quarta-feira, 22 de abril de 2009

Não tentem fazer isso em casa

Domingo, Queridão e eu sozinhos em casa, resolvemos colocar a prova uma das aquisições mais recentes do namorado. Não, criançada, não se trata de sacanagem. Inventamos de fazer almoço e para isso procuramos uma receita em um livro do Jamie Oliver que Queridão tinha encomendado há pouco tempo. Sim, Queridão anda encantado com a gastronomia embora não disponha de tempo e nem de equipamento para colocar o hobby em prática. Enfim, aproveitamos o domingo e a cozinha da casa dos meus sogros para tentar cozinhar. Em meio a receitas cheias de ingredientes misteriosos ou impraticáveis do tipo funcho, ruibardo e carne de veado (Jamie Oliver sempre facilitando nossa vida), encontramos algo que parecia apetitoso: um canelone de brócolis, couve flor e aliche (sim, Queridão e eu pertencemos à quase extinta categoria de pessoas que gostam de aliche). Receita na mão, fomos ao supermercado providenciar os ingredientes.
Eu não sei cozinhar. Sou capaz, obviamente, de ler e seguir instruções e reconheço 90% dos utensílios de cozinha, mas isso não quer dizer que eu consigo preparar uma refeição. Claro que isso já significa que eu deveria ter sido mais humilde e tentado alguma coisa do livro de receitas da Ana Maria Braga, mas quem quer humildade quando se tem falta de noção?
De volta do supermercado, vegetais no fogo, percebemos que não havia alho. Queridão se prontificou a voltar, mas eu, espertíssima, encontrei um tempero pronto e achei que serviria, afinal, era só pra refogar o recheio. Pobre de nós.
O tal tempero pronto continha sal. Misturado ao aliche do recheio, tornou-se uma bomba capaz de elevar a pressão de uma criança de cinco anos. Simplesmente intragável. Junte-se isso ao trabalho enorme que deu fazer o recheio, rechear os canelones, descobrir que raio era crème fraîch e vocês podem imaginar a decepção minha e de Queridão diante do fato de que o canelones de presunto e queijo feitos só pra não perder os últimos rolinhos estavam mil vezes melhores.
Aprendemos a lição - se Jamie Oliver disser que é assim, acredite. Jamie Oliver sabe o que faz. Nós não.

2 comentários:

  1. E o pior é que ele é hiperativo e faz as receitas como se todas fossem miojo, fazendo parecer facílimo. Ele e a Nigella, outra lôca.

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  2. Da próxima vez tentem os clássicos: livros de receitas da Palmirinha e da saudosa Ofélia. Ao inferno com os ingredientes intergaláticos!

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