quarta-feira, 5 de junho de 2013

Piri piri piri pi pi piri

Canta aí Gretchen, sua linda:



Não, pera. Não é desse piri piri que eu estou falando e sim da bela e pacata cidade do interior de Goiás chamada Pirenópolis, mais conhecida pelos locais como "Piri". 

Foi lá que tu pegou o Guilherme Fontes, Sandy, adianta negar não.

Então, Pirenópolis. Em Pirenópolis não tem Santander (beijo, Santander), não tem caixa 24 horas e tinha eu e minha irmã com 50 reais pra passar dois dias. A primeira reação foi "ah, beleza, a gente passa tudo no cartão". Depois da terceira tentativa frustrada de comprar cerveja começamos a nos sentir numa dimensão paralela na qual escambo ainda é uma forma de comércio e bateu aquele mini-pânico, que se dissipou no quarto restaurante, esse sim equipado com uma abençoada maquininha da Cielo.  

Aceita AmEx? 

Em Pirenópolis tem uma pousada na qual o dono apenas não tinha se ligado que era feriado prolongado e nos alugou um quarto por uma noite só a preço de banana. 


O dono é desligado, mas é limpinho, recomendo.

Em Pirenópolis tem ruas de pedra e empadão goiano recheado com frango, batata e uma linguiça apimentada de brinde ali no meio. Tem um inglês muito louco que faz o melhor molho de salada do universo (segundo a minha irmã - eu trouxe um vidro fechado pra casa e ainda não provei). Tem cachaça, licor de Baru (uma castanha local) e bate-bolas (só que sem as bolas) pedindo um real e fazendo uma vozinha fina por todos os lados.

Lindeza


Tiro foto de comida, me julguem.

Tem cachoeiras com prainha, tem Antártica que no Centro-Oeste é melhor que Brahma, tem as cavalhadas que eu fiquei chateadíssima de perder por uma semana. Os bate-bolas, aliás, são na verdade uma sobra das cavalhadas, já que as crianças usam as máscaras do cavaleiros. Tem igrejas centenárias, quase bicentenárias. Tem hippies, muitos, como era de se esperar. E tem o sotaque delícia do povo dali, uma coisa meio mineira, meio nordestina. 

Brasil profundo (L)


Sô adventure ~risos~ 


Gostei de ti, Piri. Volto logo, prometo. 

Beijo do boi.

3 comentários:

  1. ahhhh, eu quero! eu quero! eu quero pirinópolis pra mim!

    nunca imaginei que fosse legal.

    quanto a esse lance de cartão, me lembrei de tiradentes. lugar nenhum aceitava cartão. aliás, minha amiga quis pagar um almoço com visa vale e o garçom disse: " eu não sei pra que existe esse trem!" kkkk

    muito amor por cidadezinha do interior.

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  2. Ju, é legal demais. Também amo interiorzão, amo aquela sensação de que se o mundo acabar a notícia demora três dias pra chegar lá.

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