalho está meio parado hoje então arrumei um tempinho para traduzir esse texto/cartum do Oatmeal que achei absurdamente lindo e relevante. Faria um bem danado pra todo mundo lê-lo, então passei pro português para que mais gente aproveite.

Como ser perfeitamente infeliz

Eu não sou uma pessoa feliz. Quando eu digo isso aos outros, eles entendem que eu sou infeliz.

Eles assumem que meu status é binário: ou eu sou de uma alegria triunfante ou de uma tristeza absoluta.

Eles não reconhecem um espectro, apenas dois estados: feliz ou infeliz.

Mas eu nunca me senti “feliz”. Eu já senti alegria. Eu já senti êxtase.

Mas estes sentimentos são efêmeros.

Ser feliz implica em permanência.

Implica que você completou todos os pré-requisitos.

E agora você pode sentar no topo da sua imensa pilha de “feliz”, para sempre.

Implica que você ganhou.

Que você derrotou o chefão.

Que você conseguiu.

Você é um triunfo.

Você é incrível.

Você é completo.

Quando eu desabono essa ideia de felicidade, o contra-argumento é sempre o mesmo:
“Ah, você sabe, é tudo uma grande jornada”

Mas também não é isso.

A conversa sobre a “jornada” vem sempre acompanhada da ideia de que a jornada é alegre, rica em sorrisos e diversão e risadas.

Além disso, jornadas requerem pontos finais, senão você não é o Frodo, você é só um sem-teto vagando por aí com joias roubadas.

O problema com “feliz” é bem parecido com o problema com Plutão.

Muitos anos atrás Plutão perdeu seu status de planeta e isso causou um grande alvoroço.

Mas Plutão nunca foi o problema.

Nossa definição de “planeta” é que era o problema. “Planeta” vem de uma palavra grega que significa “vagante” e era usado para descrever corpos que se movem no céu em um fundo fixo de estrelas.

Era um jeito vago de descrever uma coisa complexa.

Um planeta se move em uma órbita fixa ao redor do sol?

Ele vai abrindo um caminho dentro desta órbita?

Ele tem luas?

Ele tem que ser de um tamanho específico?

Estas foram as perguntas que foram levantadas quando esclareceram a definição de “planeta”.  Foram perguntas inteligentes que rebaixaram Plutão.

Plutão não é mais um planeta porque nossa definição de planeta não era muito boa.

Eu não sou feliz porque nossa definição de “feliz” não é muito boa.

É uma palavra monocromática usada para descrever um espectro rico e doloroso dos sentimentos humanos.

Nosso senso de felicidade é tão frágil, ele pode ser destruído apenas pelo questionamento da sua existência.

Talvez eu seja diferente.

Talvez eu tenha nascido ansioso e irritado e seja desse jeito que eu encontro paz no universo.

Talvez eu seja realmente muito triste e todo mundo esteja sentindo algo que eu não estou.

Ou talvez eles estejam mentindo pra caralho.

Isso é irrelevante.

Porque eu não sou feliz e não finjo ser.

Ao invés disso, eu sou ocupado.

Eu sou interessado.

Eu sou fascinado.


Eu faço coisas que são significativas para mim, mesmo que elas não me façam “feliz”.

Eu corro.

Eu corro 30 quilômetros de uma vez.

Eu corro montanha acima até meus dedos caírem.

Eu corro até os meus pés sangrarem, minha pele queimar, meus ossos gritarem.

Eu leio.

Eu leio livros longos e complicados sobre coisas inteligentes.

E eu leio livros curtos e bobos sobre coisas muito idiotas.

Eu leio até que as histórias deles sejam mais interessantes que as pessoas ao meu redor.

Eu trabalho.

Eu trabalho 12 horas por dia.

Eu trabalho até não conseguir pensar direito e esquecer de comer e a luz lá fora diminuir até um brilhozinho cansado.

Eu trabalho até meu cheiro começar a ficar esquisito.

Quando eu faço essas coisas eu não estou sorrindo nem irradiando alegria.

Eu não estou feliz.

Na verdade, quando eu faço essas coisas, na maioria das vezes eu estou sofrendo.

Mas eu faço porque elas significam algo para mim.

E eu acho que elas são instigantes.

Eu faço estas coisas porque eu quero ser atormentado e desafiado e interessado.

Eu quero construir coisas e quebra-las depois.

Eu quero ser ocupado, e belo e repleto com dez mil partes móveis.

Eu quero que machuque para que eu possa curar.

Eu não sou infeliz.

Eu sou só ocupado.

E interessado.

E está tudo bem.








Projeto casas - Spirare Lapa

Outro dia, observando prédios por aí, percebi o seguinte: edifícios classe média antigos, desses dos anos 80, tem nomes de mulher. O meu por exemplo se chama edifício Regina. Edifícios antigos de rico, 100 metros quadrados pra cima, varandão, etc, tem nomes franceses (Maison blébléblé, Versailles etc). Já os novos classe média, esse com um monte de prédios de 20 andares, 2 churrasqueiras e uma piscina curtem mesmo é essa embromazzione de colocar -are no fim das palavras e achar que é italiano. Esse é exatamente o caso do condomínio onde morei por 4 anos, o Spirare Lapa. Spirare, entretanto, não é uma palavra inventada e significa "expirar" em italiano, ou seja, faz tanto sentido para batizar um prédio quanto Hexa II. Enfim, estou desviando do assunto.

