quinta-feira, 21 de junho de 2012

Tamô de volta

Meu pai era o que Luís Fernando Veríssimo chamaria de "São Paulino teórico". Tinha lá seu time do coração, mas sendo de uma personalidade pacata por natureza, xingar juiz, berrar "chuuuupa" na janela ou passar duas horas gritando "Ê Ô" em pé no meio de um monte de cuecas no estádio eram atitudes que definitivamente ninguém esperava dele. Ficou difícil, com isso, incutir nas filhas esse gene são paulino, se bem que na minha irmã quase funcionou. Ela teve camisa oficial e chorou com eliminação na Libertadores de  94 e tal. Foi ao Morumbi uma vez, no fatídico jogo contra o São Caetano que terminou com Serginho morto em campo. Depois acho que traumatizou.

Comigo não deu. Até brinquei de ser tricolor na época em que era fácil, começo da década de 90, mas me empolgar mesmo? Não rolou. Foram aí uns 18 anos sem me animar com futebol.

Mas aí veio queridão. E com ele o Corinthians. Eu não sou corinthiana, vejam bem. Tudo a favor dos corinthianos, mas acho que minha apatia com o futebol não combina com a paixão dessa turma pelo seu time. Não acho justo me incluir como parte deles. É bonito de ver o quanto eles participam, o quanto sofrem, o quanto torcem. É um amor de verdade, que não beira o fanatismo. É claro que toda  torcida, ainda mais uma do tamanho da do Parque São Jorge, tem seus maus elementos, seus zé-ruelas, aquele povo que não sabe brincar. Mas é injusto pintar toda uma nação corinthiana baseado naquela meia dúzia (centena? milhar?) de idiotas que não entendem que futebol de verdade é amor no coração, puro, desinteressado, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. E, sobretudo, o que eu mais gosto nos corinthianos é que eles se preocupam com seu time. Apenas. Tão nem aí se os outros ganham ou perdem. Não são como outros torcedores que hoje estão mais ~chatiados~ pelo Curíntia ter se classificado do que por seu próprio time ter perdido.

Não sou corinthiana. Mas sou fã dos corinthianos. E por eles eu digo: que venha o Boca. Ou o Universidad do Chile. Os futuros habitantes do Itaquerão baterão no peito de orgulho do seu time independente do resultado. Tenho certeza.


Muito amor pelos corinthianos, sérião.

3 comentários:

  1. eu sou do seu time: apática! digo que sou vascaína por inércia! A minha unica certeza futebolística é a antipatia pelo Flamengo. Blergh Flamengo!kkkk

    Mas adoro uma torcida apaixonada. Ja fui no maracanã nm jogo do vasco e precisei voltar 3 vezes seguidas . a torcida é um espetáculo lindo. O time tá uma merda e o povo lá gritando. Não sou capaz de tanto amor.

    ResponderExcluir
  2. owwwwwwn!!!

    Existe vida inteligente na internet!!

    Eu nunca vou entender como tem gente que torce CONTRA outro time... Escolha um pra torcer e seja feliz, neh? Logico que ha brincadeira e tudo mais, mas odiar outro time ja eh demais!

    Eu sou maluca pelo Corinthians e hoje estou muito feliz

    ResponderExcluir
  3. aqui é Curíntia, mano! Estou feliz demais, pela vaga na final da famigerada Libertadores e pelas palavras fofas de Tia Paula, Curíntia enrustida. Adoooro! Vai Timão!

    ResponderExcluir