Lá estou eu no Aeroporto-Perdizes em direção à minha segunda jornada de trabalho quando o coletivo foi parado por dois policiais. Os mesmos embarcaram no ônibus e começaram a fazer perguntas:
"Está tudo bem por aqui?"
"Ninguém deu falta de um celular nem nada?"
Fuçam daqui, fuçam dali, acabaram abordando um rapaz e achando cinco celulares na mochila dele. Desceram com o fulano e a viagem seguiu.
O moço atrás de mim resolveu fazer discurso para a pobre da tiazinha ao lado dele. Aquela coisa de "a polícia é truculenta e blábláblá... acho que o rapaz nem fez nada e blábláblá... porque o Brasil está crescendo às custas deles (o rapaz era peruano) e blábláblá..." da Consolação até Perdizes. Tiazinha interagindo com o clássico "é complicado..." e o sujeito não calava a boca. Perto do meu ponto me dirijo até a porta a tempo de ouvir:
"A SENHORA DEVERIA LER UM TEXTO DO FOUCAULT..."
Quase lamentei ter que descer ali. Não é todo dia que a gente topa com cidadão mandando pobres tiazinhas lerem Foucault no transporte público.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
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3 comentários:
Vigiar e Punir, lógico! Hahahaha!
Pior que nem era, hehe. Ele disse o nome, mas eu não lembro.
Vamos lançar um livro de histórias do transporte coletivo? Vamos? Vamos?
Vamos?
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