quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Epidemia

Eu sei que ninguém mais aguenta ouvir falar em gripe, mas o caso é que agora a talzinha está começando a me afetar de verdade.
Não coleguinhas, não fui pega pelo vírus feio bobo e cara de pastel que anda aterrorizando a população. Entretanto, como todo mundo já está careca de saber, as aulas do colégio foram suspensas por duas semanas por causa disso. O que significa que neste semestre terei que comparecer ao colégio mais sábados do que o previsto e provavelmente verei o ano letivo se arrastar até o meio de dezembro, levando com ele meus planos de férias.
Acontece que, por mais que eu me irrite com isso, há uma ponta de razão. Não adianta pedir, implorar, ameaçar de morte - se houver aula os pais mandarão seus filhinhos ranhentos e febris para a escola porque eles simplesmente não têm o que fazer com os pequenos. Aliás, imagino o desespero que estão sendo estes dias suspensos em certos lares. Fora isso, é de se esperar que, entre digamos 200 crianças, umas 100 não lavem as mãos regularmente (fato) e desconheçam conceitos básicos do tipo "espirrar no lenço de papel". Não vão aprender a fazer essas coisas de uma hora pra outra, só porque o ministério da saúde pediu. Sorry, população, elas não sabem o que é ministério da saúde.
Por outro lado, adianta mesmo suspender aula? Porque se elas não se aglomeram na escola, se aglomeram em outros lugares. E o vírus está por acaso só tirando umas férias por aqui? Vai embora em setembro?
Se tem uma coisa com a qual qualquer professora de ensino fundamental sabe lidar muito bem é com criança doente. Se não fosse assim, viveríamos gripadas, com viroses misteriosas, piolho e etc... Por isso, pelo bem das minhas férias eu peço: secretaria, libera os colégios, pelamordedeos. Não quero passar dezembro corrigindo prova. nãoqueronãoqueronãoquero.

2 comentários:

  1. Muito bem dona professora. Sei que a senhora não leciona no colégio da minha caçula mas pergunto a quem puder responder: se a ditinha é do integral justamente porque não tenho com quem deixá-la no cotraturno da aula, que faço com a petiz durante essa famigerada e ancéfala suspensão de aulas? Mando-a para o shopping com meu cartão de crédito? Ou boto-a para vender chicletinho no semáforo?

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  2. É isso que estou dizendo, Tio. Embora eu veja uma pontinha de razão na medida, soy contra e acho que não vai adiantar nada. Só atrapalhar a vida de todo mundo.

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