sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fofa II

Eu dei uma resumida na história no facebook mas bateu essa necessidade de desenvolver, sabem?

Eu estou dando aula para dois grupos num órgão público que prefiro não identificar porque, né? vai que nêgo dá um google no lugar e vem para aqui?

Enfim, órgão público. Centro de São Paulo, prédio meio velho (ontem a tampa do ar condicionado quase caiu na minha cabeça, configura acidente de trabalho?). Mas eles são legais, guardam meu material, o aparelho de som não desaparece, sempre tem canetão funcionando e não me fazem mudar de sala toda aula.

Não que aquelas pessoas precisem aprender inglês. Não precisam mesmo. Mas a empresa está pagando, os caras vão. O primeiro grupo é bacana, pessoal interessado, espertinho, engraçado, pontual (eles fazem lição de casa, gente!). O segundo vai acabar com minha alegria viver logo, logo.

São duas mulheres e um cara que se revezam nas aulas - nunca vem os três. Quando eu pergunto alguma coisa para o cara ele não dá dois segundos para pensar e responde: "Não sei."
As mulheres querem que eu traduza tudo. TU-DO. E ficam bravas se eu digo um sinônimo ou tento explicar. Última aula uma perguntou o que era modern. Respondi que era como em português e ela ficou me olhando com aquele Q maiúsculo brilhante na cara. Juro. E no final da aula disse, meio rindo: "mas nunca que eu ia perceber que aquilo significava moderno!"

Eu já dei aula pra gente que não reconhecia nome próprio em inglês ("tchítcher, o que é Jack?") mas nêgo que não tem um mecanismo básico de sobrevivência em língua estrangeira tipo reconhecer cognato é a primeira vez.

Mas piora. Depois da história do modern ela perguntou como se pronunciava uma frase que eu tinha escrito na lousa. Eu disse. Ela não conseguiu repetir. Disse de novo, mais devagar. Ela não conseguiu de novo. Daí ficou irritada e soltou:

"Dá pra falar mais devagar? Se eu soubesse inglês não tinha entrado no grupo de básico."

O bom é que eu não dou um mês pra essa criatura desistir do curso.

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