segunda-feira, 20 de julho de 2009

Chato "e eu"?

(post antigo reeditado a pedidos da coleguinha Bruna)

Depois de reler o post abaixo lembrei de um tipo de chato muito peculiar que vira e mexe atravessa nosso caminho. O chato “e eu?”. Eu poderia explicar o que é um chato “e eu?”, mas vou exemplificar com uma historinha do chato mais “e eu?” do universo: o Galvão Bueno. Todo mundo lembra o caos que o transporte aéreo virou nesse país logo depois do acidente com o avião da TAM em Congonhas, ano passado. Pois bem. Sendo questionado sobre o assunto, sr. Bueno comentou, indignado: “E eu, que pego três aviões por semana?”Sim, caros leitores. Centenas de pessoas tinham acabado de morrer num dos acidentes mais estúpidos na história da aviação desse país, e o Galvão Bueno estava era preocupado com o próprio umbigo. Isso é típico do chato “e eu?”. O problema dele sempre é maior que o dos outros. As histórias que ele tem para contar são sempre muito mais divertidas. Ele é incapaz de ouvir qualquer comentário sem replicar com as duas palavrinhas que o qualificam perfeitamente.

Uma amiga minha namorou um chato “e eu?”. Foi graças a ele que nos demos conta do quanto esse tipinho está disseminado por aí. Se eu chegasse toda feliz de uma viagem bacana e começasse a contar para ele como foi divertido, e tal, na primeira oportunidade o cidadão retrucaria: “E eu, que quando fui para Budapeste jantei no mesmo restaurante que o Bono Vox?”. O chato “e eu?” precisa sair por cima até quando a história é triste. Por exemplo, se você conta para ele que a sua tia está hospitalizada, teve um derrame, está mal e etc., ele fatalmente dirá algo do tipo: “e eu, que quase perdi um pulmão por causa de...”. O chato “e eu?” desconhece limites.

Preste atenção, caro leitor. Cer-te-za que você conhece um chato “e eu?”. Isso se não for um.

2 comentários:

  1. Galvão Bueno é exemplo de qualquer tipo de chato que possamos catalogar, não apenas do "e eu".

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  2. Putz, e eu, que tenho um monte de amigos assim e sou obrigado a gostar deles porque não posso me dar ao luxo de perder amigos?

    Hahaha. Relaxa, Tia Paula.

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