quinta-feira, 28 de abril de 2011

Queridão em alto mar

Uma vez alguém postou no Facebook um gráfico entitulado "O que seus pais pensam quando você não atende o celular" que era dividido mais ou menos assim: 97% - você morreu; 2% - você está morrendo e 1% - você está ocupado ou não ouviu o telefone.
Eu ri, mas né? Estou lá nos 99%. Sempre penso o pior, no matter what, principalmente quando se trata de queridão ou de mãmis. Da irmã não, que a irmã é péssima de celular, tou pra ver atender o bichinho ou retornar ligação no mesmo dia.
E é de família, viu? Uma vez saí de uma aula e vi dez ligações perdidas da minha mãe. DEZ. Fodeu, morreu alguém, pensei. Telefonei de volta tremendo para ouvir um: "Eu só queria saber se você vem para almoçar. Não sabia que você estava em aula, fiquei preocupada." Porque se eu estivesse debaixo da roda de um Lapa - Praça Ramos me ligar dez vezes ia fazer toda a diferença.
Nem discuti porque, olha, igualzinha. Só me contenho nas 200 ligações para não passar por desequilibrada, mas sofro. Agora mesmo, tô aqui, quase sem unhas porque queridão se tacou no mar num veleiro rumo ao Rio e notícia desde terça cadê?
Eu sei, eu sei. Queridão foi com uns gringos, donos do veleiro. Os tios são experientes. Estão em alto mar, minha gente, óbvio que não há comunicação possível fora rádio. Mas cadê que a louca aqui racionaliza? Fica pensando merda, imaginando coisas que nem vou escrever aqui porque já dá um apertinho no peito.
Sábado ele volta. E vai apanhar muito pra aprender a não me deixar desse jeito. O duro é se ele tomar gosto na brincadeira e resolver repetir. Acho que eu enfarto.

Um comentário:

  1. Eu tenho um caso que pra mim é referência, de quando eu peguei o celular depois de sair do metrô e tinham umas 6 ligações não atendidas da minha mãe. Ligo de volta, achando que o apocalipse resolveu começar pela zona da mata mineira e descubro que ela queria me contar que o Robson Caetano foi preso.

    Sim, o corredor.

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