terça-feira, 19 de maio de 2009

Educação mandou lembranças

Eu não sou uma moça inocente, vejam bem. Já estou nesse mundinho há trinta anos e portanto já aprendi que as pessoas não são civilizadas e não enxergam nada além do próprio umbigo. Mas não é que a falta de noção alheia ainda consegue me surpreender?
A escola onde eu trabalho aplica um teste de Inglês voltado para business chamado ELSA. O teste é feito on-line, com hora marcada, em um dos computadores de lá. Acontece que na escola não há laboratório de informática, e os computadores para a aplicação do teste ficam no saguão onde os alunos regulares aguardam antes de entrar em aula. Sabemos que esta não é a configuração ideal, mas a estrutura do prédio não permite que se faça de outro modo. De qualquer forma, até ontem não tínhamos tido problemas com isso.
Por volta das seis da tarde uma moça fazia o tal teste em um computador do canto. Enquanto isso, numa mesa próxima, um bando de alunas cacarejava em tom desnecessariamente alto. Como eu sou a responsável pela aplicação dos testes, fui até lá e pedi, educadamente, que elas falassem mais baixo. Uma delas me olhou feio mas acatou o pedido.
Durou cinco minutos. Logo a feira se reestabeleceu e desta vez o coordenador interviu. Pra quê? A que tinha me olhado feio começou a berrar que aquilo era um absurdo, que não se tinha liberdade, que aquilo não era uma escola (?) e sim um CUR-SO, que ela estava pagando e que tinha o direito de fazer o que quisesse. Sério, quer me enlouquecer é usar o argumento do "Tô pagando". Me dá logo vontade de chutar a cara do cidadão. Felizmente a gralha não estava gritando comigo, senão nem sei. Quando o coordenador saiu ela continuou falando (e eu tenho pavor de gente que finge que está falando sozinho mas é pra todo mundo ouvir)- que queria uma reunião com o supervisor (A.K.A. dono da escola), que ia mudar de curso, que ia fazer e acontecer. Subiu para a aula pisando duro qual criança contrariada.
Eu e o coordenador trabalhamos lá e temos que tentar contornar a situação educadamente. Mas se eu fosse a moça que estava fazendo a prova teria mandado aquela vaca tomar naquele lugar. CER-TE-ZA.

5 comentários:

  1. Se eu fosse a menina fazendo o teste teria mandado as peruas calarem a boca. Mas como sou barraqueira mesmo... :D

    Etou adorando o teu blog.

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  2. Visite a biblioteca lá da minha faculdade. Só terá certeza de não estar em um bar pela falta (por enquanto) de garrafas de cerveja na mesa. Outro dia entrei lá pra ler meu livro e descobri que na praça de alimentação era melhor.

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  3. Quando fui fazer o meu ELSA sofri com a mesma importunação, somada à incompetência da coordenadora da escola, que aplicou meu teste.

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  4. Todo mundo que argumenta com "Eu tô pagando" deveria ir para um campo de concentração. E pagar por ele!!

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  5. Essa frase dá engulhos...

    E putamerda, educação passou longe, né?! No lugar da moça eu teria vergonha de ter começado a falar alto (acontece comigo quando me empolgo), pediria desculpas e procuraria outro lugar pra bater papo. Simples.

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