terça-feira, 16 de março de 2010

Cilada

A pessoa atinge a notável marca de dois anos de namoro e decide comemorar com um fim de semana romântico na Serra da Cantareira. Demora quase um mês para conseguir um fim de semana livre com queridão (sem aniversários, casamentos, reuniões de banda, etc, etc), reserva um chalé em uma pousadinha rústica e vai, crente que vai ter um fim de semana de aconchego, conforto e silêncio.

Aconchego? Vejamos. Rústico seria um termo que poderia definir perfeitamente nossas instalações se isso significasse “empoeirado e cheirando a mofo”.

Conforto? Opa! Um colchão péssimo jogado sobre um estrado é exatamente a minha idéia do termo. Aliado a um sofazinho coberto com um pano suspeito, torna-se a imagem da perfeição.

Bom, pelo menos é silencioso, diriam vocês. Respirar um ar da montanha, ouvir somente os passarinhos e grilos. Isso, claro, se ao lado de nossa pousada não ficasse um bar com música ao vivo, que nos presenteou com um show de reggae até as quatro da manhã. Voltamos pra casa no domingo horas antes do check out com aquela sensação de que o Bruno Mazzeo nos acompanhara durante todo o final de semana.
Pousadinha na serra? Corre que é cilada, Bino!

Um comentário:

  1. "Não era amor, eraaaa cilada cilada cilada".Putz, agora essa grudou na minha cabeça.

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