terça-feira, 13 de julho de 2010

Alice meets o Senhor dos Anéis

Eu sei que este post está terrivelmente atrasado, mas só consegui assistir a Alice do Tim Burton hoje, numa cópia pirateada. Até pensei em assistir no cinema, 3D, crianças a rodo gritando na minha orelha, mas depois de ouvir algumas opiniões pouco abonadoras sobre o filme acabei desistindo e optando por esperar uma "cópia alternativa" mesmo.

Eu amo a Alice. Desde sempre. Desde que eu tinha cinco anos, nem sabia ler ainda e ganhei uma edição do círculo do livro com as ilustrações do desenho da Disney (que é na verdade uma mistura do 'País das Maravilhas' e do 'Através do Espelho') - aquela Alice de vestidinho azul e tiara preta, o gato cor de rosa, as rosas brancas pintadas de vermelho, as flores falantes. Mais tarde, a história completa e finalmente o original, em inglês. Também sempre fui fascinada pela figura e pela história do Lewis Carroll, por toda a criação dele. É claro que, quando soube que o Tim burton seria responsável pela versão cinematográfica do livro, fiquei ansiosa.

Porque eu também amo o Tim Burton. Desde Edward Mãos de Tesoura assisti cada filme que ele fez salivando, encantada com os universos que ele criava. E neste quesito ele não decepcionou - a Alice dele é visualmente belíssima, arrebatadora e fez com que eu me arrependesse de não ter assistido no cinema. Mas a história...

Eu já tinha sido avisada e não, não vi o filme esperando ver a minha Alice de infância retratada nele. Todo mundo sabe que o Tim Burton se apropriou dos personagens e criou outra história. Esse não é o problema. O problema é que o que ele criou é uma bosta. Um clichezão da heroína em busca de si mesma que nem de longe lembra a clima de sonho e de brincadeira do Lewis Carroll. Ele fez um filme sisudo, sem graça, um arremedo de Alice meets Senhor dos Anéis, um roteiro tão desleixado, tão sem surpresas que dá até nervoso.

A Fantástica Fábrica de Chocolate já tinha sido bem mais ou menos e agora isso. Tim Burton, faça-nos um favor: pare de mexer com a nossa infância.


Update: achei isso aqui no blog Puxa Cachorra! e estou rindo muito.

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