segunda-feira, 13 de julho de 2015

Domingo tivemos aplicação de uma prova de Cambridge aqui na escola.

É possível que você, coleguinha, nunca tenha feito uma prova de Cambridge, mas certamente já prestou vestibular ou concurso público, então sabe do que eu estou falando.

É uma prova que custa uns 400 reais. Que no final dá ao aprovado uma certificação internacional, reconhecida no mundo inteiro e blá blá blá muito importante de que ele sabe inglês. O bagulho é sério galerinha, não é a prova final do teu curso da Microlins.

Para aplicar a dita prova nós precisamos providenciar mil coisas, carteiras especiais milimetricamente separadas por 1,25m, armário de ferro para guardar provas, treinamentos, gente trabalhando no domingo, provas em envelopes lacrados, um milhão de instruções etc e tal. 44 candidatos.  Eu falei que o negócio era sério? O negócio é sério.

Daí eu te pergunto, coleguinha. Tu vai fazer uma prova que custa uns 400 reais. Que no final dá ao aprovado uma certificação internacional, reconhecida no mundo inteiro e blá blá blá muito importante de que ele sabe inglês. Uma prova que tu nunca fez antes. Na véspera dessa bagaça você faz o que?

a) Dá uma lida de novo nas instruções só pra garantir.

b) Oi?

Começa com bonito aparecendo aqui sem lápis, sem caneta, sem vergonha na cara. Migo, tu saiu de casa 7 horas da matina num domingo pra fazer uma prova e não trouxe nada para escrever? Tipo NADA? Achou que ia ter camelô na porta vendendo Bic? Achou que tinha vindo pra tomar um sorvete?

Daí a gente já estava contando com isso e providenciou bastante coisa pra emprestar pra essa turma que se a grama mudar de cor morre de fome, ok. Dá-lhe gente perdida sem achar a sala sendo que né, tem uma lista na porta com o nome do cidadão.

Mas a gente (Cambridge, na verdade) sabe que não dá pra confiar nessa gente que diz que tem entre 90 e 109 de QI mas há controvérsias, e providencia uma lista de instruções gigantes para os fiscais lerem antes da prova. Não sei porque, né, já que eu tive que preencher umas 10 fichas de malpractice porque nossos gênios preencheram o gabarito à caneta tendo sido orientados previamente de que era a lápis. Duas vezes.

Tem mais. Uma linda constatou que sue nome estava impresso errado na FOLHA DE RESPOSTAS OFICIAL DE CAMBRIDGE e achou que, né, tudo bem, nem vai dar nada rasurar um z por cima desse s aí em Sousa. Gente? Cês aprenderam inglês mas não aprenderam vida, né?


Organizar a aplicação da prova foi fichinha. Duro é lidar com tanta esperteza junta.




Um comentário:

  1. Hahahahah Em choque com a pessoa que rasurou o nome. E eu sinto uma mistura de raiva e fascínio por essas pessoas que existem em todas as provas e que não trazem lápis/caneta.

    Acho que eu estudo na mesma franquia em que você coordena, porque também teve esse lance de Cambridge no fim de semana.

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