sexta-feira, 3 de abril de 2009

Vamos estar te atrapalhando - parte 2

Já contei por aqui como a eficientíssima Faculdade de Educação da USP realizou a façanha de perder um documento indispensável para minha colação de grau.
Pois bem. Depois de muitos e-mails, telefonemas e até cartas (?) de próprio punho, consegui conversar pessoalmente com a professora coordenadora do departamento. E a solução que me foi apresentada não podia ser mais bisonha: ela quer que eu entregue um novo trabalho. De uma matéria que eu cursei há CINCO anos.
Argumentei que o fato de estar aprovada na matéria consistia prova suficiente de que eu tinha apresentado o trabalho na época, mas a burocracia... Ah, nossa amada burocracia. Como o tal trabalho não foi encontrado, por questões jurídicas eu teria que fazer outro. Como se eu tivesse alguma lembrança do que consistiu o maldito curso.
Busquei a bibliografia básica na internet. Pensam que existe? Claro que não. Toca eu semana que vem ir até a USP outra vez mendigar as leituras básicas para um professor qualquer, gastar dinheiro em cópias infinitas, ler como meu nariz e escrever QUALQUER COISA sobre Psicologia da Educação. E o pior foi o prazo - assim, com aquele sorrisinho de quem está me quebrando o maior galho do mundo, a professora me diz: "O prazo é o seu prazo." Isso dito a uma procrastinadora crônica.
Me respondam: como é que uma pessoa que só faz as coisas na última hora vai fazer algo que, bem, não tem última hora? Me ferrei.

Um comentário:

  1. Desde quando um professor de Marketing no curso de Administração fez o favor de lostar meu trabalho, eu NUNCA MAIS entreguei algo de uma única via. Naquele curso então passei a protocolar tudo, por mais constrangedor que pudesse parecer.

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