sábado, 19 de dezembro de 2015

Eu moro no centro expandido de São Paulo, numa região de facílimo acesso a ônibus, trem e metrô, além de trabalhar a cerca de 1 quilômetro da minha casa. É fácil pra mim, portanto, defender o transporte público paulistano. Mas isso não torna minha defesa menos necessária, podem ter certeza.

Vou dar um exemplo: meu condomínio tem um grupo no facebook. Hoje de manhã um vizinho fez uma postagem perguntando como ele poderia ir de ônibus ao shopping Bourbon e onde ele poderia pegar esse ônibus.

O shopping Bourbon fica a 2 quilômetros do meu prédio e é o shopping que todo mundo do condomínio frequenta. O cara mora lá há anos (em tempo: eu sei que ele mora lá há anos porque posta no grupo desde que eu me mudei em 2012) e não sabe como pegar um ônibus até um ponto importante do bairro. Também não sabe que existe aplicativo, site da SPTrans. A mulher dele também não sabe. É muito triste ser dependente de carro nesse nível, pessoal.

É o mesmo nível de gente que diz que não vai comparecer a compromisso tal porque é dia de rodízio. Posso estar sendo mala, mas eu automaticamente entendo isso como: seu convite não é suficientemente importante para que eu pegue um táxi ou, o horror, o horror, um ônibus.

E por último: você não fica automaticamente pobre só por entrar num ônibus, viu? Nem pega doença, nem nada. Pode ficar tranquilo.


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