quarta-feira, 8 de junho de 2016

Precisamos falar sobre Masterchef

Na verdade não precisamos mas eu quero, né? Nem tô aqui para convencer vocês a assistir nem nada, mesmo porque até eu já desisti. Ontem mesmo perdi a prova em grupo porque estava assistindo Orphan Black. Orphan Black é maravilhoso, coleguinhas, Orphan Black não me decepciona. Já Masterchef, gzuiz, é uma decepção atrás da outra. Mas não aguento mais detestar aquelas pessoas sozinha então vim aqui dividir meu odinho com vocês porque o programa já está na metade e eu simpatizo com: quase ninguém. Tá sofrido.

Em ordem alfabética, vamos falar sobre os sobreviventes:


Aluísio/ Aloísio/ Aloysio sei lá: tem cara de chef, jeitão de chef mas até agora só chorou, fez um hambúrguer mais feio que mudança de pobre e umas piadinhas sem graça. Quando esse programa acabar vai abrir um food truck e vender sanduíches meia-boca superfaturados no food park da Augusta.


Bruna: Meo deos essa pessoa. Ela fala fininho, gritando, mete o bedelho na comida de todo mundo e é metida a fofa e engraçadinha. Num guento. Ainda por cima é caléga de profissão, que dó que dó que dó dos alunos dela. Não.tem.condições.

Fábio: Detestava esse moço no começo por achá-lo meio arrogante. Também não entendia como alguém tão magrinho pode saber alguma coisa sobre comida. Agora já vi que é loser meio gente como a gente e até que leva jeito pra coisa. Tô me apegando.


Fernando: Tem carinha de moço da firma que vai pro Guarujá com os mein no fim de semana. Certeza que posta foto de cerveja no Instagram com a legenda "iniciando os trabalhos". Não cheira nem fede.


Gleyce/ Gleice whatever: Eu até simpatizo com ela mas tá na cara que ela precisa estudar muito pra ir longe num Masterchef. Até agora deu é muita sorte e conta com a simpatia dos jurados (é a única mulher com quem eu já vi a Paola ser fofa. Paola não gosta de mulher). Vão segurando ela pela história triste, mas se quisessem ajudar mesmo descolavam um estágio pra ela num restaurante bom porque no programa ela não vai render mais nada, só vai fazer o povo ficar com raiva.


Lee: A cota de orientais engraçadinhos já foi preenchida eternamente pela Jiang, chega. Vocês podem até achar fofo, mas imaginem trabalhar na baia ao lado de uma criatura dessas.


Leonardo: Dizem que entrou pela cota de boy magia mas não faz muito meu estilo não. Pra mim é só mais um moço de firma que faz um risoto decente pra pegar mulher e acha que tem vocação pra chef.


Luriana: Possivelmente filha do seu Luís e da dona Adriana, entrou pela cota de bonita genérica. Next.

Paula: É xará, é tilelê de humanas, tem cara de que tomou muita catuaba no bico na faculdade. Acho que eu seria amiga dela se ela maneirasse na efusividade. Usa camisetas legais.


Pedro: Mais um moço de firma. Não suporto. Ainda por cima tem cara de criança. Namorado outro dia disse que imaginava ele de calça curta, suspensório e chapeuzinho de marinheiro tirando foto e agora toda vez que eu olho pro Pedro passo mal de rir com essa imagem.


Raquel: Não sei o que essa moça faz da vida mas se eu tivesse que chutar diria que é gerente de RH e que a-ma dinâmicas de grupo. Esse jeito certinho dela falar, articulando perfeitamente todos os sons, me dá um pouco de aflição. De resto, parece que cozinha bem e pelo jeito vai para a final.



Thaiana: Moça, você é muito bonita. Vamos falar sobre: sobrancelhas. Acho ela fofa e amo o sotaque paranaense. Parece que cozinha bem também. Se a final for entre ela e a moça do RH minha torcida é dela.


Vanessa: Mais uma tilelê-de-humanas-sincrética-macumbeira. Anos de FFLCH me ensinaram a olhar com desconfiança pra gente assim mas agora é tarde, já me apeguei. You go, Vanessa, arrasa e mostra pra esse povo que nem só de macarrão com salsicha vive o povo de humanas.


2 comentários:

  1. hahhaaa, ri muito com você.
    gostei...
    beijo

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  2. Hahahaha.... sempre imaginei esse Pedro do mesmo jeito! Êta carinha que não desce pela goela de jeito nenhuma!
    Também simpatizo mais com a Thaiana e a Raquel...

    Beeeijos

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