segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ignorância sem limites

O sujeito dá aula de Geografia. Eventualmente, portanto, falará sobre Geopolítica com os alunos do ensino médio. Inevitavelmente, nesta época do ano, mencionará o 11 de setembro.
E aí o sujeito solta a seguinte pérola na sala dos professores: "Até que morreu pouca gente no 11 de setembro. O que são 3 mil pessoas perto do tanto de gente que os Estados Unidos já mataram?"
Alguns professores concordam. Outros ficam quietos. Eu, em nome da boa educação e da convivência, me levanto e vou buscar um café. Porque não fosse por estes detalhezinhos de civilidade e tal, eu teria retrucado:
"Então tá liberado. Deixa o Paraguai invadir o Brasil e matar uns 250 mil, que pelas minhas contas é o que a gente ficou devendo pra eles. E o povo da América Latina pode ir pra Espanha e dizimar a população inteira do país que ainda assim não vai fechar a conta dos nativos que a espanholada dizimou. E Hiroshima na verdade foi bem feito, o que aqueles japas tinham que se meter lá em Pearl Harbor? Porque é assim que gente esperta pensa, né?"
Ou talvez, se eu tivesse um pouco mais de senso de humor, teria dito alguma coisa do tipo: "Meu irmão morreu no World Trade Center."

E esse cara vai dizer essas coisas para a molecada, que já acha lindo odiar os Estados Unidos. Sério, que energúmeno.

3 comentários:

  1. Por isso eu não me dou muito bem com os outros professores de Geo. Eu não tenho essa cretinice toda. Não há como justificar mortes, com mais mortes, não importa o número ou o local.

    O pior é saber que não se tem nem o pudor de guardar essas opiniões pra si. Parecem que eles querem criar uma mini milícia ideológica, quando o papel de um professor é justamente o contrário, é ajudar o aluno a formar sua própria opinião e portanto ser resistente a ideologias. Enfim, dureza ser professor. Mais dureza ainda é ser professor e estar na maré contrária...

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  2. O pior é saber que esse ser humano só está reproduzindo o que ele ouviu em outras salas de professores.

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  3. Um amigo meu morreu no WTC. Não, não é piada. Gente que fala esse tipo de coisa na minha frente ganha um inimigo pra vida inteira, e se insistir no ponto, faço questão de extrair os dentes do cavalheiro.

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