terça-feira, 31 de agosto de 2010

Da sublime arte de se meter onde não é chamado

E aí hoje de manhã fui lépida e faceira carregando mochila para o trabalho de manhã. A idéia era dar aula para o paisagista até as oito e meia e de lá partir para a academia ao lado para recomeçar meu programa de exercícios pela vigésima vez. Já tinha deixado os cheques do plano semestral e hoje faria a avaliação física - projeto verão 2011 lá vamos nós.

Anos de tentativas já deviam ter me ensinado que academias não são para mim. Meu negócio é bar, restaurante, sentar a bunda debaixo do guarda-sol e beber cerveja na beira da praia até esquecer meu nome. Meu negócio é ganhar calorias, não gastar. Mas a idade vai chegando, a bunda vai caindo e de repente frequentar academia tora-se uma questão não mais de vaidade, mas de não assustar criancinhas em Maresias. Enfim, munida de mochila, squeeze e uma determinação quase alienígena compareci à masmorra hoje para atestar que tenho condições de usar uma esteira sem ter um piripaque a qualquer momento. E, surpresa!!!! Descobri que não tenho.

Reprovei na avaliação física, coleguinhas. Fui humilhada por uma bicicleta ergométrica e meia dúzia de abdominais. Ok, posso culpar o clima de deserto que assola esta cidade, minha asma que tende a piorar nestas condições e blábláblá, mas o fato é que a academia quer que eu passe por um médico para que ele ateste que posso me exercitar. Em outras palavras, levei bomba.

É isso que dá. Vê lá se algum garçon no Valadares vai aparecer para dizer que eu não estou apta para consumir mais uma cerveja ou uma porção de batatinha na serragem. Quem mandou ir fuçar onde não sou chamada?

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