No Spirare eu fui morar com mozão e aprendi a brincar de casinha na vida real. Montamos nosso cantinho, ajeitamos nossa rotina, adotamos uma gata e fomos descobrindo as dores e delícias da vida de casal. Mozão organizadíssimo, o geminiano mais virginiano do mundo. Eu bagunceira, sagitariana espírito livre que sim, consegue dormir com a consciência tranquila sabendo que há UM copo sujo na pia. Nos entendemos, não sem um bom golinho da deliciosa paciência de vez em quando, mas estamos aí, depois de 4 anos de escovas de dentes juntinhas. 

No Spirare eu também fui apresentada à classe-média-emergente também conhecida como "conheço meus direitos". Galera que até ontem morava na casa dos pais em Pirituba (nada contra gente, Pirituba é show) e começou a se achar ~rico~ porque comprou um apê na Lapa de baixo que de rica não tem nem o nome. O grupo dos moradores no facebook era um show de horror - toda postagem começava com "É UM ABSURDO!"  mas síndico mesmo ninguém quer ser, né? 

Nosso apartamento ficava no térreo, o que eu particularmente achava ótimo por motivos de: detesto elevador. Só era chato mesmo no Domingo, quando dava pra ouvir as comemorações no salão de festas quase como que se fossem na minha sala. Nada contra comemorações, mas você sabem: está por vir ainda o dia em que seu vizinho fará uma festa tocando músicas que você curte. Fora convidado escorado na minha varanda pra bater papo, eu achava uma delícia. 

O Spirare era legal. Tinha uma piscina (na qual eu fui 3 vezes em 4 anos) e quero-queros no gramado, mas ficava numa rua perigosa e muito longe do trabalho do mozão, e por isso saímos de lá para meu décimo primeiro endereço, de onde escrevo hoje. 

Foi uma jornada longa e difícil, porém divertida. Espero sinceramente demorar muito para ter um décimo segundo endereço, porque na lista de coisas detestáveis de se fazer na vida mudança está certamente no top 10.  


Parzinho de vaso com a main na varanda do apê



Mozão e a gata tirando um cochilo num Domingo qualquer

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Notícias de Elza

Eu relutei em escrever esse texto porque admitir o fracasso nunca é legal, mas as vezes é necessário.

Não deu certo. Elza e Peppa não se acertaram, não teve Feliway, nem floral, nem técnicas mil que dessem jeito. Peppa vivia escondida com medo de ser atacada, não comia, não bebia água. Vomitava. Elza não entendia porque havia partes do apartamento nas quais ela não podia entrar. Miava, reclamava. As duas estavam tristes, estressadas.

Levei Elza para minha mãe. Minha mãe mora numa casa grande, com um quintal imenso cheio de folhinhas e pedrinhas e lugares para Elza pular e se esconder. Cuidamos de cortar as rotas de fuga e agora ela está lá. Está feliz e adaptada, só falta cavar um lugarzinho na cama da vovó (por enquanto serve o cobertor de onça devidamente colocado na cadeira da cozinha). Peppa também voltou à rotina. Demorou um pouco para perceber que a casa estava segura de novo e que ela não seria atacada pela frajola intrusa.

Eu fiz o que pude pela frajolinha - dei amor, dei comida, dei cuidado e agora providenciei um lar amoroso pra ela. Morro de saudade, mas fico tranquila sabendo que ela está bem cuidada, gordinha e feliz.

Refestelada no quintal da vovó

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Prometo que não falo mais de Masterchef (só mais uma vezinha)

Voltei para o que eu espero que seja meu último post sobre masterchef porque bodeei geral com essa última edição e não pretendo acompanhar a próxima. Mas eu fiquei genuinamente putaça com essa história do crowndfunding para a hamburgueira do Leonardo e vim fazer textão aqui porque é pra isso que a gente faz blog: para emitir opiniões não solicitadas.

a) O crowdfunding deu ruim, galera chiou, os caras desistiram e fizeram textão magoadinho explicando que não estavam pedindo dinheiro e sim "propondo uma nova experiência em empreendedorismo". Pra mim isso é só um nome bonito para "deem dinheiro para pessoas ricas ficarem ainda mais ricas em troca de um avental autografado por um vencedor de reality show ~risos~"

b) Os bonitos obviamente não leram "A arte de pedir" da Amanda Palmer, que é a rainha do crowdfunding. Ela basicamente ensina que primeiro você cria um relacionamento com as pessoas, depois você pede dinheiro pra elas. A tal Bel Pesce (gente, nunca tinha ouvido falar?), sócia dele, pelo jeito já tinha feito isso antes e contava com uma fanbase disposta a financiá-la. O Leonardo e outro carinha lá não. Lição (espero que) aprendida: ser bonito e ganhar reality show não quer dizer que você tenha um relacionamento com as pessoas.

c) O que eles fizeram é desonesto? Não é. Não sou sommelier de ajuda e cada um gasta seu dinheiro no que quiser. É picareta e totalmente descolado da realidade? É sim senhor.

d) O cidadão venceu o Masterchef, cozinhou com chefs estrelados em cozinhas profissionais e quer empreender numa hamburgueria? Tenha santa paciência, moço.

e) Por fim, a arrogância do rapaz de meter a cara num esquema desses começa a dar razão pro povo do mezanino gritando "Bruna! Bruna!" na final do programa.



Sorriso de quem jamais apelaria pra um esquema tão cara de pau.