segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Sobre o que eu ando fazendo

Não que interesse a alguém mas né, o blog é diarinho mesmo então vim aqui dar satisfação.

Voltei a correr, devagar e sempre. A meta (porque já vi que o negócio funciona assim) é fazer duas corridas de 5K no primeiro semestre e uma de 10K no segundo. Nesse ritmo aos 80 anos correrei uma maratona.

Descobri que eu gosto de correr por dois motivos: 1) É solitário. Já tenho minha cota de interação social no trabalho e com os amigos e família, tô bem assim, obrigada. e 2) É democrático. Quando você participa de corridas (ou só assiste as mais longas) vê todo tipo de gente lá, velhos, gordinhos, feios, ricos, pobres. Todo mundo pode correr e eu acho isso lindo.

Estou lidando com o apartamento novo. Tenho tido bastante sorte com prestadores de serviço em geral, todos tem sido pontuais e honestos. Minha mãe me deu metade da metragem do piso de madeira que sobrou da reforma dela (minha mãe e eu teremos pisos iguais, ó que fofura) e acho que isso é um sinal irrefutável de que a vida adulta bateu em minha porta e eu abri - ganhei material de construção ao invés de roupas ou maquiagem.

Estou tentando acompanhar Big Brother e ler dois livros ao mesmo tempo, vejam só que coisa impressionante. Já fiz isso outras vezes e garanto que é possível. Big Brother é meu guilty pleasure, embora eu ache mais divertido acompanha-lo pelo twitter ou pelos blogs de zoeira.

Sim, estou lendo dois livros ao mesmo tempo. Sou péssima para resenhar livros ou filmes então vou falar brevemente de cada um deles. O primeiro é Contato, do Carl Sagan. Acho que nunca disse isso por aqui mas sou uma eterna aluna de humanas apaixonada por ciência. Devoro livros para leigos sobre o assunto e fico triste por ter demorado tanto para descobrir Carl Sagan, esse lindo. Segundo livro dele que eu leio e apenas apaixonada. Amo gente que escreve sobre coisas absurdamente complexas tipo radioastronomia como quem conta uma história de aventura.

O segundo livro se chama A luz através da janela e eu ganhei do meu sogro de natal. Acho que o principal motivo dele ter me dado esse livro é o fato de ter protagonistas mulheres e sim, nisso ele acertou completamente. Incluindo Contato, arrisco dizer todos os 10 últimos livros que li tinham protagonistas mulheres. A história é contada em dois tempos, 1998 e 1944, e fala da participação de mulheres como espiãs na França durante a Segunda Guerra. É bem escrito (ou bem traduzido), o enredo é bem interessante (o de 1944, o de 1998 tem uma mocinha chatérrima, chorona e carente) e é aquele esqueminha meio novelão, best-seller. Você vai lendo e já imaginando o rosto dos atores que farão os personagens no cinema. Estou gostando, não vou mentir. É leitura de entretenimento e a gente precisa disso de vez em quando.

Estou de férias no trabalho e tendo crises de ansiedade absurdas, como eu não tinha há uns 10 anos. Lembro que na época eu não fiz nada, elas passaram, mas dessa vez estou com vontade de fazer alguma coisa, só não sei o que ainda. Vocês aí que lidam com isso, como fazem?  Fui ao médico semana passada e o veredicto da dotôra foi que eu estou muito abaixo do peso. Me deu uma bronca e me pediu uma série de exames. E nem adiantou eu dizer pra ela que oi, esse é meu peso, eu não faço regime, sou mais feliz no Mocotó que no shopping. Tô aqui com a recomendação de diminuir o ritmo da corrida e ganhar dois quilos.

Vou à Mendoza quinta-feira tomar vinho e falar espanhol. Namorado a uma hora dessas está a 4 mil metros de altura no Aconcágua e vou encontrá-lo na descida. Acho que um pouco da ansiedade é, pela primeira vez em seis anos, não conseguir falar com ele diariamente. Chegue logo quinta-feira, por favor.

P.S.: esse post foi escrito aos poucos ao longo de Janeiro e nesse meio tempo eu li também Persépolis e apenas ~corações~

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