sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Os louquinhos da firma

Vou contar aqui pra vocês o que é trabalhar com atendimento ao público: é literalmente nunca saber o que vai atravessar a porta do estabelecimento para te infernizar. Aqui na firma, especialmente, temos uma porta de vidro que tem sensor de movimento e abre automaticamente, OU SEJE: imã de louquinho. Porque o louquinho tá lá, passando na calçada. Daí passa meio perto, a porta abre sozinha e ele interpreta isso como um sinal divino para enchouriçar as pobres almas trabalhadoras que estão do outro lado do balcão. Nessa categoria de louquinho perdido já tivemos um que entrou e lambeu, sim, eu disse LAMBEU uma aranha de borracha que estava pendurada no teto como decoração de halloween.

Sendo a firma uma escola de idiomas, acabamos atraindo também outro tipo de louquinho: o louquinho delusional-mitômano. Uma vez a atendente quase vendeu um curso para esse cara aqui:

Por que o ~baterista do Elton John~ faria um curso de inglês na Lapa? Jamais saberemos.

Hoje o louquinho delusional-mitômano apareceu por aqui na forma de ~representante da Samsung~ que queria um curso intensivo para 32 funcionários. Todos iniciantes, todos indo para os Estados Unidos em Agosto. O louquinho delusional-mitômano disse que morava em Londres e que na Samsung os funcionários só trabalham 4 horas por dia. Disse também que precisava fechar o curso já mas que não tinha tempo para passar os dados dos 32 funcionários, só precisava que a secretaria emitisse um boleto de 109 mil reais para pagamento a vista do curso pra ele levar para o RH. Contrato, negociação? Não precisa. Data de vencimento do boleto? Hoje mesmo. Imagina a cara das secretárias.

Como sempre, coleguinhas: fácil, nunca é.

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