terça-feira, 22 de novembro de 2016

Rocky Horror Show

Eu era adolescente quando assisti a Rocky Horror Show pela primeira vez, na TV aberta, numa madrugada insone dos anos 90. Eu fiquei fascinada pelos figurinos malucos, pela história nonsense, anárquica, meio trash e tosca como só os anos 70 seriam capazes de fazer. Também amei as músicas pegajosas e vivia cantando Time Warp e Hot Patootie. Rocky Horror Show era um ode à zuera quando a zuera nem existia. Na verdade Rocky Horror Show inventou a zuera. Como superar Tim Curry de corset rebolando e cantando "I'm a sweet transvestite, from transexual Transylvania"?



Aff 

Daí veio a montagem em São Paulo. Fiquei sabendo pelo irmão do namorado, outro fascinado pela peça. Quando ele me disse que o Marcelo Médici faria o dr. Frank-n-furter e sabia que eu tinha que ir de qualquer jeito. Sabe pessoa que nasceu pro papel? Ele mesmo. Na semana da apresentação cunhado me manda mensagem perguntando se eu ia fantasiada. A gente tinha visto no facebook fotos de um povo vestido de Magenta, Rif Raf e Columbia na semana da estréia e pessoas, não sei se vocês sabem mas se fantasiar tá no meu top 10 "coisas que eu gosto de fazer" ou seja: foi facinho me convencer. Corri atrás de uns apetrechos para me fantasiar de transylvanian (esse povo desmaiado que aparece no comecinho do vídeo): um terno preto, óculos de 1,99, chapéuzinho de aniversário. Era o que dava em cima da hora. E fui.

Só eu e cunhado fantasiados hahahaha. Só. nós. dois. E os transylvanians nem estão na peça, então quem estava lá e não viu o filme nem sabia quem a gente era, mas me diverti horrores e arrependimento? Não trabalhamos. Cunhado inclusive subiu no palco pra dançar o Time Warp com o elenco no fim da peça. Foi lindo, Marcelo Médici fez jus ao nosso amado dr. Frank-n-furter, a versão em português das músicas ficou ótima e o elenco tá todo de parabéns. Rocky Horror Show é muito amor e tem no Netflix gente, aproveita e vem dividir esse amor comigo hahahaha.


It's just a jump to the left/ And then a step to the right.



Don't dream it/ Be it 

2 comentários:

  1. Você curtiu a versão do Netflix? Achou a Laverne boa pro papel?

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    1. Eu vi uns trechos da versão do netflix (acho que era da fox, na verdade) mas pra mim ela não faz sentido porque a Laverne é uma mulher (trans, mas mulher ainda assim) e o dr. Frank-n-furter é um homem vestido de mulher. O pessoal no geral falou bem mal dessa versão.

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