terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Porque eu corro

Aliás, eu nem coooorro cooorro assim de verdade, pra valer. Tô lutando aí pra voltar a fazer 5 quilômetros num pacezinho razoavelmente decente, o que chega a ser ridículo numa época em que todo mundo é maratonista e tals.

Pega até mal admitir isso hoje em dia, mas se vai rolar uma sinceridade aqui, eu nem gosto de exercício físico e não é uma questão de "ah, você ainda não se identificou com nada". Eu já tentei várias coisas, acreditem, e não gosto mesmo de nada. Desculpa. Bom mesmo é comer pizza, beber cerveja e assistir Netflix.

Mas ainda assim eu corro.

E eu não corro porque eu quero ficar magra. A médica que me tratou como se eu fosse anoréxica outro dia inclusive disse que eu nem poderia correr porque, oi você está abaixo do peso, queridinha.

Eu não corro pela endorfina. Eu nunca fui apresentada a ela, na verdade, nunca senti esse barato que todo mundo diz que exercício físico dá.

Eu não corro pelas amizades. Uma das coisas que me faz querer correr é que eu posso fazer isso sozinha, com meus pensamentos e minhas músicas malucas.

Aff, então por que afinal de contas você corre, minha filha?

Eu corro porque correr e me alimentar direito é minha poupancinha para ter uma velhice tranquila. É minha tentativa de garantir que meu corpo vai chegar aos 80 anos (sou otimista, bem) na melhor forma que ele conseguir.

Eu corro pela satisfação de fazer alguma coisa direito (cês podem não acreditar mas eu levo jeito - e aparentemente é a única atividade física para a qual eu levo o mínimo jeito), se tivesse começado mais cedo tava correndo maratona por aí.

Eu corro pela sensação de dever cumprido, de vencer aquela vontade louca de ficar mais meia horinha na cama. Corro porque eu posso.

Eu corro porque contrariar a própria natureza é legal pra caralho.

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