quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ei, Pânico, vá tomar no c...

Não é que eu não goste do "Pânico". Eu não suporto. Tenho asco, pavor, aversão. Quando eles começaram, nem sei há quanto tempo, eu ainda assistia com uma certa curiosidade de "tem uns caras engraçadinhos fazendo um negócio diferente na TV". Mas a coisa toda perdeu a graça tão rápido que eu, de verdade, não consigo entender com tem gente que ainda não percebeu.
Primeiro eu tenho um certo nojinho do elenco. Fora o Emílio, que me parece ser um cara asseado (apesar do gosto discutível pelas camisetas de tiozão), todos os outros pra mim têm cara de que tem cecê. Vai dizer que você, caro leitor, não vê o Bola e logo imagina as pizzas enormes debaixo do braço dele (eca)? Além disso há o indefectível ar de superioridade daquele pessoal, que ainda acredita que está revolucionando a televisão brasileira e a breguice descarada que eles imprimem naquelas camisetas vagabundas e na mulherada pelada (que não passam de uma versão bombada das moças que rebolavam maquiadas de tigre no João Inácio show da TV diário que eu pegava pela parabólica em mil novecentos e bolinha). Mas isso não é nada.
O que me mata mesmo no Pânico é o quanto eles tornam minha vida de professora um inferno. Porque hoje em dia é praticamente impossível fazer uma pergunta em sala de aula sem que um idiota qualquer resmungue ao fundo "Ronaldo" fazendo os outros 30 idiotas gargalharem histericamente. E não importa quantas vezes o idiota faça isso - os outros idiotas sempre acharão graça. Também não há meio de a quarta série permanecer 5 minutos no lugar sem que um mini babaca se levante e começe a fazer "peitinho" nos colegas, gerando uma reação em cadeia de "peitinhos" que só acaba ao sinal do intervalo. Sem falar nos que correm pela sala chutando mochilas e gritando a lá Amy Winehouse do Pânico.
Não é que eu não tenha senso de humor. Eu dou aula pra crianças e eu sei que é assim mesmo, que elas assimilam e repetem porcaria com um desenvoltura assustadora e blá blá blá. Mas pelamordedeus, uma piada que já não era assim tão boa repetida diariamente à exaustão vira uma arma de deflagração de mau humor em massa. Alguém precisa fazer esses caras pararem antes que alguma professora maluca resolva tomar uma atitude... Não que eu pretenda fazer isso, mas... professores do Brasil, fica a sugestão.

PRONTODESABAFEI.

2 comentários:

  1. Tão ruim ou pior é o programa licenciado CQC. O Marcelo Taz (ou Tas, sei lá) se acha a mais fina e única flor da intelectualidade interplanetária. Agora acompanhado de dois humoristas querem mostrar para o mundo, quiçá o universo, que abaixo deles só há a ignorância e a vã sabedoria dos reles mortais. Programinha pra assistir uma vez só. Putas caras pés-no-saco.

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  2. Menina, finalmente alguém conseguiu traduzir em palavras o que eu penso desse pessoal. Falou tudo o que eu queria sem tirar e nem por, principalmente o quanto me irrita esse povo se achar muito revolucionário e diferente.

    E até hoje tô pra entender a graça nesse "Ronaldo".

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