quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Meus centavos sobre a final do Masterchef

Ontem teve final do Masterchef né gente? Band tratou o negócio feito Oscar, arrastou até a hora que deu, explicou meme, fez a gente aturar aquela desgraça daquele Raul-sou-publicitário-coleciono-bonequinhos-vou-de-bermuda-em-casamento e no final deu o óbvio: Leonardo ganhou.

Pra começar Leonardo tinha nem que estar ali, né queridos? O moço se arrastou o programa inteiro, estava sempre na eliminação, fez UM prato digno de nota o programa inteiro mas contou com a simpatia dos chefs, deu sorte de SEMPRE ter um pior que ele e no final levou o troféu apenas por ser bonitinho e carismático. 

A Bruna era chatérrima no programa né? Estridente, infantil (com aquela mania de dar nome aos bichos que ela tinha que cozinhar) e cafoninha (as tiaras senhor, as tiaras), ainda deu o azar de ser pintada como a bruxa fofoqueira que tramava contra o pobrezinho do Leonardo. Daí na final ainda juntou aquele povo chato todo (eu detestava todos, dsclp, só gostava da Gleice e da Raquel) no mezanino fazendo torcida organizada pra ela que era logo pra pintar o Léo de sofredor solitário e garantir a redenção final do mocinho batalhador oprimido por aquelas pessoas ruins. 

Eu fui dessas que detestou a Bruna do começo ao fim do programa, até o último minuto, mas a diferença de tratamento que ela recebeu entre o povo lá dentro e aqui fora ontem me fez questionar algumas coisas:

a) A Bruna talvez seja chatinha mesmo, estridente, infantil e cafona na vida real. Existe gente assim no mundo, vai saber. Mas lá dentro me parece óbvio que ela criou amigos, estreitou laços e ganhou uma torcida que a admirava e sabia do que ela era capaz. Ou seja: era uma pessoa legal. E ótima cozinheira. 

b) O Léo é bonito, carismático, bem nascido. Entretanto lá dentro só arrebanhou antipatia, talvez por ter sido tão protegidinho dos chefs, talvez por ser mais introvertido, talvez por ser babaca mesmo, não temos como saber. 

O Masterchef está na terceira edição e agora parece que os caras finalmente aprenderam a fazer reality show. É óbvio que a edição sacou o potencial do Léo de virar queridinho e criou pra ele uma trajetória de superação, do cozinheiro meia-boca porém lindo e bom moço que supera todos os obstáculos e no final se torna campeão. Para a Bruna sobrou o papel da vilã, da ambiciosa insuportável capaz de qualquer coisa para alcançar seus objetivos, até passar por cima de um "cara tão gente boa" quanto o Léo. Só que a Bruna cozinhava melhor. Desde sempre. E pra dar esse troféu para o Leonardo galera teve que fazer malabarismo. E fez. 

Eu xinguei muito a Bruna no twitter. A personagem que ela criou (ou criaram pra ela) não me agradava, aliás me incomodava bastante. Mas também nunca defendi o Léo, pois conhecia as limitações dele e tô velha demais pra cair na armadilha do "bonitinho e lutador." Só que hoje fui parar na página da Bruna no facebook e o que está rolando lá não é para amador não - é muita gente destilando muito ódio gratuito em cima de uma pessoa só. É desumano e eu espero que ela tenha bastante estrutura e apoio para passar por isso. 

E que fique claro que a campeã moral dessa bagaça será sempre a Raquel, beijos. 

 Ótima cozinheira e com belíssimos cabelos hidratados

2 comentários:

  1. Caraca, eu vi todos os episódio e não consigo ver essa personagem que criaram para a Bruna em nenhum deles.
    E também não consigo ver o papel que fizeram para o Leo, não consegui ver o que aconteceu ali que todo mundo odiava ele.

    Beijos!

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    1. Olha, eu também não entendi a antipatia do povo com o Léo então estou apenas conjecturando: nada é de graça. Tinha algum motivo sim que a gente não viu. Do mesmo jeito que todos amavam a Bruna lá dentro e aqui fora é só ódio que ela recebe diariamente.

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