segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Winston

Em Dezembro de 2009 eu fui a Nova York. Primeira viagem internacional de verdade, já que Buenos Aires está praticamente anexada ao nosso território então nem conta como "fora do país".

Enfim. Fui sozinha. Ao meu lado, no avião, foi sentado um sujeito que, como eu, não dormiu a viagem toda. Diferente de mim, no entanto, ele também não comeu e tomou dois bloody marys no caminho.

Depois do café da manhã, quando Nova York já se desenhava para nós lá embaixo, o moço resolveu puxar conversa comigo. Disse que era nativo da maçãzona, e quando soube que era minha primeira vez lá, puxou uma folha de um bloco de anotações e começou a rabiscar alguns endereços que ele sabia de cor, com número inclusive, de lugares que eu TINHA que conhecer na terra dele. Eu agradeci e guardei o papel na minha carteira.

Já no hotel, instalada, me lembrei da listinha do gringo e resolvi dar uma olhada. E foi então que eu me dei conta de que tinha algo impresso do outro lado da folha.



Há quase cinco anos este papel mora dobradinho dentro da carteira que eu inclusive comprei naquela viagem. E pela primeira vez em cinco anos essa mensagem faz mais sentido do que nunca.

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